Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
96 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56720 )
Cartas ( 21159)
Contos (12582)
Cordel (10005)
Crônicas (22134)
Discursos (3130)
Ensaios - (8935)
Erótico (13377)
Frases (43186)
Humor (18333)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2595)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137945)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4719)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->PENSANDO EM TI -- 12/11/2002 - 22:06 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos






PENSANDO EM TI





Jan Muá

12 de novembro de 2002





Já vi extasiado as águas dos vendavais e dos tornados em pororoca



Já cerrei minhas janelas a violentos ventos ciclônicos

E olhei as crianças doidas e felizes brincarem no jogo dos ventos e das águas



Já assisti aos vermelhos sinais das auroras boreais

E ao fusilamento de trovões apocalíticos despejados nos pára-raios do telhado de minha casa



Já ouvi pessoas relatarem seus dramas e suas alegrias

E festejei a tranqüilidade que veio depois da tempestade



Por isso compreendo o lado sagrado recôndito

E íntimo de tua alma

Em suas verdades e inefáveis segredos!...



Aprendi que não há suposições capazes

De desnudar a lhaneza e a delicadeza

Dos barrancos e dos labirintos da alma!



Aprendi que a nudez é um segredo íntimo

Da mais refinada seda do tecido sensível

De um corpo exposto!



E que ela é apenas o átrio

de um grande salão onde atos fantásticos se expandem

Em lírico e dramatúrgico espetáculo!



Aprendi que com as palavras expressamos nossos palpites

E as superficiais imagens colhidas nas sensações

Que compõem o fundo das narrativas de personagens ocultos



Por isso respeito tua própria voz

Sensível e delicada que sabe carregar as palavras

Com a sutileza da poesia e com a solidão de teu próprio coração!



Respeito tua vontade de guardares os labirintos dos mundos

Que te regem sem maiores palavras



Respeito teus silêncios e teus dizeres fechados

E a mixagem de teu discurso envolto em mantos lanígeros de confusos pronomes pessoais



Entendo que como pessoa humana

Tens ao lado da tua vida em ato

Muitas e plurais forças que desenham em ti

Outras vidas possíveis de acontecer



Considero-te admirável pelo ser que ostentas

E pela vida que cresce dentro de ti

E pela lépida destreza em governares a tirania

Dos tempos e dos espaços que te visitam ofegantes

Para te sufocar na solidão



Curvo-me diante de tuas lágrimas sensíveis

E dos silêncios incrustados em tuas palavras

No doloroso caminho da busca do inefável verbo

Que aos humanos nega a palavra explícita...



Curvo-me especialmente

Diante da tua inocente caminhada

Que também tem seus precipícios e quedas clamorosas.



12 de novembro de 2002

Jan Muá





Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 740 vezesFale com o autor