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Cartas-->Carta (Beatriz Cruz)* -- 05/11/2018 - 23:45 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Carta (Beatriz Cruz)*


(Carta a José Carlos Sebe, por Beatriz Cruz):


Caro amigo


Sua carta me fez voltar ao passado e pensar em tantas coisas que marcaram época e ficaram registradas na memória da gente.

Sei bem que a vida anda pra frente, mas recordar não faz mal a ninguém. Ao contrário, ajuda os “madurinhos” a tecer comparações, descartar o que não era bom, aceitar as novidades e, além de tudo, ativar os neurônios.

Lembro-me bem dos jingles do creme Rugol, para a beleza das mulheres, cantado por homem de voz empostada. E dos conselhos para se cuidar bem da pele e cabelos, que vinham na revista O Cruzeiro, apresentados com fotos de belas artistas de Hollywood.

Tinha os sabontes Eucalol, Lifeboy e Vale Quanto Pesa – o preferido por nove entre dez estrelas do cinema...

E o Melhoral, Melhoral, é melhor e não faz mal... você tomava pra dor de cabeça?

Mamãe nos fazia engolir uma colherada de Óleo de Fígado de Bacalhau para fortalecer, que horror! Mas o Calcigenol era uma delícia.

Eu gostava das balas de cevada que vinham em latinhas com letras douradas. E, mais tarde, deliciava-me com drops Dulcora no escurinho do cinema. Não apreciava o Crush, preferia Grapete ou Caçulinha. Adorava ice-cream-soda, mas às vezes tomava frapê de côco. Os biscoutos Jacareí faziam sucesso.

Das camisas Volta ao Mundo lembro-me perfeitamente. Eram de náilon e não precisavam ser passadas, assim como as saias plissadas do “novíssimo” tecido, o tergal.

Eu ia para a praia com saída de banho felpuda e maiô de latex tomara-que-caia.

Que furor quando apareceu a calça rancheira (mãe da calça Lee e avó do jeans desbotado), de “brim Coringa não encolhe”!

Você usou alpargatas Roda? Aposto que japona também, aquele casaco escuro de botões dourados que deixava os rapazes com jeito de comandante de navio...

Lembra das pulseiras de corrente que tinham chapinha pra se gravar o nome do namorado? Ou da namorada?

Tinha um perfume que as meninas adoravam, o Flor de Maçã. Gostávamos também do baton Hi-Fi. Ao passá-lo, dizíamos sempre: pode beijar que não sai.

Esses nomes todos não deixam de ser grifes antigas. Saíram de moda, é verdade, mas foram fashion um dia...

Obrigada, Zé Carlos, por ter me proporcionado esta deliciosa “viagem” à minha juventude.

Grande abraço,
da Beatriz


* Neste site, em "Cartas", Beatriz Cruz, 13/01/2008.
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