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Cordel-->25. A FELICIDADE DO VERSO -- 27/05/2003 - 07:50 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

A perfeição, neste mundo,
Pressupõe seja jucundo
O sentimento da alma.
Caso falhe a nossa estima,
Não vai adiantar a rima,
Pois do bem não leva a palma.

A alegria é de rigor,
P ra quem age com amor,
Em nome de Jesus Cristo.
Que maior felicidade
O coração nos invade,
Ao ser pelo Pai benquisto?

Serenamente, na vida,
Se a virtude é bem sabida,
As bênçãos descaem do Céu.
A família canta em coro,
Sendo supremo o decoro,
Pois já não cabe escarcéu.

Privilégio de escrevente,
Ele é o primeiro que sente
As emoções cá do etéreo.
Percebe o momento grave
E já não quer que se entrave,
Quando o defeito é bem sério.

Ao terminar o trabalho,
Já não existe espantalho:
O jeito é seguir adiante.
Se o poema está caduco,
Não deve ficar maluco,
Pois não há jeito que adiante.

Quem recebe esta poesia
Há de sentir alegria,
Como se fora abençoado.
Que tal o amigo leitor
Algum poema compor,
Para ter-nos ao seu lado?

Pode ser que fique torto,
Inexpressivo, até morto,
Com a métrica quebrada.
Pode ser que o sentimento
Apenas gere tormento,
Mas sempre é melhor que nada.

Ao ler a nossa poesia,
O entusiasmo logo esfria,
À vista da perfeição?
Ou a causa é diferente,
Pela perfeição ausente,
Por força da rima em “-ão”?

Eis que os extremos se unem
E, sem querer, eles punem
Os infelizes poetas,
Que trazem as trovas prontas,
Fazendo na mente as contas,
Para passá-las completas.

Não veja nesta mensagem
O conteúdo-chantagem
De quem se faz de coitado.
O remorso corre solto,
Quando o verso fica envolto
Em malícia de malvado.

Queremos que nos ajude
Quem considera virtude
A relação entre os planos.
Se não houver concordância
No critério da importância,
Evitaremos enganos.

A prudência é compreendida,
Se não há prazer na lida:
Este princípio é bem velho.
Há que voltar aos estudos,
Para ganhar conteúdos:
Absorção do evangelho.

Mas quem chegou até aqui,
Afirmando: — “Compreendi
O que se espera de mim.” —,
Vai perdoar a insistência
Contra tanta inconsistência.
Ponha no temor um fim.

Deus nos livre de fazer
O bom amigo sofrer,
Pela frustração da rima.
Se tentar, sem conseguir,
Faça como o Wladimir,
Que o mau verso legitima.

Participação bem-vinda
É a que nos torna mais linda
A estruturação dos versos.
As palavras planejadas,
Às vezes, ficam caladas,
Mas os sons não são perversos.

Mecanização da escrita
Não faria mais bonita
A poesia deste povo.
Só ao gênio adiantaria,
Pois é quem conseguiria
Compor só poema novo.

Nós, quais bobas borboletas,
Tendo as asas muito pretas,
Pelos jardins voejamos.
Espairecendo os volteios,
Crendo belos, sendo feios,
Pousamos nos altos ramos.

Mesmo assim, somos felizes,
Pois firmamos as raízes
Não no belo, mas no bem,
Pois versejar, cá no etéreo,
O que exige de mais sério
É a mensagem que contém.

Ao se amar o semelhante,
Leva-se o projeto adiante,
Sem notar os sacrifícios.
Poetar só compromete
Quem quer receber confete.
Mas essa linha é dos vícios.

Para ser bastante honesto,
Há também que ser modesto,
Mesmo quando fraca a rima.
Quanto mais for generoso,
Bem maior será o gozo,
Que estima promove estima.

Já são tantas as sextilhas;
De estrofes são tantas pilhas
Que o volume nos assusta.
É cansativo o trabalho,
Mas quem nos dá o agasalho
Diz que bem pouco lhe custa.

Para apanhar a poesia,
Duas horas cada dia,
Cinco dias na semana,
Traz feliz seu coração,
Mas não pela perfeição,
Porque conosco se irmana.

Agradeça a mesma luz
Quem pelo amor se conduz,
Embora não faça rima.
Uma leitura serena
Com a verdade lhe acena,
Ao se envolver neste clima.

E quem ao Pai agradece
Sabe de cor bela prece,
Que só no coração diz,
Desejando que a ventura
Vá a cada criatura,
Tornando o mundo feliz.

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