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Cartas-->Alegria* -- 21/06/2018 - 22:38 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Alegria*

Oi, filha, tudo bem?

Passo por e-mail porque no celular não ficaria bom.

Parabéns pela educação privilegiada que tem aplicado nos meninos! São muitos itens. Cito apenas os mais recentes.

1. Bianca

É provável que você lhe tenha recomendo terminar dever com o Mateus. Chegando aqui, nem ligou a TV. Sentou-se à mesa com ele e disse:

- Vamos fazer o trabalho.

Pediu-me: revistas, cola em bastão e tesoura. Providencio tudo de imediato e continuo lendo o jornal. Num determinado instante, ela vem ao escritório e pergunta:

- Aquelas revistas que você me deu podem ser recortadas?

Sim, querida. Fico impressionado com o senso de responsabilidade da Bianca. Outra criança pensaria: posso recortar, e o vovô que se vire. Ela preferiu confirmar primeiro.

Outro dia, estávamos concluindo trabalho sobre "negro". Lembrei-me de que eu tinha conto publicado em livro (Saudade, Campinas (SP): Editora Komedi, 2007, p. 45), título Cor. Baseei-me em fato real entre mim e você, em Guarapari (ES) quando tinha 6 anos de idade e passeávamos pelo centro.

Entrego-lhe o livro e digo: leia e sublinhe o que julgar interessante para o trabalho. Aí, Chris, veio novamente o senso de responsabilidade:

- Posso copiar as linhas que sublinhei?

Sim, netinha querida. Ponha-as entre aspas.

2. Rafael

Pediu-me para ir com ele à papelaria comprar algo. Já ao sair aviso à mamãe o que iríamos fazer. Ela recomendou ao Rafa:

- Isso há de vários preços. Não adquira o mais caro.

Nem levo muito a sério, porque é difícil não satisfazer o desejo dos netos. No balcão da loja, diz à vendedora o que pretendia. Ela, mais do que depressa, mostrou os que tinha. Havia 3 tipos. Ele perguntou:

- Qual é o mais barato?

Ela respondeu:

- Este.

E ele cumpriu rigorosamente o que a vovó recomendara. Noto isso em tudo o que falo com ele. No futebol, às vezes, até quer ficar mais um pouco; entretanto, quando o chamo, atende sem reclamar. Agora, filha, o senso de economia prevalece: as figurinhas. Sempre comprava para ele. Notei que estavam vindo muito repetidas, embora eu comprasse em locais distintos. Comentei com ele, que me falou:

- Vovô, não precisa comprar mais; tendem a vir repetidas porque já estão quase no fim. Eu troco.

3. Mateus

Era comum: o Mateus ia entrando e perguntava logo:

- E as figurinhas?

Houve semana em que eu não as tinha; porém, converso com ele, uso sinceridade e palavras que inspiram amor. Disse-lhe: amanhã, vou à Rodoviária e compro (por que Rodoviária? porque, quando adquiro lá, tenho tido mais sorte); vem apenas uma repetida. Parece que me entendeu. Entretanto, sua inteligência infantil o fez perguntar:

- Pode ser dois pacotinhos?

São muitas as coisas, filha. Tentei mostrar alguns momentos que revelam quanto têm sido bem educados. Parabéns! Essa é a maior riqueza que lhes pode transferir.

Se tiver tempo (creio que falar nisso é otimismo esplêndido), use dez minutos (no máximo) e leia no livro "Saudade": "Cor", p. 45, e "Chrisinha querida", pp. 35 e 36.

Beijos, papai
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