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Infantil-->PÉ NO BOLO CHUTANDO O BALDE -- 08/07/2009 - 16:39 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

PÉ NO BOLO CHUTANDO O BALDE
(Por Germano Correia da Silva)

Já faz algum tempo que o garoto Pé no Bolo anda meio acabrunhado. Ele já não sorri mais como antes e é possível notar que há pouco brilho naquele seu olhar de criança peralta.

Os garotos de sua idade, em especial aqueles que antes faziam parte de sua turma de traquinice, aos pouco vêm notando a sua mudança de comportamento. Perceberam, ao longo dos dias, principalmente na convivência do ambiente comunitário, que algo estranho está acontecendo com ele.

- Não é comum vê-lo dessa maneira, meio cabisbaixo, um pouco alheio aos acontecimentos festivos de sua comunidade - comentou preocupado um dos seus colegas de sala de aula.

Se por um lado o silêncio do garoto Pé no Bolo tem dado mostras de sua quietude, por outro lado algumas pessoas, sobretudo as mais próximas de sua família, acham que a sua tristeza aparente é devido à atual falta de recursos financeiros do pai dele, após ter sido demitido da empresa onde trabalhava.

Outras pessoas supõem que seu estado de sisudez mais recente se deve ao fato de ele dispor de pouco tempo para dedicar-se aos estudos. Nos últimos meses ele tem ajudado sua mãe, com certa freqüência, nos trabalhos domésticos, a fim de que sobre um pouco mais de tempo para ela exercer a função de diarista em alguns lares na comunidade onde vive.

Seja lá o que for que esteja incomodando o garoto Pé no Bolo, a verdade é que ele já não agüenta mais os olhares piedosos e as indiretas de algumas pessoas de seu convívio comunitário. A maioria cobra-lhe mais alegria e isso poderá redundar numa reação impulsiva de sua parte, fazendo com que ele permita aflorar e de uma forma muito intensa, aquela sua vontade de aprontar mais uma de suas traquinices.

Pelo pouco que conheço do seu comportamento irrequieto, ele deve estar se preparando para dar um bom chute no balde. Não é de seu feitio agüentar calado por muito tempo qualquer tipo de pressão por mais simples que ela seja. Todavia, analisando friamente a fragilidade da situação financeira que ora aflige os pais dele que, por extensão, doravante tenderá a repercutir de forma negativa nos demais membros de sua família, já era de se esperar uma mudança desse gênero no seu comportamento pueril, deveras extrovertido.

Nos últimos dias, ele foi visto visitando sua igreja em momentos que não era comum vê-lo ali. É possível que nessas horas ele estivesse indo lá pedir socorro a Deus e/ou uma pequena ajuda em forma de orações.

Se alguém o vir por lá, nas próximas horas, não o perturbe, deixe-o quietinho no seu cantinho. Isso, decerto, irá lhe fazer muito bem.

Quem sabe, Deus-Pai, que é o eterno responsável pela resolução dos problemas criados por todos os homens de boa vontade atuantes aqui na Terra, ao ouvir as freqüentes orações de mais essa criança em apuros, estenda a Sua mão misericordiosa e a faça sorrir como antes.

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