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Cartas-->PROCÊ -- 24/07/2014 - 23:58 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

PROCÊ

Se o tempo passar e o encontro não se der, peço desculpas.
Não, não: sei que a culpa não é minha. Nem tua, nem da Vida.
Mas peço desculpas mesmo assim, porque pode ser
que tomei uns caminhos diferentes do que teria gostado
por pressão do Tempo, por teimosia, por falta de leveza...
por isso, peço desculpas.
A gente aprende a levar a vida tão a sério, que às vezes
perde as asas. Não voa.
Sim : a crisálida. Se teimar em perdurar como tal, já era a borboleta.
E perder as asas, neste caso, é deixar de acreditar e... logo,
não sonhar mais.

Olhe : não é esse sonho de coisas cor de rosa, não por aqui.
O sonho que vale a pena, como esse de pensar que você é possível
que posso chegar a te conhecer um dia (ou uma noite, é claro)
esse sonho nada tem a ver com paraísos.
Porque no fundo, sonhamos com algo que já sentimos antes. Não sonhamos com algo desconhecido, isso é imaginar.
O sonho é querer algo que já de alguma forma experimentamos.
O amor, a paixão, o prazer de algo: mesmo que o melhoremos imaginando, sonhá-lo
é possível porque já atravessou nosso caminho mesmo que disfarçado,
algo do que nos fez feliz restou, e então o guardamos.
aí, o sonhamos.

Muita coisa sonho- e muita coisa tem a ver com ideais de um mundo melhor.
COMO – TODO – O MUNDO.

Mas, neste (nosso) caso, nem é bem sonho, é esperança mesmo, de poder pedir-te desculpas por não ter te encontrado antes, por ter tomado caminhos estranhos ou comuns, mas que te evitaram, ... é que talvez tenha sido o medo de te encontrar e depois não poder deixar-te nunca mais. Pode ser.
E então
pode acontecer que o nosso Tempo seja muito pequeno, esmagado entre os anos melhores ou mais cheios de energia da nossa existência... mas... ainda assim, se tivermos um momento
ele vai ser suficiente para dizer : “que bom que te encontrei”.


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