Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
134 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56624 )
Cartas ( 21128)
Contos (12502)
Cordel (9854)
Crônicas (21854)
Discursos (3121)
Ensaios - (9995)
Erótico (13199)
Frases (41612)
Humor (17732)
Infantil (3604)
Infanto Juvenil (2332)
Letras de Música (5448)
Peça de Teatro (1312)
Poesias (137016)
Redação (2886)
Roteiro de Filme ou Novela (1049)
Teses / Monologos (2381)
Textos Jurídicos (1917)
Textos Religiosos/Sermões (4500)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Textos_Religiosos-->O Bom Jesus de Matosinhos -- 16/10/2013 - 16:32 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Não havia mãe que não se sensibilizasse diante daquele Senhor Bom Jesus de

Matosinhos. Não que fosse bonito, como as estampas coloridas de Jesus, que se via

nas revistas ou nas folhinhas do Sagrado Coração - e que se imaginava ainda mais

bonito, mais cordato, manso e meigo.

Mas aquele quadro enorme, em cores escurecidas, quando estendido ao longo de

uma parede pegava mães e pais - e não os soltava mais. Era a oportunidade que

tinham de banhar os filhos, vesti-los com a sua melhor roupa, penteá-los e plantá-

los em frente aquela gravura quase monumental para uma foto que iria eternizar

uma devoção, e quem sabe, valer, mais pra frente, indulgência pra salvação?

E o retratista que havia trazido a novidade ao povoado, um Zazá, era todo

paciência e boa-vontade, como se fosse sócio daquele Cristo pregado na cruz,

fazendo aquela careta de truz, ah como sofreu até na gravura, tão dura, aquele

nosso Jesus!

E lá nos íamos, meninas de branco, angelicais, assentadas diante de um banquinho

forrado, meninos de pé, de mão dadas, ou mão no peito, meiinhas pre-náilon,

as soquetes, ameaçando descer canelabaixo, por isso dobradas na boca, pra dar

firmeza. E a foto, que beleza, aos pés do Cristo. Não dava pra fazer a peregrinação

a Matosinhos, mas ali estava a prova de nossos arminhos, nossos carinhos...
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui