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Textos_Religiosos-->SOBRINHO DE CHICO XAVIER – FALSAS DENÚNCIAS E FATOS INÉDITOS -- 26/08/2005 - 15:10 (Lauro Denis) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



SOBRINHO DE CHICO XAVIER FATOS NÃO REVELADOS



Em 1958 Chico enfrenta um escândalo por conta das denúncias do sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de obsessão. O sobrinho, ele mesmo médium psicógrafo, anuncia-se pela imprensa como falso médium, um pastichador muito capaz, acusação que estende ao Tio. Chico defende-se em seu estilo habitual, extremamente suave. Já com antecedentes de alcoolismo e com sérios remorsos pelos danos causados à reputação do tio, Amauri é internado num sanatório psiquiátrico em São Paulo, onde vem a falecer.

Esse Turatti, papagaio de pirata do padre quevedo, empoleirado aqui na Usina de letras, em sua habitual forma de demonstrar seu ódio contra os Espíritas e à Doutrina Espírita, diz, em seu tópico - Chico Xavier foi desmascarado pelo próprio sobrinho : “Assim como em outras oportunidades, os espíritas dirão que Amauri Pena estava “louco”; que ele era “dependente químico”..., mas nada que demonstre que ele mentiu.”

Não Turatti, ele não mentiu. Esse Amauri Pena realmente não prestava !


MAS VOCÊ OMITIU A VERDADE. VOCÊ SEMPRE ESCREVE OU COPIA DOS OUTROS, PRINCIPALMENTE AS SANDICES DO PADRE QUEVEDO, SOMENTE AQUILO QUE LHE INTERESSA, e “se esquece” convenientemente de relatar todos os fatos que tomaram parte desse caso, principalmente quanto ao envolvimento de suborno que partiu de um padre, investigado por um Escritor, ao final referenciado.


Diante de tal declaração desse sobrinho, é fácil inferir que o tal Amauri Pena apenas se envolveu de forma interesseira com o Chico, mas não abandonou sua fé católica e no final acabou saindo com aquela denúncia. É de se supor que o fez em defesa dessa fé, mas há indícios que tenha recebido algum por isso, pois o próprio irmão caçula de Chico declarou que de fato o seu sobrinho havia feito aquela denúncia contra Chico Xavier em troca de pagamento...( Ver o estudo do antropólogo Bernardo Lewgoy mais abaixo ).

Ou seja, era um trapaceiro e canalha e resolveu sair quando viu que desse cofre não saía dinheiro ... Quantos anos ficou ele nesse papel ??? Quanto tempo mesmo ???

É interessante... Quantos pilantras são apresentados como heróis quando traem a causa. Vejamos : A mulher do tal médium que dizia incorporar o Fritz denunciou-o como farsante, MAS SÓ DEPOIS QUE FOI TROCADA POR OUTRA ...

Como a historieta do Amauri é sempre apresentada dessa forma nebulosa, sem dados comprobatórios, então fica difícil avaliar qualquer coisa.

Vejam : Até 1958 Chico teria escrito 61 livros psicografados, mas Amauri, bem mais jovem que o Chico, neste mesmo ano em que fez sua denúncia, já teria publicado 50 livros !!!?????? Que prodígio !!!!!!!!!!!!!!


Além disso, podemos observar um estudo denominado “O Grande Mediador Chico Xavier e a Cultura Brasileira” de Bernardo    Lewgoy - Professor do Departamento de Antropologia UFRGS e pesquisador do Núcleo de Estudos da Religião –Dimensões Orais e Escritas no Espiritismo Kardecista - UFRGS, publicado na Revista de Antropologia ( vol. 44 nº.1 - São Paulo - 2001 ), o qual propõe uma interpretação do fenômeno Chico Xavier na cultura e na Sociedade Brasileira. A partir do reconhecimento da importância crucial de seu modelo de Espírita exemplar, o lugar de absoluto destaque ocupado pelo Médium Mineiro na história do Kardecismo Brasileiro será interpretado à luz de um código cultural articulado em sua biografia, que busca sintetizar sua influência no meio social. Desdobrado na unidade de sua obra mediúnica e trajetória pública, o tipo de Espiritismo construído em Chico Xavier evidencia a proposta Kardecista dominante ao longo do século XX, enquanto modelo de cidadania e prática religiosa.

