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Poesias-->ESPERANÇA (ou, a manifestação da marginalidade) -- 10/08/2000 - 12:50 (Mário Tischer) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Levo no peito o Santo da Fé,

Peito, arre! Arrebentado de pancada

-Contra os santos nada tenho, até -,

E a dor da esperança cansada.





Levo no peito a incerteza

De amar ou odiar a vida, droga!

Vagueio permeio corpo e alma,

Sem saber se me dou ou me dano.





Estão hipócritas estóicos

A assolar a paciência de besteiras

E a deturpar o meu otimismo.;

Otimismo arrogante, é isso.





Levo no peito um grito preso:

É o grito da esperança que acaba,

Se não me acabo primeiro ...

Se é que importa, qual dos dois.
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