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Artigos-->A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAME -- 28/10/2016 - 18:27 (sandrime sérgio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

 

 

RESUMO

 

Este trabalho aponta para a necessidade de considerar a leitura, mais precisamente a aquisição da leitura no ensino fundamental I como um elemento indispensável para a formação de cidadãos reflexivos e criativos. A Escola como formadora tem a responsabilidade de desenvolver práticas que incentive o gosto pela leitura, percebe que a realidade da escola aponta para uma deficiência no uso da leitura, mas que é possível reverter esta situação. A Pesquisa bibliográfica efetuada nos direcionou caminhos que comprovam a importância da leitura na construção do saber. Os objetivos específicos consistem em: Identificar as concepções de práticas de uso do jornal em sala de aula  Explorar e analisar a formação do professor sobre o uso do jornal em sala de aula.Para uma criança tomar gosto pelos periódicos, o primeiro passo é acabar com a ideia de que jornal é coisa de "gente grande". Dentro da gama variada de assuntos abordados, certamente são encontradas notícias locais ou de entretenimento que atraem também os pequenos. É importante fazer com que os alunos se relacionarem com o jornal como se fossem leitores comuns: eles devem manuseá-lo por inteiro Quando se  trabalha a leitura deforma planejada pode  ter maiores chance de atingir os objetivos. Ler não é apenas decodificar textos, mas um ato de interação entre os conhecimentos prévios do leitor, isto é, sua vida social e as competências e conhecimentos que possuem, com a busca de sentidos num texto a partir de uma leitura.

Palavras-chave: Leitura. Importância. Jornal. Leitor Crítico. Produtor De Texto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

1-Introdução........................................................................................................................05

2- Revisão bibliográfica.......................................................................................................07

3-Processo de desenvolvimento do Projeto de Ensino........................................................20

3.1 Tema e linha de pesquisa............................................................................................20

3.2-justificativa.................................................................................................................21

3.3-problematização...........................................................................................................21

3.4-objetivos......................................................................................................................22.

3.5-conteúdos....................................................................................................................23

3.6-processo de desenvolvimento.......................................................................................23

3.7-Tempo para realização do projeto...............................................................................23.

3.8-Recursos Humanos e materiais..................................................................................25

3.9-Avaliação.......................................................................................................................25

4-Considerações finais.........................................................................................................25

5-Referências.......................................................................................................................27

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1-INTRODUÇÃO

 

A leitura é algo decisivo para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que se pode enriquecer o vocabulário, adquirir conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas coisas que aprende na escola são esquecidas com o tempo, pois não as pratica. Através da leitura habitual, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que se tem ao escrever poderiam ser resolvidas pelo hábito de ler; e talvez nem as tivesse, pois a leitura torna o conhecimento vocabular mais amplo e diversificado. Os resultados das avaliações externas tem mostrado uma grande deficiência na leitura/escrita do aluno do Ensino fundamental. Daí a opção por trabalhar nesta linha de pesquisa.

A partir da problematização observada, foram feitos alguns questionamentos, de caráter investigativo, buscando entender o interesse dos alunos pela leitura. Perguntas frequentes, que importuna muito da vivência do professor no seu fazer docente, principalmente no cenário escolar. Questionamentos como: Por que a criança não tem interesse pela leitura? Quais os tipos de leitura que são trabalhados em sala de aula? Qual a relação entre a leitura e o desenvolvimento da criança? A leitura pode ser trabalhada de formas diferenciadas em diversas áreas do conhecimento?

A leitura é um instrumento indispensável para o desenvolvimento cultural da sociedade. Ela no leva a ampliar os conhecimento de maneira que possa produzir novos saberes. O uso da leitura deve ser incentivado em todas as etapas da vida humana como em todos os espaços de vivencia, mas é nas instituições educacionais, especificamente nas escolares, que a leitura  desempenha papel fundamental, pois trata-se de um ambiente onde os saberes serão sistematizados e organizados formalmente. No entanto, observa-se que a leitura, muitas vezes, não é utilizada continuamente em sala de aulas de forma incentivadora e prazerosa, distanciando-a da pratica educativa do educando. Tal realidade vem gerando entraves na aprendizagem e abrindo uma lacuna que repercutirá ao longo da vida estudantil da criança. É necessário compreender que a falta do hábito da leitura põe em risco toda ação pedagógica.

o objetivo maior deste projeto é  Trabalhar de uma forma mais incisiva a questão da leitura e produção de texto, transformando a cada dia os alunos em leitores que consigam interpretar bem os textos lidos e que possam se sentir confiantes em produzirem textos eficientes e capazes de traduzir seus conhecimentos e pensamentos de forma clara, concisa e coesa. 

