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Cordel-->17. NUM MUNDO EM GUERRA -- 16/05/2003 - 06:35 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

Quando Jesus veio à Terra,
Estava este mundo em guerra
Pela conquista romana.
Com ódio no coração,
Os judeus diziam “não”
À tal nação soberana.

Mas havia a liberdade
De ter religiosidade,
De acordo co a tradição.
A conquista era serena,
Embora causasse pena
Saber existir traição.

Tinham lucros os traidores
Que não mediam as dores
Dos que eram condenados.
A vigilância era interna.
Aos romanos a caserna:
Disciplina de soldados.

E o pagamento voraz
Pelo preço dessa paz
Mantida com sacrifício,
Na distante Capital,
Realimentava o mal,
A fermentar todo vício.

Jesus cresceu no ambiente
Da revolta dessa gente
Contra o poder estrangeiro.
Viu mesmo ser deportado
Quem estava inconformado:
O romano era ligeiro.

Mas o povo ia vivendo,
Sem fartura, mas comendo,
E ninguém passava fome.
Esse é um dado material,
Mas que prevenia o mal,
Que a miséria é que consome.

A história é bem conhecida:
Jesus nos deu sua vida,
Nessa dada circunstância.
Sem medir qualquer perigo,
Quis a paz com o inimigo,
Combatendo a vil ganância.

Vamos pensar que hoje em dia
A guerra ultrapassaria
Os limites da razão.
Temos visto tanta morte
Que já não há quem suporte
A lembrança do perdão.

A hecatombe é tão terrível
Que se tem como impossível
Reverter os sentimentos.
A vingança corre solta,
Tanto que fica revolta
A turba pelos tormentos.

Se Jesus voltasse à Terra,
Estranharia essa guerra
Pelos bens materiais.
Não se respeita mais nada;
A vida é malbaratada:
Todos querem sempre mais.

O povo morre de fome,
Na cultura que consome
Por compulsão e malícia.
Disciplina não existe;
A caserna subsiste,
Como mundo de delícia.

Quem comanda tem a força.
Essa lei não há quem torça,
Que as armas ficam à mão:
— “É preciso defender
Quem, à sombra do poder,
Escraviza o seu irmão.”

O povo sofre calado
E o que vive revoltado
Pega na unha a justiça.
E corre de sul a norte,
Assaltando carro-forte,
Acendendo a vil cobiça.

O trabalho cai de moda.
Quem produz também se açoda,
Querendo logo lucrar.
Prejudica a natureza,
Envenena água e mesa:
— “Tolo é quem vai devagar.”

Nesta hora, o cristianismo
Está à beira do abismo,
Pronto para despencar.
Perdoar os inimigos
É correr sérios perigos,
Que a vingança está no ar.

Reservado, o Espiritismo
Vai enfrentar o batismo
De fogo dos testemunhos.
Quem for bom periga agora,
Pois a situação piora,
Estando atados os punhos.

Para os primeiros cristãos
Os clamores foram vãos:
Tochas humanas nos postes.
Era essa a triste luz
Com que brilhava Jesus,
No conceito dessas hostes.

Para este mundo cristão,
Morrer não é solução,
Pois já ninguém mais se importa.
É preciso ter coragem
Para levar a mensagem,
Batendo de porta em porta.

E trabalhar em surdina
Pelo bem da sã Doutrina,
Fazendo da vida exemplo,
Ajudando o irmão que sofre,
Abrindo as portas ao cofre:
Seja o coração um templo.

Que se aceite esta poesia,
Bem mais pobre em harmonia
E na feitura dos versos.
Mas que se veja a virtude
De mostrar que a inquietude
Faz seres menos perversos.

Que se arranque a erva daninha
Que, nos corações, se aninha,
Por causa desta cultura.
Que se pense no futuro,
Investimento seguro
Duma alma bem mais pura.

Se para algo valemos,
Então, não sejam extremos
Os pensamentos do ódio.
No etéreo, está reservado
Um lugar ao nosso lado,
Se Jesus ficar no pódio.

Que se agradeça ao Senhor
Ter demonstrado que o amor
É o primeiro mandamento.
E que se espere de Deus
Enviar os anjos seus,
No alívio dos grãos tormentos.

Pai de infinita bondade,
Meu coração persuade
A cumprir a obrigação.
E aceita esta minha prece,
Que de vaidade padece,
Espargindo o teu perdão.

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