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Artigos-->Editorial (Pai e Árvore) -- 24/09/2005 - 22:22 (Ricardo Marques) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Pai e Árvore.

Nesta edição o nosso carinho rumar-se-à, tal qual colibri ao lançar-se do galho seco da amendoeira sedento de néctar, para contemplar dois seres vitais para todos nós: pai e árvore, os quais homenageamos nos dias 13 de agosto e 21 de setembro respectivamente, não nos esquecendo também da primavera, a estação das flores, das cores e do nascer.
Nessa trilogia, pai, filho e natureza, somos e devemos ser pai, sem deixar de ser filho e amar a natureza, desta forma, caminharemos de mãos dadas Pai, Filho e Natureza.
Diante de tudo isso, vejo-me no túnel do tempo e sou criança e as lembranças brotam como botões de acácias em plena primavera e assim, as experiências vividas, que revivo, quero dividí-las com todos, sem exceção.
Aquela criança extasiada de outrora, encontrou guarida dentro de mim, e nesse devaneio infantil, lembro-me sempre de "Tistu", o menino do dedo verde, que com um simples toque de seu indicador, transformava o mais pobre casebre num estupendo jardim florido. Nessa simbiose aprendi, logo cedo, a respeitar e amar a natureza e viver em perfeita sintonia com ela, na fazenda Indayá, quando ali meus irmãos e eu ficavamos em férias escolares.
Na escola o aprendizado se fazia notar com a leitura e escrita, mas a cumplicidade da natureza e meu pai, seu eterno amante, que pacientemente e com carinho especial, nos ensinava a viver respeitando a vida, que a mãe natureza criou com toda a sabedoria.
As palavras que vivem, ditas por ele, meu pai, naquela fazenda: respeite a natureza, não a fira e escute o seu clamor, do contrário, seremos, certamente, as vítimas.
Portanto, devemos um-a-um formar um todo, com a finalidade única de proteger a quem nos protege, de forma que, conscientemente nossas atitudes e atos não venham desequilibrar, causar danos irreparáveis, levando à morte o que de mais belo nós temos e consequentemente a nossa própria morte.
Temos visto no nosso dia-a-dia o alerta da natureza, o seu clamor e a sua dor, que acaba transformando em dores para muitos de nós, pois podemos notar pelo noticiário dos jornais, que mostram os desatres ecológicos.
Precisamos, talvez, ser pai no seu sentido mais sublime, para que possamos transformar nossos filhos em verdadeiros pais, tais quais nos ensina a natureza, pois esta cria e protege sua criação com imensa sabedoria e amor.

Rimarquesz
(Informativo Poëtico Idas & Vindas - N. 5 - Ano I - Publicação Bimestral - Gratuita - ag/set)
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