Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
107 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54400 )
Cartas ( 21031)
Contos (12030)
Cordel (9350)
Crônicas (20778)
Discursos (3097)
Ensaios - (9868)
Erótico (13087)
Frases (39448)
Humor (17507)
Infantil (3550)
Infanto Juvenil (2302)
Letras de Música (5406)
Peça de Teatro (1308)
Poesias (134973)
Redação (2860)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2368)
Textos Jurídicos (1911)
Textos Religiosos/Sermões (4089)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cartas-->CARTA DE AMOR AO PAI -- 19/09/2014 - 16:20 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

“Tarde Te amei, oh Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei… Trinta anos estive longe de Deus. Mas durante esse tempo algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob Tua Guia e o consegui porque Tu Te fizeste meu auxílio.”

“Tu estavas dentro de mim e eu fora… «Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior». Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora. Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…” 

“Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu minha surdez… «Me fizeste entrar dentro de mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu havia me escondido. Mas Tu me arrancaste de meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo estava». Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “TOMA E LÊ, TOMA E LÊ!”(Santo Agostinho)

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 0Exibido 144 vezesFale com o autor