Para que a leitura seja desenvolvida é necessário que se extrapole o uso exclusivo do livro. É preciso ler  o que  chama atenção, o que  interessa, o que  informa, buscar a leitura quando através dela  pode-se  adquirir algo para a vida. Levar o aluno a ler uma bula de remédio, uma receita de culinária, um rótulo de uma embalagem de um produto, ou uma manchete de um jornal, entre outros meios, são ações simples que poderão despertar o interesse da criança pela leitura. Atualmente encontramos vários caminhos que orientam o educando a desenvolvera leitura em sala de aula. Na própria Escola pode-se  utilizar diversos recursos que despertem  o interesse pela leitura, Tais como: a leitura de mapas, de paradidáticos, de informativos, cartazes, murais, panfletos, faixas, embalagens de produtos didáticos e alimentícios, convites, recursos tecnológicos. É importante lembrar que o ato de ler gera o ato de produzir novos conhecimentos, a partir da leitura o professor poderá levar os alunos a criarem novas fontes de leituras, como livros, cordéis, murais informativos, trabalhos estes que podem ser confeccionados em sala de aula ou em casa com ajuda da família..

Os recursos utilizados serão: Quadro e lápis pilot; Uso de caderno, papel A4 e lápis de cera; Livros, jornais, literatura de cordel e gibis; Trabalho com uso de DVD; Computadores e internet;


         Para avaliar é preciso  acompanhar a participação, o interesse e a fase de desenvolvimento do aluno mediante o projeto trabalhado,. Esta ação  será feita  durante todo o processo, com  diálogos , questionamentos e aulas, bem como com a observação da leitura e das produções de texto baseados nas releituras apresentadas durante o projeto

 

 

 

 

 

  2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.

 

                                               Em relação à leitura, acredita-se que esta é uma atividade de extrema importância na vida de um aluno. Ela é tida como ponto de partida para a aquisição de conhecimento e para a ampla socialização do ser. Sendo que, uma das formas de fazer com que o aluno seja capaz de se manifestar dentro do sistema é através da prática regular da leitura.
               Conforme Martins (2006), a leitura pode ser conceituada como sendo um processo de compreensão de expressões formais e simbólicas que se dá a conhecer através de várias linguagens. 

                                           Cagliari (2004) menciona que ler é uma atividade muito complicada e que a leitura é a realização da finalidade da escrita. O autor fala ainda que, apesar da complexidade, a leitura é fundamental para o individuo, e que além disso, a maioria dos problemas enfrentados pelos alunos desde criança até o nível superior está relacionado às dificuldades de leitura, portanto, práticas de leitura devem ser favorecidas desde cedo. Coelho (2002) reforça dizendo que a leitura é condição básica do ser humano no sentido de compreensão do mundo.

                                           A leitura exerce suma importância na constituição do individuo e de como este compreende o mundo, assim, a leitura deve ser incentivada sob a perspectiva de uma compreensão que vá além da simples decodificação dos seus sinais, ou seja, é preciso que o leitor atribua sentido ao que lê, sentido esse dado por um sujeito sócio e historicamente constituído. Nesse segmento, os PCN’s relatam: 

                            Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.PCN’s (2001, p.54.)


          É importante que novas metodologias de inserção da leitura sejam capazes de considerar o conhecimento anterior e as experiências passadas pelo individuo, pois estas funcionam como base para a compreensão da leitura. Isto porque, muito antes de a criança dominar o ato da leitura, ela já tem experiências com o mundo e com a língua, além disto, é necessário que ela possa compreender, interpretar e avaliar as ideias percebidas, pois isto constituem etapas importantes no processo de aprendizagem que permeia a leitura e que, segundo Bamberguerd (2003, p.23), “fundem-se no ato da leitura”. Cria-se então a necessidade de se trabalhar com os diversos tipos de textos, segundo os PCN’s (2001), fazendo com que o indivíduo desenvolva as etapas de leitura e contribuindo para a formação de leitores competentes. 

                                               Os professores, independente da área de atuação, devem se dedicar a proporcionar oportunidades para que todos os alunos descubram que ler é uma atividade muito interessante, que a leitura nos proporciona prazer, diversão, conhecimento, liberdade, uma vida melhor, enfim. Nessas oportunidades terão várias oportunidades para que o aluno passe a gostar de ler. Pensando sempre no que diz Paulo Freire (1998, p. 23):
A leitura da palavra é sempre precedida da leitura do mundo. E aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes  de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras mas numa relação dinâmica que vinculada linguagem e realidade. Ademais, a aprendizagem da leitura e a alfabetização são atos de educação e educação é um ato fundamental político.

                                     A leitura exerce papel fundamental no aprendizado. Para Cagliari (1999), a leitura é atividade mais importante e que impulsiona as demais desenvolvidas na escola, dado ao fato da ligação da mesma com tudo que é ensinado no ambiente escolar. Cagliari (1999) menciona a leitura como forma de prazer, exercendo para o aluno não apenas a função didática. Segundo ele, a criança que se interessa pela leitura consegue resolver uma série de dificuldades enfrentadas em sala de aula. Precisamos considerar que a função da escola não é apenas de ensinar a decodificar palavras, ler frases ou textos, mas deve incentivar a leitura de forma diária impulsionando a criança a exercer a leitura em suas práticas sociais. 
Muitos autores têm se debruçado nas pesquisas e discussões sobre a importância da leitura em sala de aula, o que tem gerado propostas de práticas diversas para o ensino da leitura. Luiz Carlos Cagliari, Isabel Solé, Maria Helena Martins, Emília Ferreiro e outros, têm contribuído com o trabalho docente nesse sentido, deixando explícita a relevância da intervenção docente no processo de seleção de atividades para sistematização de leitura, que oportunize ao aluno participar e refletir sobre a importância da leitura em seu processo de ensino-aprendizagem. 

                                               Segundo Solé (1998), o processo que envolve o desenvolvimento da leitura envolve a linguagem em sua totalidade, como o falar, o ouvir, o sentir, o escutar, o escrever, pois a criança vivencia em seu cotidiano todas essas linguagens que elencarão seu aprendizado convencional da leitura. A autora diz também que à criança que participa de atividades que envolvam leitura e oralidade, realizadas com a família e na escola, pode ser considerada um leitor em potencial. Assim, atividades simples como elaborar a lista de compras, ler bula de remédio, ler receita de bolo, contar história, cantar no chuveiro, ler enunciados nas ruas em placas e faixadas, são de cunho formador, são características da criança que exerce a leitura não na restrita decodificação, mas na comunhão de diversas atividades onde a leitura é para ela uma mola impulsionadora que propicia seu desenvolvimento, concomitantemente em casa, na escola e em todo o seu contexto social, mas vale ressaltar que é na escola que tem que acontecer a sistematização dos saberes que o aluno traz. 

                                        Cagliari (2004) diz que a criança precisa de motivação para o exercício desses atos e é ai que a questão da motivação deve ser introduzida pela escola, pois nem todos veem sentido para a leitura, já que essa pretensão depende também do contexto socioeconômico e cultural no qual o aluno está inserido. 

                                       Martins (1989) aponta que a criança precisa ser seduzida para a leitura e que para isso é necessário desassocia-la daquilo que é obrigação. Assim, deve-se abordar a leitura de maneira atrativa e sem conotação obrigatória, de modo que a criança então encontrará a motivação de que precisa. A escola é peça chave neste processo, pois é nela onde a criança terá seu contato mais direto com o ato de ler e este ato não deve estar restrito à sua forma didática somente. A escola deve incentivar ações que promovam a leitura de forma prazerosa. 

                                         Educadores das séries iniciais do ensino fundamental sabem que uma base bem alicerçada é imprescindível para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da oralidade dos alunos. Os PCN de Língua Portuguesa - do ensino fundamental de 1ª a 4ª série, (1997: 5), também sugerem como alguns dos objetivos do Ensino Fundamental que os alunos possuam algumas competências, dentre elas destaca-se: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

• posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;

• conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;

• perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

 • utilizar as diferentes linguagens - verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal - como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;

          Diante disso, crê-se que, para o aluno ler, produzir textos e ter a oralidade desenvolvida, assim como possuir as capacidades sugeridas pelos PCN, é imprescindível que o trabalho com a Língua Portuguesa no ensino fundamental oportunize aos professores e, consequentemente, aos alunos o desenvolvimento de um trabalho que envolva o processo de ensino e aprendizagem mais sistematizado, consciente e aprofundado a partir de atividades reflexivas, dinâmicas, interativas e motivadoras.

