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Cartas-->Meu Pedido de Aniversário Para 2017 -- 14/05/2017 - 22:53 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Meu Pedido de Aniversário Para 2017
Como alguns dos meus amigos sabem, meu aniversário é nesta semana. Então alguns colegas já me perguntaram:
- O que você gostaria de ganhar de presente de aniversário?
Eu respondo:
- Na realidade eu gostaria de falar, pessoalmente, com um amigo que não vejo desde 2002. Inclusive, ele veio para Curitiba, ano passado. Porém foi impedido de entrar em contato comigo por causa de fofocas e intrigas.
Porém, antes de manifestar este meu pedido por inteiro, gostaria de comentar sobre a Lenda do Anjo do Aniversário. Pois este conto explica grande parte desta minha atitude, que me levou a fazer um pedido de aniversário, tão especial, nas redes sociais:
Na Idade Média, existia a Lenda do Anjo do Aniversário. Naquela época diziam que ele era uma entidade que realizava pedidos impossíveis dos aniversariantes. Mas para isto, era necessário que o ser humano espalhasse sobre o objeto que ele gostaria de ganhar para o maior número de pessoas, dias antes do seu aniversário. Por exemplos: a criatura poderia fazer um discurso em praça pública pedindo o seu presente, ou, colocar cartas debaixo das portas das pessoas mais abastadas com o seu desejo por escrito. Pois, assim, o Anjo do Aniversário mediria o esforço e o merecimento do aniversariante para conseguir realizar seu sonho. Eu, acredito, no Anjo do Aniversário porque ele me ajudou a realizar desejos, praticamente, impossíveis bem nesta data. Porém para isto, precisei espalhar meu pedido pelo ar. Assim estou fazendo a mesma coisa agora.
Como comentei acima, o meu melhor presente de aniversário seria conversar, pessoalmente, com um amigo que não vejo desde 2002. Porém explicarei esta história, direitinho, abaixo:
Durante a adolescência eu era uma garota fora dos padrões de beleza: obesa, nariz comprido, pele oleosa, cabelo crespo e masculinizada. Desta maneira eu sofria bullying. Geralmente minhas colegas me chamavam de: gorda, baleia, barril, sapatão, etc. Porém uma atitude que me magoava mesmo era quando as meninas bonitas, que tinham namorados e noivos, chegavam para mim, mostravam seus anéis de noivado e diziam:
- Sabe quando você terá um anel destes?!
- Nunca!
- Pois você é feia!
- Nenhum homem vai querer namorar você!
Estas palavras me rasgavam por dentro. Deste jeito, cresci achando que nunca teria um namorado na vida real e que nunca me casaria.
Naquela época eu tinha um amor platônico, sem contato físico, que durou até meus 27 anos, quando, finalmente, me declarei e a pessoa fingiu que nunca me conheceu.
No dia 19 de maio de 2001, meu aniversário, fui convidada para conhecer um grupo de poetas num shopping, aqui de Curitiba, já que sou repentista.
Então me sentei num local discreto. Logo avistei um garoto loiro parecido com o cantor Kurt Cobain do Nirvana. Logo pensei em voz baixa:
- Aquele lá tem a cara do vocalista do Nirvana.
- Bem, acho melhor nem olhar muito. Pois o Kurt Cobain nunca daria bola para mim.
De repente, a coordenadora me pediu para ir até o palco e me apresentou como repentista. Assim eu disse:
- Bom dia!
- Quem quiser, pode pedir uma palavra, que eu farei um poema com o tema sugerido.
De repente o garoto parecido com o vocalista do Nirvana, exclamou:
- Jesus!
No mesmo instante, eu falei um poema mais ou menos assim:
- Ele veio do céu, seu nome é Jesus
Veio para espalhar fé e luz
Na esperança que a todos conduz
Por isto ele morreu na cruz.
Deste jeito as pessoas aplaudiram e o público sugeriu outros temas. Quando a apresentadora me pediu para sentar, fui até o local discreto que tinha escolhido. Mas as moças, que estavam acompanhando o garoto loiro, pediram para que eu sentasse à mesa deles. Desta maneira conversei com todos até, mesmo com o cover do Kurt Cobain. Após o evento fui ao ponto de ônibus acompanha de outra admiradora da Poesia.
O tempo passou, continuei a frequentar o mesmo grupo. Até que em 2002, perto do meu aniversário, num outro encontro de poetas, o garoto loiro se queixou que não sabia mexer com computadores. Como eu estava frequentando uma faculdade que abria o laboratório de informática para a comunidade, dei o endereço ao jovem e disse que pretendia ajuda-lo.
Na segunda-feira ele apareceu e começou a frequentar a sala de Informática todos os dias. Lá aproveitávamos para falar de nossos problemas e sonhos. Inclusive, quando este meu amigo estava cansado, sentava no meu colo e dizia que isto fazia com que ele ficasse calmo.
Um dia, ele me abraçou e exclamou:
- Agora, você é minha namorada!
Eu fiquei braba e indaguei:
- Você está zoando, né?
Ele deu gargalhadas e passou a me acompanhar até o ponto de ônibus.
Um dia, estávamos sem almoçar e meu colega levou um pão de mel e disse:
- Vou dividir este doce com você.
Desta maneira comentei:
- Por favor, não faça isto!
- Pois, é o seu único almoço.
Mesmo assim ele dividiu o doce e disse:
- Agora o pão de chocolate se transformou em duas luas- de-mel.
Naquele momento não resisti e chorei.
Na metade do ano arrumamos emprego. Porém uma semana depois, entrei em depressão e decidi que nunca mais me encontraria com meu amigo. Pois me dedicaria apenas ao meu emprego.
Três meses passaram, senti saudades e telefonei para a pensão onde estava este meu colega. Mas a dona disse que ele tinha se mudado para sua cidade Natal no interior do RS. Tentei mandar cartas, mas não tive resposta. Dois anos depois, conhecidos falaram que ele tinha morrido. Mas meu coração dizia que isto era um engano e tentei pesquisar tudo sobre o paradeiro do meu colega. Até que entrei em contato com um ex-patrão dele que afirmou que ele estava vivo. Tentei comentar isto com algumas pessoas de Curitiba. Porém fui taxada de louca e sugeriram que eu procurasse um psiquiatra.
Em 2016, entrei em contato com este meu colega através de uma amiga dele da mesma cidade do interior. Ele confessou que gostaria de voltar para Curitiba e escrever um livro. Desta maneira, dei a maior força. O meu colega voltou e ficou hospedado na casa de uma antiga amiga dele. Porém pessoas fizeram intrigas e fofocas contra mim. Inclusive uma cobra inventou que eu não queria amizade, e, sim dar o golpe da barriga para ficar com pouco dinheiro que ele tem. Tudo isto foi uma grande armação. Pois sou assexual, que é a orientação das pessoas que não sentem atração sexual. Inclusive, nunca pensei em engravidar para subir na vida. Por causa destas e de outras intrigas meu amigo não quis me ver. Resultado, meu colega voltou para o interior com o desejo de nunca me reencontrar de volta.
Meses depois, uma amiga íntima dele de Curitiba, fez um perfil falso deste meu amigo. Então isto abalou muito a minha estrutura psicológica.
Escrevo este texto com a esperança de que o Anjo do Aniversário leia e faça com que meu amigo telefone para mim, nem que seja para dizer que não quer a minha amizade de volta. Pois este seria o presente de aniversário mais lindo que eu receberia.
Luciana do Rocio Mallon




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