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Teses_Monologos-->O Jovem no espaço econômico e Geração de Emprego e Renda -- 08/09/2006 - 11:47 (Leonardo Koury Martins) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O Jovem no espaço econômico e Geração de Emprego e Renda
“Se a juventude parar,
o mundo morre de frio” - Gandhi.


Tendo em vista os dados assustadores da última década, onde de toda população economicamente ativa em situação de desemprego ou em sub emprego a metade está com faixa etária de 16 a 29 anos. Através destes índices, o mundo começou a discutir de forma concreta as políticas de geração de emprego e renda para a juventude.

Problemas como a falta de experiência, de idade, de qualificação limita, faz com que o jovem que busca o primeiro emprego saia em desvantagem com quem já estão no mercado de trabalho e soluções devem ser encontradas, pois o importante é o jovem é a camada mais pobre da população mundial.

Através dos dados da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 570 milhões de jovens vivem com menos de 2 dólares / dia, dando a entender que a perspectiva de vida deste setor da sociedade é cada vez mais baixa, principalmente a perspectiva de vida dos jovens pobres das grandes cidades.

Os últimos acontecimentos políticos no mundo mostram que a falta de emprego entre jovens não se encontra somente nos países subdesenvolvidos. Na França houve recentemente grandes manifestações por todo território pela quase aprovação da lei do 1º emprego qual os jovens franceses perderiam vários direitos empregatícios em troca de uma maior facilidade na entrada do mercado de trabalho.
Ações como o PNDE (Programa Nacional e Estímulo ao Primeiro Emprego) do Ministério do Trabalho e Emprego pode-se considerar um avanço para a juventude brasileira. Dentro do PNDE, ações como o Consórcio da Juventude, Soldado Cidadão e até mesmo ações interministeriais como o “PROJOVEM”, “PROUNI”, “Programa para Jovens” e “Juventude Cidadã” são um bom início, mas existe uma necessidade da execução de uma política conjunta entre o Governo, Terceiro Setor, ONG’s e a Iniciativa Privada para criar e fortalecer as políticas de geração de emprego e renda.

Dados do PNDA (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2002, mostram que 43,5 % da população economicamente ativa desocupada estão com idade entre 16 a 29 anos. Destes jovens a pesquisa aponta que 87% pertencem a famílias com renda inferior a dois salários mínimos e 40 % estão inseridos na linha da pobreza.

No ano de 2004, mais de dois mil jovens de todos os Estados brasileiros, participaram do Seminário Nacional da Juventude em Brasília, houve diversas discussões inclusive da Geração de Emprego e Renda qual reafirmou que a falta de emprego é uma das maiores preocupações do jovem brasileiro, na frente de temáticas que décadas atrás tiveram maior destaque como cultura, esporte e lazer, afirmando dados de diversas pesquisas como o Projeto Juventude do Instituto Cidadania.


Parte da juventude brasileira, muitas vezes tem a função de arrimo familiar perdendo anos de estudo, em busca de sustento para familiares como mulher, pais e filhos. Hoje, a gravidez precoce (entra uma discussão da falta de informação ou mudança de tempos feita por Drauzio Varela em documentários recentes) principalmente nos grandes centros urbanos aonde jovens de 15 a 17 anos em média constitui as suas famílias, dificultando o entendimento do artigo 227 da Carta Magma que estabelece como direito da família, sociedade e do estado assegurar ao adolescente, com absoluta propriedade, entre outros, o direito a profissionalização, mas quando o jovem torna-se família? Como exigir deste que antes de obter seus deveres assegurados teve rompido seus direitos?

Incentivar o cooperativismo juvenil pode ser uma saída para a geração de emprego e renda, mas tais medidas têm de ser pensadas quase que emergencialmente, sabe-se que não necessariamente a educação é a saída.

Antes das políticas de educação, temos que prioritariamente refletir sobre, o estrago do sistema capitalista nas instituições educacionais, a alienação (principalmente pela mídia) e a desigualdade social que faz com que o crime organizado venha aglomerar verdadeiros exércitos paralelos de jovens que conquistam na criminalidade condições financeiras que honestamente não obteriam.
Parar de pensar no jovem futuro entendendo que esta Argentina populacional de 15 a 29 anos, produz, mata, morre. Esta grande parte da população brasileira espera políticas publicas que gerem emprego e renda, o jovem também é presente e espera ser ouvido como é cobrado.

Referências bibliográficas:

* Políticas Públicas para a Juventude, Mandato do Deputado Estadual André Quintão, Belo Horizonte 2005.
* Relatório Final, Comissão Especial destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, Brasília 2004.
* Primeiro Emprego, Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego, Ministério do Trabalho e Emprego, Brasília 2006.
* Giudice, Carlos José: Catálogo da Situação Juvenil, São Paulo 1998.

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