Para o antropólogo Bernardo, o contato privilegiado que Chico Xavier tem com o mundo espiritual justifica a aura de santidade que lhe conferem, bem como as conversões que ele provoca em torno de si. "Ele traz revelações, tem muitos dons mediúnicos privilegiados, que muitas pessoas não tem", diz Lewgoy. Ele defendeu sua tese de Doutorado na USP, na qual discorre sobre a Religião Espírita e o mundo das letras, com um capítulo ao Médium Mineiro. "Chico não se pensa como santo, o Espiritismo não o faz, mas ele é objeto de uma santificação popular, um pouco como o padre Cícero, por ser visto como alguém que está mais próximo de Jesus e por ter sido escolhido entre tantas pessoas para receber as mensagens daqueles que se foram". O antropólogo observa, entretanto, que a santidade espírita não pode ser entendida da mesma maneira como os Católicos a entendem. "Ele é um santo que não se retira do mundo. Ele é um renunciante, tem uma ligação privilegiada com o outro mundo, mas nunca deixa de ter o pé na terra. Ele fica entre os dois mundos e representa um modelo novo de se defrontar com a santidade".

Outra característica marcante na vida de Chico Xavier é a sua disciplina, sua postura de "inflexível cumpridor de ordens, amante das normas e legalista até o extremo", ou seja, um perfeito "Caxias", como explica o antropólogo Bernardo Lewgoy. "Ele é um modelo de santo e cidadão. É um Espírita exemplar, um Homem religioso e ao mesmo temo um cumpridor de deveres cívicos", diz ele.

Muitas biografias e artigos foram escritos sobre Chico Xavier, assim como um incontável número de entrevistas, a imensa maioria escrita por Espíritas. Entre as várias consultadas, o Professor Bernardo selecionou as obras de Ubiratan Machado (1996), Suely Schübert (1986), R. A. Ranieri (s. d.), Ramiro Gama (1986) e Marcel Souto Maior (1994), entendendo-as como variações convergentes de uma mesma narrativa.

Tal estudo aborda a versão de que Amauri Pena assumiu a autoria dos poemas e levantou suspeitas contra Chico, objetivando impressionar e agradar uma moça católica por quem estava apaixonado. Outra versão envolve dinheiro : Ele teria sido subornado por um padre para desmoralizar Chico Xavier.

Em verdade, as versões são variantes da mesma narrativa : Falam de um espírita de baixo grau de evolução, dominado por paixões ligadas à matéria como a que redunda no vício do álcool, sem convicção nem firmeza de caráter, assediado por um catolicismo hostil, que busca manipulá-lo :


1) Pela sensualidade, uma forma de apego corrupto à matéria, por meio da paixão por uma "moça católica"

2) Pelo SUBORNO, oferecido por um padre.




Ainda que seja onipresente como possibilidade, o mal reside aqui na relação promíscua de Amaury com o mundo material, cujo verdadeiro agente é representado pela Igreja. Nesta narrativa, cujo núcleo dramático é a traição do tio pelo sobrinho, há uma transmissão feminina de qualidades mediúnicas, distorcida pela exposição ao mal, primeiro no caso da irmã obsidiada, por intermédio da qual Chico encontra a Doutrina Espírita e, depois, por conta do escândalo envolvendo o sobrinho e sua paixão por uma mulher ligada à Igreja Católica.


E para finalizar, vejamos as próprias Declarações de Chico Xavier acerca de seu Sobrinho Amauri, extraídas da Folha online - publicadas em 30/06/2002 :


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u53836.shl




"Quanto ao meu sobrinho, era um perturbado. Bebia muito, não trabalhava direito, acabou louco. E morreu há alguns anos. Ele fez aquilo, ao que parece, pela sedução do dinheiro. Que o altíssimo o perdoe".







Fontes :


* BERNARDO LEWGOY - Professor do Departamento de Antropologia UFRGS. Autor do Livro
“O grande mediador - Chico Xavier e a Cultura Brasileira”

Com referências no CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. É uma Fundação, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para o apoio à Pesquisa Brasileira. Contribui diretamente para a formação de pesquisadores : Mestres, Doutores e especialistas em várias áreas de conhecimento.


