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Cordel-->26. ÚLTIMO PEDIDO — fim de NO ETÉREO A POESIA É OUTRA -- 28/05/2003 - 06:49 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

Caso já esteja cansado
De ver tanto “reprisado”
O tema por muitos dias,
Ponha os temores de lado
E, com ardor redobrado,
Comece a escrever poesias.

Veja que multiplicamos
As estrofes que bolamos,
Com certa desenvoltura.
É para dar-lhe a certeza
De que, junto à sua mesa,
Vai ser boa a semeadura.

Hoje é a derradeira vez
Das rimas deste jaez,
Pois nós também nos cansamos.
Tem um preço a persistência:
Pressupõe que haja paciência,
P ra termos frutos nos ramos.

Já fizemos nossa parte,
Sem nenhum engenho ou arte,
E aguardamos por você.
Não ouvirá nossa voz,
Mas não ficará a sós,
Que o médium na mente lê.

Ao se esgotar este assunto,
Reviramos o bestunto
À procura de mais rimas,
Pois não queremos deixar
De forma triste o lugar
Onde sentimos estimas.

Conhecida esta lição,
Já não mais dizemos “não”
A qualquer dos semelhantes.
Não demos todas as “dicas”
Nem nossas rimas são ricas,
Mas são melhores que antes.

Caso se cite Jesus,
Far-se-á de pronto a luz,
Evangelho obrigatório.
Na busca da redenção,
Existe a lei do perdão:
Magnífico zimbório.

Quase largamos a pena,
Para soprar doce avena:
Viver na flauta é melhor.
Mas a rima p ra serviço
Mais perfeita é compromisso:
É bom sabê-la de cor.

Nunca deseje demais.
Se atracar em pobre cais,
Veja nele um bem supremo.
Conserte as velas rompidas;
Revise as cartas das lidas;
Examine cada remo.

Se for rico esse seu porto,
Faça rimas com conforto,
A esmerar-se nas figuras.
Espelhe-se nos mais velhos,
Que iam aos Evangelhos
E às demais Escrituras.

— “Esse conselho é p ra médium,
Ou se trata de um assédio
À inspiração das pessoas?”
Preparação permanente
É o que favorece à gente
Mediunidade das boas.

Leia os livros de Kardec,
Que a visão se abre em leque,
Pelos pontos da Doutrina.
O verso, além de mais grácil,
Há de se escrever bem fácil,
Que é isso o que mais fascina.

Passada a primeira hora,
Se a inspiração não vigora,
Pare um pouco para orar.
O compromisso da gente
Não pressupõe que se invente,
Ao ditado se apanhar.

Queremos que colabore —
Inda mais — que nos explore
Quem nos deseja auxiliar.
Mas que seja inteligente,
Pois se percebe que mente
Quem rima em nosso lugar.

Sendo assim, só contribua,
Se sentir que a vez é sua,
Pensando na melhor rima.
Dê mais tempo a quem poeta,
Pois quem tem luzes de esteta
Está sempre um ponto acima.

Graças a Deus, cá chegamos,
Uvas maduras nos ramos,
A raposa alimentada.
Agradecemos ao Pai,
Sabendo que agora vai,
Pois não nos falta mais nada.

Amanhã entra outra gente,
Mais sabida e experiente,
Poetando de outra forma(1).
O tempo é pai da paciência;
A vida é mãe da obediência:
Vai ser outra a plataforma.

Já se pensou, caro irmão,
Recebendo a informação
Que passamos para o médium?
Irá julgar sem valor,
Ou não terá onde pôr
A alegria desse assédio?

A vida dá tanta volta,
Até que a mente se solta
Para o espaço das esferas.
Nesse momento, é preciso
Que se tenha mais juízo,
Que não se perca em quimeras.

Como último arremesso,
Vim dizer que não me esqueço
De agradecer ao Senhor.
Sua proteção é tanta
Que a turma toda se encanta,
Na rima feita de amor.




Perdoe o nosso irmãozinho
Não tratá-lo com carinho,
Apesar da dor nas costas.
Se nos permitir brincar,
Respeitando este seu lar,
Vamos dizer que “tu gostas”...

Faça você bela prece,
Pois todo final carece
Que se agradeça ao Senhor.
Em nome de Jesus Cristo,
Tenha o povo por benquisto:
Seja nosso benfeitor.



(1) A forma dos que se seguiram foi o soneto, que foram reunidos em “Sonetos de Caridade” (ver a seção de poesias). Em setenta e dois dias, foram ditados mais de trezentos e cinqüenta poemas.

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