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Ensaios-->"MEU NOME É RÁDIO" -- 20/04/2005 - 00:06 (rodrigo mendes delgado) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
“MEU NOME É RÁDIO”


O nome em epígrafe refere-se a um dos mais emocionantes filmes a que já assisti. Trata-se de um filme, cujo ator principal é o grande Cuba Gooding Jr., cujo personagem chama-se “Rádio”. É a história de um jovem garoto que circulava pelas ruas de uma cidadezinha do interior dos EUA. Este jovem tinha problemas mentais. Chamava a atenção por ficar vagando com um carrinho de fazer compras e um rádio. Um belo dia o treinador de futebol da escola local percebeu sua presença e resolveu ajudá-lo. No início o garoto não falava nem mesmo o próprio nome, mas demonstrava grande interesse por rádio, de onde recebeu o apelido. Mais tarde o treinador Harold Jones soube que o nome do garoto era James Robert Kennedy.

O jovem “Rádio” passou a participar ativamente das atividades da escola, e passou a freqüentar as aulas do treinador Harold Jones. Mas, ao mesmo tempo despertou o preconceito das pessoas. Interessante que, aos poucos demonstrou que não ele quem tinha problemas e sim as pessoas, pois o maior problema de todos é o preconceito. A não-aceitação do diverso. E mostra que todos podem ser grandes se tiverem as oportunidades certas nos momentos certos. Venceu o preconceito com amor, carinho e dedicação. E mostra como a vida prepara certas situações para nos ensinar as lições de que necessitamos para evoluir como pessoas, como seres humanos.

O amor é e sempre foi o único caminho possível para que as pessoas possam vencer os obstáculos da vida. Gandhi ensinou que somente pela não-violência os caminhos da liberdade se abrem, o princípio do “Satiagraha” – não-violência. E foi com tal princípio que libertou a Índia da dominação dos ingleses.

O personagem “Rádio” certamente sabia disso. O conselho educacional dos EUA tentou afastá-lo da escola, alegando que o mesmo era um problema e oferecia risco aos alunos e a ele mesmo. O treinador Harold quase desistiu de “Rádio”, por pressão da sociedade e de alguns “influentes” da cidade, mas foi aí que num dos momentos do filme “Rádio” disse a ele: “vamos até o fim treinador”. E Harold passou a perceber que, em determinados momentos da vida temos que colocar de lado o que não é importante e estabelecer prioridades. E a prioridade era ajudar “Rádio”. Tanto que Harold deixou de lado aquilo que mais amava, ser treinador de futebol para ajudar um ser humano que precisava ser ajudado, porque, naquele momento, esta era a prioridade. Com a persistência de Harold e de “Rádio” não apenas toda a comunidade o aceitou e passou a admirá-lo, como permitiu que ele passasse a freqüentar a escola local pelo tempo que quisesse. E foi assim que, aos cinqüenta anos de idade “Rádio” se tornou o treinador mais querido de todos os tempos. O antigo treinador se aposentou, mas seus os laços de amizade com “Rádio” permaneceu eterno.

Na verdade, bem lá no fundo, todos nós sabemos o que realmente é importante. Sabemos que mais do que posses e pose diante da sociedade, mais do que a aparência ilusória que o mundo oferece, são o amor e a amizade que verdadeiramente significam algo, ou melhor, que estes sentimentos são tudo.

Que em nossas vidas possamos aprender a priorizar e a valorizar aquilo que realmente importa, aquilo que verdadeiramente nos torna grandes diante do mundo e diante dos homens, o amor pela humanidade, o amor por nós mesmos e o sentimento de solidariedade que deve unir a todos numa grande família universal.

“Rádio”, mesmo diante de todos os problemas, mesmo diante de todas as dificuldades, mesmo diante do preconceito, foi superior a tudo isso, foi maior do que todos e, amando aos outros de forma pura e verdadeira, venceu seu maior adversário, ele mesmo. E sabem qual a diferença? Ele não desistiu. Que nós também tenhamos a capacidade de não desistir nunca.


Rodrigo Mendes Delgado
Advogado e escritor
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