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Infanto_Juvenil-->Formigando -- 10/11/2013 - 14:01 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Já pensou nisso? Vivi esse sonho. E se a ele sobrevivi, foi por falta de asas. Ou azar de

não as ter.

Mas as térmitas, que vivem em colônias de dezenas de milhares de indivíduos, e se

assemelham muito às formigas, vivem isso no real.

Chegam as primeiras chuvas na savana africana, e é aquele turbilhão de formigas

aladas saindo de buracos da terra e ganhando os ares. Não chegam a ser vôos

graciosos e muito menos acrobáticos, mas voam, ganham os ares e, guiadas pelos

tais ferormônios, vão loucas à procura de parceiros. E uma vez identificado o par,

ao invés de mais voar, dar imaginação às asas, e manter os corações em brasas, o

destino é logo o chão, a superfície mais segura, até que o casalzinho, possa achar um

buraquinho... e nele bem rápido penetrar, para a união consumar.

Mas nesse processo, que é bem rápido, tão logo pousam, perdem as asas. Como

se fossem esses voadores de asa delta, sem porém fazerem piruetas celestes pra

impressionar as donzeletes.

E também diferentemente dos asa-delteiros, as térmitas não têm muito como se

manter nos ares nem como prolongar o namoro, pois o que assim como sua aparição é

um espetáculo, predadores de toda ordem querem se servir do lauto banquete, ainda

que em forma de diminutos canapés, esses insetos lhes proporcionam, via de regra,

após um jejum brabo ocasionado pela seca prolongada que antecede as chuvas.

E os que têm sorte - e consorte - voltam pra debaixo da terra certos de que no ano

que vem terá mais. Com asa e tudo.
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