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Artigos-->UM APELO AO MUNDO -- 25/02/2002 - 12:42 (rodrigo mendes delgado) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
UM APELO AO MUNDO


O que está acontecendo no mundo? O que significa o acontecido no dia 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque? Qual a gênese de tanto ódio e de tanta intolerância?
Talvez seja fruto apenas e tão somente de algo que sempre esteve dentro do ser humano. De algo que nunca se findou, desde seu surgimento na Terra. O sentimento chamado ódio.
Mas, será que em vinte e um séculos não evoluímos nada? Será que a história não foi capaz de nos ensinar a plenitude da vida, respeitando e amando nosso próximo? Onde se encontra a origem de tanto ódio, de tanto rancor? A resposta é muito simples: a origem de todo ódio, de toda intolerância, de todo rancor, somos nós mesmos. Nossa natureza falha, nossa teimosia descomedida em aprender as pequenas e singelas lições da vida. Nosso egocentrismo, nossa hipocrisia, nosso cinismo sem precedentes, nosso fanatismo, nosso moralismo, nosso nacionalismo exacerbado, cego, doentio, escatológico, monstruoso.
A falta de equilíbrio, de racionalidade, de bom senso, sempre foram os responsáveis por lançar a humanidade no caos.
Recentemente, com os atentados terroristas ao Word Trade Center – as torres gêmeas – nos vemos novamente, correndo o risco de quedarmos no precipício. No entanto, o tombo, desta vez, pode não ter volta.
No início da civilização, o homem primitivo, seja o homo erectus, o Neandertalis apherensis, ou o homem de Cro-magnon, as guerras, apesar de expressarem a competitividade, o ódio e a agressão, possuíam uma restritíssima repercussão. E os motivos disto são óbvios.
O mundo contava com uma reduzidíssima população. Grupos de tribos nômades que se dedicavam apenas à caça, à pesca, ao artesanato, enfim, a levar uma vida de sobrevivência em um mundo selvagem. Mas, interessante notar que, àquela época os atos de barbárie se justificavam, pois, o homem era um selvagem, os conceitos de civilidade, ética, moral, educação, a noção de direitos fundamentais, de direitos humanos era inexistente.
Posteriormente, durante 1914 a 1918, o mundo já pôde testemunhar as conseqüências de uma guerra mundial. A primeira. Mas, ainda aqui, apesar das conseqüências nefastas que produziu, os armamentos bélicos se encontravam em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Poderio que, como se sabe, viria a crescer enormemente.
Não bastassem os ensinamentos, dados por meio de muito sangue e de muitas lágrimas, durante o interstício de l914 a l918, o homem, novamente, pegou em armas.
E pegou em armas, movido pelo fanatismo sem precedentes e pelo ódio incomensurável, da figura mais desumana, cruel e pusilânime da história da humanidade: Adolf Hitler, cujo ideal doentio de construir aquilo que denominou de “raça pura”, e de conquistar aquilo que denominou de “espaço vital”, levou a humanidade a se manchar novamente, com mais sangue, lágrimas e ódio. Um ódio descomunal, inominado.
A segunda grande guerra – 1939 a 1945 – foi, sem medo de se incorrer em erro, o mais brutal, desumano, ignóbil e repulsivo espetáculo sangrento de toda história da humanidade. Nunca, passem dez, cem ou mil anos, esta carnificina poderá ser apagada das páginas da história. E nem é conveniente que o seja, pois, deve permanecer registrada como lição. Atitudes vergonhosas, que nos causam asco de sermos humanos.
Mas, o homem evolui, teve que evoluir, pelo menos em tese. O homem, nas últimas décadas do século XX, obteve um desenvolvimento sem precedentes. Em todos os aspectos. Mas, apesar de todo o desenvolvimento, de toda tecnologia, a cultura do ódio permaneceu. Em estado potencial. Pronta para eclodir a qualquer momento.
E, o que estamos vivendo, no presente momento é uma nova oportunização, um novo estopim, para que isto, novamente, ocorra. Só que desta vez, se houver uma nova falha, as conseqüências podem ser inimagináveis.
Tendo-se em vista o potencial bélico que o mundo detém nas mãos, notadamente, os Estados Unidos da América, fruto de suas indústrias criadas, exclusivamente, para produzir armas e munições cada vez mais destrutivas, mais letais, fato este, decorrente em grande parte, ao que cremos, da corrida armamentista do pós-guerra, o resultado de uma nova guerra é imprevisível. Melancólico e sombriamente, imprevisível.