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http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=3088318037496321



* MARCEL SOUTO MAIOR, Autor do Best-Seller “As Vidas de Chico Xavier” e “Por trás do Véu de Ísis” (Ed. Planeta do Brasil). Marcel Souto Maior é jornalista e roteirista da TV Globo. Trabalhou no Correio Braziliense, Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil antes de se transferir para a televisão, onde começou como editor do programa Fantástico. Marcel nunca se identificou com qualquer corrente religiosa.



Observações Gerais :

Marcel Souto Maior e Bernardo Lewgoy fazem coro com a Jornalista Maria Fernanda Vomero, editora da Revista das Religiões, que acha que há uma tendência atual de o Espiritismo ultrapassar o interesse pela Religião.

Pode-se identificar tanto o interesse religioso quanto o por uma Espiritualidade em geral, genérica. As pessoas querem beber um pouco em cada fonte - diz Maria Fernanda, editora da Revista que surgiu, em 2003, das capas sobre religião que faziam sucesso na revista Superinteressante, também da Abril.

Lewgoy associa o tipo de produto consumido por esse público a seu perfil socioeconômico. De fato, segundo o IBGE, mais de 59% das pessoas que se assumem como espíritas no país têm nível escolar igual ou acima do médio - padrão mais alto do que de qualquer outra religião. É um público letrado, adulto (média de 35 anos) e, em geral, com dinheiro para fazer downloads da internet, ler, freqüentar e assistir. Para confirmarem, é só acessar :


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http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u77559.shtml



- É habitual o Espírita juntar arte e Religião. Se você pergunta a um seguidor da Doutrina sobre um livro Kardecista, ele o descreverá, antes de tudo, como esteticamente belo - diz Lewgoy.

O crescimento de atividades Espíritas fora dos Centros parece ter a ver com dois fenômenos. Um deles, apontado por Lewgoy, foi iniciado nos anos 70 : A globalização e a abertura para o orientalismo. O outro envolve os processos de crise, indicados por Souto Maior.

- A depressão é o mal do século. E há um ocaso das correntes religiosas tradicionais. A igreja católica tem vivido uma certa paralisia e as evangélicas são constantemente acusadas de interesse financeiro.

O Escritor e Jornalista, entretanto, não vê associação entre a popularização do Espiritismo e a onda de auto-ajuda.

E esse parece ser o espírito da coisa. Tanto Lewgoy quanto Souto Maior partem em seus livros de uma afirmação para eles indiscutível : O grande responsável por esse fenômeno de popularidade é mesmo o Médium Mineiro, falecido em 2002.

- Ele tem uma repercussão maior que a Religião Espírita e tem que ser entendido historicamente - diz Lewgoy que, em seu trabalho, faz uma correlação do Líder Religioso com a história do País. Segundo ele, o personagem muda de um determinado perfil nos anos 30, quando é associado ao nacionalismo, até outro entre os anos 80 e sua morte, quando Ele passa a ser visto como uma figura ecumênica e caridosa. Entre essas duas imagens, Ele foi ainda o perseguido, quando o Espiritismo lutava por sua aceitação, nos anos 50 e 60.

- As pessoas estão se perguntando se a vida é só este consumismo desenfreado que está aí e Chico dá essa resposta, com seu exemplo. Não se pode negar : Ele acreditava mesmo em sua missão, que estava ligada à Caridade - completa Souto Maior, cujos dois livros devem virar filmes em breve. “As vidas de Chico Xavier” será um longa-metragem de ficção, produzido pela Lumière e pela Globo Filmes, que deve se transformar depois em minissérie. Já “Véu de Ísis” será um documentário.

É mesmo provável que os Espíritas representem um número maior do que os 2,2 milhões determinados pelo Censo 2000. Mas eles fazem sucesso nas vendagens de livros. Só dos 412 títulos psicografados por Chico Xavier, editados pela própria Federação Espírita Brasileira, já foram vendidos 38,6 milhões de exemplares. Allan Kardec é, disparado, o escritor francês mais lido no Brasil. Coloca Victor Hugo no chinelo com seus mais de 10 milhões de exemplares. Só Chico Xavier já vendeu, pela editora, mais de 15 milhões de cópias de suas psicografias.

http://www.usc.br/edusc/noticias/02_11_04_grandemediador_jb.htm






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