Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
109 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56837 )
Cartas ( 21161)
Contos (12584)
Cordel (10016)
Crônicas (22154)
Discursos (3133)
Ensaios - (8956)
Erótico (13388)
Frases (43359)
Humor (18384)
Infantil (3751)
Infanto Juvenil (2630)
Letras de Música (5464)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (138036)
Redação (2918)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2394)
Textos Jurídicos (1923)
Textos Religiosos/Sermões (4774)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->NAS BEIRADAS DE TEU TELHADO -- 30/03/2002 - 12:41 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos




NAS BEIRADAS DE TEU TELHADO

Jan Muá

30 de março de 2002





Aceito visitar e fazer cooper pelo teu jardim

E pelo parque de tua mansão

Onde há luzes, sombras, brisas e cores

Espaços e vida

E toda a graça tocada pelo orvalho da manhã...



Aqui há árvores e alegria nos vôos dos pássaros coloridos

Animados pela moldura do sol

Que lhes revela o rosto

E os vôos livres em pares lado a lado



Aqui há cantos enormes em vivas sonoros à liberdade

Há chão e trilhas por onde me deixas caminhar

Por entre árvores ternas e líricas de teu parque

Há cortiças tostadas pelo fogo

E densos bambuzais que ciciam brisas esmeriladas

Na sombra do teu rosto...



Há solos fechados e braços alargados

De pequizeiros verdes sem frutos

Há arame farpado na proteção ao mel de tua colméia

Em áreas preservadas

Há amargosinhas em linha cobrindo de sombra teus caminhos

E gestos ondulantes e xuás de canaviais tocados pelo vento

Folhas retidas de coração de negro com gramíneas aninhadas

Cobrindo solos formigantes e raízes

Resguardando teu recolhimento em áreas de silêncio



Por entre os raios flamejantes do sol

Estarás sempre tu e teu jardim e tuas plantas e tua voz

E teu canto e tua memória e teu afeto e tua poesia

Sempre tu

E tua casa em cujas beiradas os pardais já vão fazendo ninho

E barulho desfeiando a lírica e real imagem

De um castelo de princesa onde só pousavam nos pinos

Os reais falcões de tradicional nobreza!



Brasília 30 de março de 2002

Jan Muá





Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 700 vezesFale com o autor