Nessa perspectiva o projeto pautou-se na concepção de gênero textual como os textos concretizados nas situações comunicativas cíclicas, ou seja, situações cotidianas dos alunos, como por exemplo: telefonema, carta, bilhete, reportagem, bula de remédio, aula expositiva, receita culinária, lista de compras, horóscopo, piada, dentre outros. Nesse sentido, tomou-se emprestado de MARCUSCHI (2005) essa concepção. Segundo ele:
Gênero textual refere os textos materializados em situações comunicativas recorrentes. Os gêneros textuais são os textos concretizados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sócio comunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. Em contraposição aos tipos, os gêneros são entidades empíricas em situações comunicativas e se expressam em designações diversas constituindo em princípio listagens abertas. (p. 22).

O trabalho com gêneros textuais também tomou como base o trabalho envolvendo as sequências didáticas, que corroborando DOLZ E SCHNEUWLY (2004), estas são entendidas como:

.instrumentos que podem guiar professores, propiciando intervenções sociais, ações recíprocas dos membros dos grupos e intervenções formalizadas nas instituições escolares, tão necessárias para a organização da aprendizagem em geral e para o progresso de apropriação de gêneros em particular. DOLZ e Schneuwly (2004), (p. 52).

      

 

                     Os autores defendem que a criação de uma Sequência de atividades deve possibilitar a mudança gradativa das competências primeiras dos alunos a fim de que eles sejam capazes de conhecer profundamente um gênero e que sejam realizadas atividades que respeitem o desenvolvimento cognitivo do aluno, a fim de que ele supere o nível que se encontrava inicialmente e avance nas dificuldades que por ventura possuíam.

           A formação de professores de séries iniciais também esteve fundamentada na proposta de letramento, concebido aqui como prática que vai além da alfabetização. ROJO (2009: 10-11) distingue com clareza as práticas de alfabetização e letramento. Segundo ela, enquanto a primeira refere-se a "ação de alfabetizar, de ensinar a ler e a escrever", que leva o aprendiz a conhecer o alfabeto, a mecânica da escritura/leitura, a se tornar alfabetizado, o termo letramento busca recobrir usos e práticas sociais de linguagem que envolvem a escrita de uma ou de outra maneira.

           Enfim, por acreditar que é possível reverter ou minimizar as dificuldades encontradas em relação a leitura, a produção de textos e a oralidade dos alunos de séries iniciais do ensino fundamental, pensou-se uma proposta de formação continuada para professores de séries iniciais que contemplasse o ensino de Língua Portuguesa a partir dos gêneros textuais, numa perspectiva lúdica, e pautada em discussões pertinentes à educação de modo geral, ao trabalho do professor, da escola e da família. Contudo, a pretensão maior foi contribuir de alguma forma para minimizar os problemas decorrentes da leitura e da escrita no ensino de Língua Portuguesa nas séries iniciais, por meio de metodologia diferenciada, a partir de atividades lúdicas, a fim de evitar problemas como evasão e repetência e evitar a exclusão escolar e, consequentemente, social. Crê-se que, dessa forma, é possível tornar a experiência da escola um percurso significativo em termos de letramento e de acesso a informação e construção do conhecimento.

O jornal oferece aos alunos a possibilidade de entrar em contato com diferentes gêneros de textos. Dada a sua diversidade textual, ele pode ser utilizado como recurso didático em todos os níveis escolares, inclusive na alfabetização, em que manchetes e pequenos textos, como os anúncios e classificados, receitas, horóscopo, ajudarão os alunos não só a desenvolver a escrita e a leitura, mas também a compreender a importância social da escrita. Desde o Ensino Fundamental, é possível colocar em prática projetos que visem à produção de um "jornalzinho" escolar com temas de interesse dos alunos e fatos relacionados à comunidade. Poderiam, então, ser produzidas pelos alunos "colunas" como as de notícias, anúncios, recados, quadrinhos, curiosidades, etc. A periodicidade das edições e a forma de apresentação dependerá de fatores como as condições oferecidas pela escola e a disponibilidade de professores e alunos. O mais importante, no entanto, é que estes estejam conscientes da importância desses projetos para o desenvolvimento social, intelectual, cultural, linguístico dos educandos.

Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura de jornais não é tarefa das mais fáceis, mas certamente é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografia e recursos gráficos, os jornais são uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação sobre o mundo atual. Além disso, eles se modernizaram e passaram por reestruturações gráficas e editoriais para proporcionar leitura mais agradável de seu conteúdo.