E agora, surge a grande pergunta: será que realmente evoluímos? A primeira e a segunda grandes guerras, não nos ensinaram nada? Hiroshima e Nagasaki não nos ensinou nada? A guerra do Golfo não nos ensinou absolutamente, nada?
Que letargia é esta que entorpeceu as faculdades mentais do ser humano, a ponto de mantê-lo cego ante tudo o que já aconteceu? E, principalmente, o que pode acontecer.
Alguns ainda podem, inocentemente, argumentar: “Ah! Mas, o orgulho norte-americano foi ofendido!” Que mal fadado orgulho é este que o único mérito que logrou durante toda a história da humanidade foi levar dezenas, centenas, milhares de pessoas ao túmulo? Isto quando havia um corpo a ser dignamente enterrado. Numa guerra, muitos são os corpos que ficam expostos ao tempo, ou que são reduzidos ao pó. Por essa razão é que, a exemplo do que ocorre nos EUA, como se vê nos filmes de Hollywood, os soldados possuem uma corrente em volta do pescoço contendo duas placas, nas quais estão inscritos os dados pessoais básicos do soldado. Quando o mesmo é morto, seu companheiro ou chefe de pelotão tem apenas o trabalho de arrancar aquelas placas, pois, não há tempo a perder numa guerra, para que depois, aqueles ínfimos pedaços de metal, sejam enterrados com “louvor” e “glória”, para eternizar o nome do “herói nacional” morto em guerra. Aquele que morreu, que deu a vida por seu país. Realmente, não há nacionalismo mais sórdido. Neurose mais repulsiva.
O “orgulho” norte-americano foi ofendido. É um argumento, no mínimo, interessante. Mas, quantos “orgulhos” os norte-americanos já não ofenderam, vilipendiaram, humilharam, esmagaram com os pés, tudo com o sórdido escopo de manter e propagar sua hegemonia econômica sobre os demais países.
Não estamos objetivando aqui, fazer uma acusação, muito menos dizer que o que aconteceu foi fruto de atitudes que os próprios EUA vinham realizando na sociedade mundial desde longa data. Não. No momento, esta discussão não fará parte de nossos argumentos, nem de nosso discurso, nosso humilde objetivo é apenas tentar salvar a humanidade e os inocentes, de um novo e arrebatador caos mundial.
E aqui, tomados de grande emoção e com os olhos imersos em lágrimas, queremos dizer apenas uma coisa: chega de guerra, chega de tanto ódio.
Convocamos, conclamamos, ou mais que isso, imploramos a todos os líderes mundiais, a todas as pessoas do mundo, sejam de que raça, cor, credo, sexo ou idade forem, para que parem e reflitam no que aconteceu e, principalmente, no que pode acontecer. E aqui, novamente, assim como em tantas outras ocasiões, rogamos à linguagem universal da paz, que coloque todas as pessoas do mundo em harmonia. Esta sagrada linguagem, que pode e é compreendida por todos os povos do globo terrestre, sejam de que línguas forem, independentemente, de religião, convicção política ou filosófica. Independentemente de cor, de sexo, de idade.
Unam-vos para entoar a mesma e uníssona linguagem, a linguagem da paz. Façamos uma única e mesma corrente, com um único e mesmo objetivo, a PAZ MUNDIAL.
Pois, a paz, este estado sagrado de espírito, de consciência, tem o poder supremo de tocar a todos, indistintamente.
Rogo vós, representantes de todas as nações do mundo, não permitam que, novamente, mais inocentes percam suas vidas, que mais inocentes percam suas famílias, suas esposas, seus maridos, que mais inocentes fiquem órfãos, que mais inocentes sejam física e moralmente mutilados, que mais inocentes sejam obrigados a sufocar seus prantos e gemidos no som ensurdecedor dos mísseis, das bombas, dos tanques, dos aviões de guerra. Não permitam, enfim, que mais inocentes sejam alvo do mais pusilânime, nojento, asqueroso, canceroso, maléfico, escatológico e monstruoso de todos os sentimentos, o ÓDIO.
E assim, concluo este manifesto, este apelo, implorando mais uma vez pela paz mundial. Implorando ainda, pela vida. Implorando ainda, pelo amor. Implorando ainda, pelo respeito à pessoa humana, sob todos os sentidos. E aqui, findo citando uma frase de um grande homem, que foi vítima do ódio humano, mas que morreu de braços abertos perdoando, inclusive, aqueles que foram seus carrascos, Jesus Cristo, que disse: “PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE”.





Rodrigo Mendes Delgado
Estudante de Direito das Faculdades Adamantinenses Integradas – FAI – Adamantina/SP
E-mail - rmdelgado@ig.com.br
Comentários

BELADONAIDIOTA  - //0

Lindooooooooo!!!

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