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Discursos-->NESSES TEMPOS DE INDIFERENÇA -- 16/10/2008 - 14:06 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
NESSES TEMPOS DE INDIFERENÇA

O solitário que procura
No deserto da multidão
Alguém que lhe cure
Essa maldita solidão

Pode estar em vão
Fazendo sua procura
Pois a vida em solidão
É a realidade mais pura

Sentir-se sozinho
Entre tanta gente
É ver passar o vizinho
Com ar indiferente

É ver alguém caído
Em prantos numa calçada
E passar despercebido
Como se não houvesse nada

É como ver a dor alheia
E não se emocionar
É como se um corpo na areia
Tomasse banho de mar

É assim que a vida anda
Nesses tempos de indiferença
Em que o individualismo manda
E impera a descrença



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