Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
98 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56716 )
Cartas ( 21159)
Contos (12581)
Cordel (10005)
Crônicas (22135)
Discursos (3130)
Ensaios - (8935)
Erótico (13377)
Frases (43185)
Humor (18330)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2595)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137945)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4719)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->SEDUTORA MAMINHA DE PORCA -- 20/07/2002 - 20:58 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


SEDUTORA MAMINHA DE PORCA



Jan Muá

20 de julho de 2002





Encontrei uma dama no parque

Que identifiquei como se fora um sonho

E já galvanizado em seu habitat

Caminhei disposto a olhá-la de perto

Em sua delicada intimidade...



Seu corpo era robusto e sadio

E os festivos ares da manhã

Transformaram os portais da residência

Em turística atração



Seduzido por seu olhar

Cheguei ao átrio para mais de perto

Contemplar a visionada maminha que me arrebatara



Cego pelo desejo de ver o que ainda não me fora revelado

Me acerquei da majestosa figura

E sem mais, rompendo o mais elementar código de educação

Ousei tocar irreverentemente seus seios à vista



O bom teria sido que jamais tivesse tentado tal proeza

Pois que na hora em que estendi a mão

Já a ira dos deuses estava armada para me ferir



Aconteceu que sem nenhum tipo de aviso

E longe do código romântico da magia

Quando esperava afagos e prazeres

Recebi um golpe baixo, primitivo e mudo

Por parte dos seguranças que guardavam

A maminha da deusa em seu próprio templo



E o que mais espantou foi que ela

Em vez de se sensibilizar, de me socorrer

Ou de me acariciar

Ficou fria e indiferente à agressão dos agressivos seguranças

Que espetaram meu dedo

Com refinado masoquismo



Ensanguentado olhei para maminha

Já sem o soluço romântico

Que momentos antes me levara até ela...



E concentrado agora em meu dedo

Percebi que maminha de porca

Permanecia impávida e prepotente

Subjugada que fora pelo ancestral

E ditatorial costume

De mostrar seus seios já armados de espinhos

Que mitologicamente escolhera como seguranças



Ao pensar profundamente nesta realidade

Passei a minimizar então

O romantismo da mascarada maminha

Que me havia atraído e subjugado antes

E passei a ver sem olhos míticos alguns dos perigosos espinhos que se atravessam na gloriosa caminhada dos amantes.



Jan Muá

20 de julho de 2002









______________

















Nota mínima para os leitores:



A composição deste poema coloca-se na perpectiva de uma mera "ficção poética"."Maminha de porca" é o nome de uma árvore, cheia de agudos espinhos no tronco, que existe no cerrado do Planalto Central do Brasil.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 2064 vezesFale com o autor