Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
100 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54835 )
Cartas ( 21056)
Contos (12106)
Cordel (9509)
Crônicas (21076)
Discursos (3107)
Ensaios - (9896)
Erótico (13126)
Frases (39797)
Humor (17544)
Infantil (3558)
Infanto Juvenil (2308)
Letras de Música (5411)
Peça de Teatro (1309)
Poesias (135514)
Redação (2869)
Roteiro de Filme ou Novela (1034)
Teses / Monologos (2371)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4172)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->DITATURA CASSA PREFEITO -- 11/12/2012 - 17:22 (Adrião Neto) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

DITADURA CASSA PREFEITO


Deoclécio Dantas – escritor e jornalista


Nascido em Parnaíba, no dia 3 de janeiro de 1910, Osvaldo Sales Santos passou boa parte de sua infância e adolescência em Chaval (CE), fixando-se depois nos povoados São Lino e Lagoa do Camelo, este separado da cidade de Luís Correia por uma distância de 70 quilômetros.

Comerciante e agropecuarista de poucos recursos, Sales Santos era vocacionado para a política, de tal sorte que, no período de 21 de abril de 1948 a 21 de abril de 1951, exerceu o cargo de vice-prefeito de Luís Correia, e, de 4 de agosto de 1951 a 31 de janeiro de 1955, o mandato de prefeito.

Nos oito anos seguintes continuou enfrentando as dificuldades impostas aos produtores rurais daquela região, só retornando à vida pública em 31 de janeiro de 1963, quando assumiu, pela segunda vez, a chefia do executivo municipal.

Com a instalação da ditadura, em março de 1964, ele cuidava dos problemas de Luís Correia e dos seus pequenos negócios no povoado Lagoa do Camelo, quando foi surpreendido, na sua pequena e distante propriedade, pela chegada de um jeep da Marinha, ali representada pelo temido capitão Jansen Neto.

Levado para a cidade de Parnaíba, ficou sabendo que o procurador da Prefeitura de Luís Correia, Raimundo Sousa, vereador e presidente da Câmara, era acusado de ter ficado com um percentual de 10% da verba destinada ao município.

Separado do local da operação bancária por uma distância de 70 quilômetros, numa época em que não existia sistema de telefonia na região e era péssima a situação da estrada entre o povoado Lagoa do Camelo e a sede do município, de nada adiantaram os esforços de Sales Santos no sentido de demonstrar sua inocência.

O comandante da Capinatia dos Portos em Parnaíba mostrou serviço aos seus superiores, determinando reunião da Câmara em que foram cassados, em junho de 1964, o vereador e o prefeito de Luís Correia.

Tendo falecido em Parnaíba, no dia 17 de novembro de 1986, a integridade moral de Sales Santos é defendida por seu contemporâneo José Ivo Sobrinho (Zé Cazuza), que exerceu oito mandatos de vereador em Luís Correia.

O prefeito de Luís Correia cassado pela ditadura é pai do historiador Adrião Neto.

(Do livro: Marcas da Ditadura (2008), págs. 59/60, de Deoclécio Dantas).
 

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui