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Contos-->A MORTE -- 05/07/2002 - 00:35 (Ricardo Barreto Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A MORTE





Não viverei muito, portanto tenho que viver rapidamente.

A morte me espreita em cada esquina.

Quando caminho, ela caminha ao meu lado.

Sua presença é tão constante que até me acostumei com ela.

Alta, bonita, sensual, olhos e cabelos escuros, lábios finos.

Sempre com um vestido negro, transparente, mostrando as belas formas do seu corpo.

Ouço o seu sorriso zombeteiro de vez em quando.

Mas eu não tenho raiva dela, pelo contrário, até admiro-a,

ela está apenas exercendo o seu ofício.

Agora está rindo mais forte, chega a se contorcer de tanto rir.

Não sei o que ela está achando tão divertido.

Ela viaja ao meu lado quando saio no carro,

senta-se muito à vontade cruzando as longas pernas e fumando um cigarro numa piteira de marfim.

E conversamos muito;

Sobre o tempo, sobre o trânsito...

Vez por outra, entramos num assunto um pouco mais sério;

Sobre a vida e o amor.

Aí ela fica um pouco embaraçada, mas logo se controla, ela não tem pressa.

Foi escalada para me acompanhar desde que eu saí de casa pela primeira vez.

-Quem a escalou?

Ela não sabe.

Só sabe que tem ordens de me acompanhar aonde eu for, pois a qualquer momento eu posso desencarnar e ela precisa estar por perto para levar a minha alma para o Tribunal Celestial.

-E como é a “barra” lá?

-A coisa não está muito boa, já assisti a milhões de julgamentos e nenhum terminou sem uma severa punição.

Ninguém segue mais os ensinamentos do Grande Chefe.



Recife, 12 de julho de 1972. 


























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