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Crônicas-->Um Estranho Conhecido -- 16/10/2002 - 11:24 (Poeta Maldito) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Naquela noite a lua ainda não havia aparecido. Talvez por causa dos brilhos das luzes que podiam ser confundidas. O importante é que eu me dirigia sobre a maca a uma sala fria. O inverno acabava e a primavera, ainda fria pela chuva, não dava as caras. Um latia quando eu fechei o portão, a noite não havia sido boa. Portão de ferro, trinco pesado. Algo jáo irritava sem saber.
As vidas se cruzam por aí e nunca se sabe o que pode acontecer. Pingos de memória traçam as linhas. Capaz de tudo seria o homem se visse a tonalidade daqueles olhos. Nem de amor, nem de prazer poderia falar sem perceber. A camada mais profunda da terra é o miolo.
Já se esqueceu de brilhar por parecer dia. Era um lugar santo parecido com o inferno. Num vácuo do pensar não coube a linha. Não há culpa no desvairado sibilar da vida. Consequências imaturas resgatadas sem vontade. Já bastou por um dia, mas continua durante a noite. Símbolos coloridos piscam nas nuvens que passam. Névoa cerca a casa do pai. Caçaram pelo cansaço o mendigo e sua ruina identificada. Reprimiram as virgens em bacias de perfume. Lactáceo desejo de transpor. Acúmulo encorajado pela covardia. Sintoma incompreendido às margens do rio antigo, Tames.
A verdade se ridicularizou demais para ser reconhecida. Por mais que eu fale, não irão entender.
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