Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
80 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 55051 )
Cartas ( 21061)
Contos (12130)
Cordel (9565)
Crônicas (21226)
Discursos (3108)
Ensaios - (9913)
Erótico (13135)
Frases (39980)
Humor (17551)
Infantil (3562)
Infanto Juvenil (2309)
Letras de Música (5414)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (135727)
Redação (2875)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2374)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4205)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Mosaico -- 07/07/2002 - 23:05 (Adrião Neto) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Mosaico



(Adrião Neto)



Como um andarilho do tempo que

escorrega por entre meus dedos

navego na memória

procurando as peças do mosaico

perdidas ao longo do caminho

para reconstituir o painel

da minha trajetória

e como se fosse um quebra-cabeça

vou montando peça por peça

para recompor as cenas coloridas

que a vida pincelou

em minha doce infância.



Relembrando Lagoa do Camelo

revejo o casarão onde nasci,

os cavalos de campo e o gado.;

revejo meu avô tangendo a fazenda,

minha avó cercada de netos

e a alegria da garotada.;

revejo a dedicação de meu pai

e doçura de minha mãe

a me cercar de carinhos e cuidados.;

revejo a lagoa de água serena,

a escolinha onde estudei

e a capela em que fui batizado.;

escuto o latido dos cachorros,

o triste aboio dos vaqueiros

e o berro da boiada.;

revejo a colheita dos cereais,

a ordenha, a confecção de queijo

e a ceia de bolo com coalhada.;

revejo as pedras cinzentas do lajeiro,

o rústico carro de boi,

a safra de caju e as farinhadas.;

revejo as florestas de mata virgem,

as roças, o campinho de futebol

e as ovelhas chiqueiradas.;

revejo os festejos de São Gonçalo,

as desobrigas, as missas, as novenas,

as quermesses, os leilões e os reisados.;

revejo os campos onde semeei sonhos

e a porteira do curral

onde tenho o umbigo enterrado.








 


Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui