Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
32 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56570 )
Cartas ( 21154)
Contos (12586)
Cordel (9988)
Crônicas (22108)
Discursos (3130)
Ensaios - (8899)
Erótico (13336)
Frases (42988)
Humor (18273)
Infantil (3713)
Infanto Juvenil (2541)
Letras de Música (5461)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137823)
Redação (2909)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1921)
Textos Religiosos/Sermões (4637)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Ensaios-->Minha segunda crônica -- 28/12/1999 - 23:50 (Pedro Carlos de Mello) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Ao ver no site da Usina de Letras a divulgação da crônica do Alexandre Medeiros “Minha primeira crônica” resolvi escrever minha segunda crônica. A primeira escrevi em 21 de agosto de 1999, com o título de “A primeira chuva a gente nunca esquece”, também divulgada neste site.

É interessante este gênero crônica. Para nós, que escrevemos por simples prazer, podemos nos dar ao luxo de escrever a primeira ou a segunda crônica quando bem entendermos, quando tivermos vontade ou quando tivermos assunto interessante para abordar. Mas, coitados dos cronistas oficiais, aqueles que têm a obrigação de diariamente escrever uma crônica para um jornal, chova ou faça sol, estejam ou não estejam inspirados, tenham ou não tenham assunto.

Outro dia, li uma crônica do Luis Fernando Veríssimo sobre o Natal (O Globo, 19.12.99), em que ele diz que o “Natal é uma época difícil para os cronistas”,... pois “não há mais nada a escrever sobre o Natal”. Aliás, não é novidade nenhuma os cronistas, na falta de assunto, escreverem sobre a falta de assunto. Joel Silveira na sua crônica “As palavras” escreve: “Agora tenho que despertá-las (as palavras), lá no fundo, como quem acutila um bicho acuado que não quer deixar a jaula”. Vinícius de Moraes (Para viver um grande amor) diz “Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada”.

Esses dois últimos exemplos extraí do livro “Crônica”, de Flora Bender e Ilka Laurito, mas, já vi outros semelhantes, que agora não me recordo para citar. Bem, mas também não estou escrevendo uma tese, em que precisaria fazer uma pesquisa exaustiva sobre o assunto, para confirmar o que estou escrevendo. É apenas uma crônica. Epa! Será que é apenas uma crônica? Uma crônica sobre crônica é crônica ou é ensaio?
Na dúvida, vou incluir este texto nas duas categorias.

Até à terceira crônica, amigo leitor. Quando, não sei.
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 2Exibido 4021 vezesFale com o autor