Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
39 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56589 )
Cartas ( 21157)
Contos (12595)
Cordel (9988)
Crônicas (22114)
Discursos (3130)
Ensaios - (8904)
Erótico (13337)
Frases (43008)
Humor (18284)
Infantil (3717)
Infanto Juvenil (2551)
Letras de Música (5461)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137837)
Redação (2909)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1921)
Textos Religiosos/Sermões (4641)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Humor-->ARTISTAS NATOS EM AÇÃO -- 05/05/2019 - 09:49 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ARTISTAS NATOS EM AÇÃO


Como de costume, Seu João foi visitar seu compadre Zezinho e, em chegando lá, após os cumprimentos de praxe, resolveu mostrar a obra-prima artesanal que o seu genro tinha feito na marcenaria dele. Meio ofegante, mas sem querer perder tempo, retirou de seu tiracolo uma pequena cruz de madeira e disse:

- Compadre Zezinho, olha que beleza de trabalho artesanal meu genro Juquinha fez para eu usar, colocando-a em seguida, cuidadosamente, sobre um dos cantos da mesa da sala de estar do seu amigo e compadre.

Seu compadre Zezinho não se fez de rogado, pegou a cruz, olhou bem seus detalhes para ver se estava, pelo menos, bem polida (ele também era marceneiro) e disse:

- Compadre, eu gostei dessa pequena cruz que seu genro fez. Ela é muito consistente, mas eu já fiz uma maior e mais cheia de detalhes, como um verdadeiro crucifixo requer, o senhor quer vê-la?

Antes que seu compadre Zezinho se levantasse para ir buscar sua obra-prima e certamente, a seguir, lhe servisse uma xícara de café com leite e um bom pedaço de mandioca cozida, Seu João, meio enciumado que ficou naquela hora, levantou-se e disse:

- Compadre, deixe como está, não precisa me mostrar nada, não. Eu já estou indo embora e assim que chegar lá em minha casa vou pedir para meu genro fazer outra cruz maior e mais bem aparelhada e em seguida pedirei para ele dar o nome de "crucifixo" para ela também - replicou.

Balançando os braços, em sinal de reprovação, como um verdadeiro boneco de Olinda em ação nos dias de festa, ele saiu dali cuspindo marimbondos-caboclos...
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 15Exibido 82 vezesFale com o autor