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Contos-->Aprendendo com a Mãe Natureza -- 22/09/2002 - 14:37 (Thelma Regina Siqueira Linhares) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Naquele trecho, à beira da estrada, a vida transcorria tranqüilamente.
Era manhã de verão e uma leve brisa fazia-se sentir sob o sol, já quente, nas primeiras horas do dia.
Os pássaros, principalmente pardais, faziam a festa. Num gorjear alegre, entre saltitos e banhos de areia, disputavam com rolinhas e sibitos, insetos e outras guloseimas.
Gramas e flores campestres davam colorido e frescor àquela paisagem um pouco castigada pelo rigor de mais um verão.
Tudo na mais perfeita harmonia.
Até o exato momento em que um toco de cigarro foi atirado ao léu.
Daí em diante foi, literalmente, o inferno.
A vegetação, ressecada pelo sol de verão, foi favorecendo focos de fogo... que logo se alastraram. Vorazes. Queimando tudo ao redor e lançando mais línguas de fogo, estrada à fora.
Tudo ardeu!...
Tudo queimou!...
Ficou no ar um cheiro forte e triste de queimado. Cheiro e visão de morte.
E que mortandade!
Formigas.
Centopéias.
Minhocas.
Lagartixas.
Gafanhotos.
Abelhas.
Borboletas.
Pardais. Rolinhas. Sibitos.
Sem contar as diferentes espécies de gramas, matinhos e plantas campestres.
Aquele ecossistema estava atingido mortalmente.
Grande era a extensão da devastação.
Mortal devastação!
Felizmente, dois dias depois, caiu uma boa chuvinha de verão fazendo o verde e a vida voltar aquele espaço.
A natureza sempre nos dá lições de esperanças e recomeços...
Até a próxima ponta de cigarro, irresponsavelmente, ser atirada ao léu...
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