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Infantil-->A FORMIGUINHA ALBINA -- 24/07/2014 - 09:08 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Foto: Ela tinha apenas sete anos e se lembrava de quase todas as histórias que 

vovó contava para fazê-la dormir. A avó passava a mão na cabeça da 

netinha e dizia palavras que soavam como mágica: “Durma, Ravanita, 

durma... Vou retirar os  monstros dos teus olhos. Pode dormir agora. Eles 

já se foram!”  Dormia, não sem antes reclamar:

—Eles estão voltando, vovó! Os monstros estão em meus olhos e não me 

deixam dormir. Conte uma história!...

— Posso contar outra vez “A lagoa encantada?”

— Não, aquela não! Tenho medo da carimbamba...

— Já contei todas que sabia!

— Pode ser inventada, pode ser inventada! 

— Todas as estórias são inventadas, minha filha!

— Então invente uma!

E Corina contou:

Era uma vez, uma formiga albina...

No dia em que ela nasceu, houve um eclipse no sol. Tudo escureceu na 

colônia  das formigas. A fada da sabedoria foi convidada para uma  união 

que deveria  acontecer nos primeiros dias de vida de uma formiguinha. A 

pequena formiga nasceu com sífilis, estava, portanto, fora dos padrões do 

formigueiro. Ficaria cega  e surda. Seria um fardo para as saúvas... 
Deveria ter sido arrancada do ninho  quando ainda era ovo e jogada fora.

A reunião aconteceu, e naquele dia... Naquele dia o primeiro ministro 

Fortunato  Formicida, abriu a sessão com um pronunciamento 

solenemente fúnebre: 

“Augustos e digníssimos representantes desta corte, hoje nasceu em 

nosso meio  uma formiga predisposta a tornar-se deficiente. Ela não será 

capaz de assumir as  funções de guarda nem de operária. Assim, diante 

da presumível incapacidade  para o trabalho e como está escrito em 

nosso código: “Quem não vive para servir,  não serve para viver”, minha 

proposta é que seja sumariamente exterminada, ou  banida para sempre 

do formigueiro. O destino da formiga albina estava prestes a transformar-

se num exílio de vida ou  numa pena de morte, mas, por sorte, a fada 

madrinha postou-se no meio da  assembleia e vaticinou: Era uma vez, uma formiga albina... No dia em que ela nasceu, houve um eclipse no sol. Tudo escureceu na colônia das formigas. A fada da sabedoria foi convidada para uma reunião que deveria acontecer nos primeiros dias de vida da formiguinha. Ela nascera com sífilis, estava, portanto, fora dos padrões do formigueiro. Ficaria cega e surda. Seria um fardo para as saúvas... Deveria ter sido arrancada do ninho quando ainda era ovo e jogada fora.

A reunião aconteceu, e naquele dia... Naquele dia o primeiro ministro Fortunato Formicida, abriu a sessão com um pronunciamento solenemente fúnebre:  “Augustos e digníssimos representantes desta corte, hoje nasceu em nosso meio uma formiga predisposta a tornar-se deficiente. Ela não será capaz de assumir as funções de guarda nem de operária. Assim, diante da presumível incapacidade para o trabalho e como está escrito em nosso código: “Quem não vive para servir, não serve para viver”, minha proposta é que seja sumariamente exterminada, ou banida para sempre do formigueiro.

O destino da formiga albina estava prestes a transformar-se num exílio de vida ou numa pena de morte, mas, por sorte, a fada madrinha postou-se no meio da assembleia e vaticinou: "Esta menina será frondosa como uma palmeira e, quando soprar o vento Norte, criará asas, navegará os sete mares e será muito aplaudida... Seu nome é Ravana e toda a Terra conhecerá seus feitos. O som de seu trompete é um acalanto para a alma de quem dela se aproxima..."

Houve um profundo silêncio no mundo encantado das formigas. Em seguida, a rainha decretou: “A partir de agora, Ravanita se chamará Beethoven. Providenciem uma orquestra. Organizem o coro, quero ouvir uma sinfonia”.

— Beethoven existiu de verdade, vovó?

— A formiga Beethoven só existiu na imaginação de seu criador, mas o compositor existiu. Suas músicas acalentam a alma e estimulam o cérebro a desenvolver as sete inteligências múltiplas.

Ravanitasorriu, disfarçadamente, parecia que a avó falava de Andrew Gomes que tivera o cérebro estimulado ouvindo músicas. Mas... como poderia  Corina em 1985, saber sobre Andrew? Não se tem certeza sequer se ele terá chance de nascer,daqui a dez ou mais anos ou se será abortado. Muitos morrem antes de nascer.

Texto: Adalberto Lima

Imagem:www.mozmaniacos.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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