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Cartas-->UM GRITO NO ESPAÇO. (Ao encontro das águas, Negro e Solimões -- 23/10/2013 - 20:54 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
UM GRITO NO ESPAÇO.
(Ao Encontro das Águas, Negro e Solimões)
Ana Zélia

Relâmpagos cruzam os céus. É lua cheia.
É terra, água, espumas, capins ambulantes, navios, barcos, homens.
Um burburinho...
O Negro que sem querer se ver envolvido em tamanha trama,
se refaz e grita ao Solimões:
__ Quem és tu com tanta fúria que tentas me destruir?
O que te fiz? Por que não passas ao largo com tua estupenda quantidade
de água?
Chegas e vais entrando, empurrando, destruindo, abraçando...

O Solimões movido pela chama do ego ferido, num vai e vem diz:
__ Eu venho de tão distante cruzando vales, montes, unindo a mim riachos,
pântanos, subindo e descendo, escalando ou caindo... Nada me detém.
Nasço no estrangeiro e cruzo o grande Amazonas, o maior Estado da Federação
em quase toda sua extensão, nome que logo receberei.
Passo pela Ilha Tupinambarana, a Parintins do Boi. Caprichoso e Garantido.
Na caminhada me uno ao verde esperança do Tapajós.
Rumo a Macapá, arrastando em minha passagem árvores, margens, até o encontro
Com o Oceano Atlântico.
É o meu grito através da pororoca ouvido à distância.
__ Cala-te, portanto! Não vejo em ti importância, apenas banhas a Capital do Estado
Que leva meu nome. Amazonas...

O Negro ofendido recua dois passos e pronto grita bem alto:
__ Cala-te ó grande rio! Mesmo insignificante é a mim que todos buscam.
Tentas, tentas e nem mesmo com a força bruta, consegues chegar aqui nesta Manaus querida...
Teu poder é de destruição, nas grandes enchentes invades toda a região.
Se um dia acontecer outra grande enchente, eu, apenas eu, terei que subir e
ir mais adiante, abraçando praças até os pés da igreja matriz.

MANAUS! “Mãe dos Deuses”, a Virgem da Conceição, Padroeira da cidade,
Não deixarão acontecer outro 1953. (Considerada a maior enchente do Estado)
Sejamos amigos!...
Não! Numa briga constante, o Solimões tenta invadir o Rio Negro que resiste
como uma muralha, evitando a entrada do gigante.
Manaus, 30.04.1994
(poema escrito cruzando o Encontro das Águas a bordo do Catamarã “Amapá”
Da ENASA. Ana Zélia
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Nota da autora- Poema publicado na usina de letras em 13/10/2008,
dia 21/10 em vez de editar o excluí, tem registro. Manaus, 23 de outubro de 2013. Ana Zélia



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