Para uma criança tomar gosto pelos periódicos, o primeiro passo é acabar com a ideia de que jornal é coisa de "gente grande". Dentro da gama variada de assuntos abordados, certamente são encontradas notícias locais ou de entretenimento que atraem também os pequenos. É importante fazer os alunos se relacionarem com o jornal como se fossem leitores comuns: eles devem manuseá-lo por inteiro (não só textos recortados), aberto sobre uma mesa, no chão ou dobrado; e buscar os cadernos que mais interessam, vendo fotos e lendo títulos, subtítulos e o início de cada reportagem, para saber se vale seguir até o final. "É comum a pessoa iniciar a leitura pela área de que mais gosta, mas isso não significa que ela irá até o fim do texto", afirma Maria José Nóbrega, consultora de Língua Portuguesa. 

Apresentar textos cortados, sem referências nem ilustrações - prática comum em livros didáticos - , não é uma maneira eficaz de formar leitores de jornal. Maria Alice Faria, professora aposentada da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis, explica que o contexto da edição e da publicação traz informações importantes, que são ocultadas quando se destaca apenas um pedaço. "O professor deve levar jornais inteiros para a sala de aula, mesmo que antigos, pois nem todos os alunos têm acesso a ele ou intimidade com esse meio de comunicação", completa.  Juvenal Zanchetta Jr., professor da Unesp de Marília e parceiro de Maria Alice na elaboração de obras sobre o tema, diz que o trabalho com o jornal deve ser permanente: "Aos poucos, essa atividade se torna mais complexa com a ampliação da capacidade de leitura dos alunos". Os menores começam identificando a estrutura da mídia e dos textos nela publicados, redigindo pequenas notas. Da 4ª série em diante, eles já podem fazer um produto semelhante. Depois da 5ª, é possível chamar a atenção da turma para as opções políticas e ideológicas de cada publicação, comparando o tratamento dado a um mesmo fato em diferentes jornais. Antes de começar qualquer trabalho, porém, o professor precisa buscar informação sobre os jornais em estudos desenvolvidos na área e conhecer um pouco da linguagem gráfica.

É comum ver professores e alunos frustrados com o exercício de fazer jornal na escola, pois a expectativa que se cria em torno desse tipo de atividade é muito grande. "A atividade deve ser um meio e não um fim", explica Zanchetta. "Serve para o professor estimular os alunos a escrever, a argumentar, a trabalhar em grupo, entre outras questões." Na produção com turmas de séries iniciais, é preciso levar em conta que a diversidade de gêneros pode confundir os alunos. "Se a edição é feita por uma só turma, produzir um boletim apenas com textos informativos é mais produtivo do que explorar, ao mesmo tempo, os diversos gêneros", ressalva a professora Celina Bruniera, consultora para o ensino de línguas e selecionadora do Prêmio Victor Civita Professor Nota 10. 

A ferramenta pedagógica, que se utiliza com o uso do jornal em sala de aula, prioriza o desenvolvimento acadêmico pela informação e tem como objetivo originar uma leitura mais crítica, assim como, esclarecer ao aluno a realidade dos problemas sociais, propiciar o desenvolvimento do raciocínio, aumentar a capacidade de questionamentos e abranger o conteúdo cultural. Pedagogos e especialistas em educação e linguística afirmam que o jornal é uma alternativa à predominância da televisão, que aliena os jovens e cria uma “dificuldade” à recepção e ao questionamento daquilo a que estão expostos. 

O uso do jornal em sala de aula, como meio de comunicação, torna-se relevante no âmbito pedagógico na medida em que o professor o utiliza em suas práticas como meio de ensino e aprendizagem da leitura e escrita, possibilitando a construção do conhecimento dos alunos e contribuindo para a formação de leitores críticos, criativos e autônomos. Cabe ressaltar que o jornal trabalhado em sala de aula tem sido objeto de estudos e pesquisas há vários anos.

 Baltar (2003) relata que o trabalho com produções de jornais além de possibilitar a interação entre escolas e colegas, “deu mais legitimidade à atividade de linguagem, o que acabou afetando positivamente a sua produção escrita” (p.130). . SILVA (2005) argumenta que a utilização de informações de jornais ou revistas “torna a aula mais dinâmica e participativa, favorecendo o debate e a troca de opinião, tirando o aluno da posição de receptor inativo de novas informações para um sujeito mais ativo do processo” (p.148).

 PASTORELLO (2005) constatou que “além de o trabalho com o jornal envolver práticas de aquisição de técnicas, habilidades e estratégias necessárias à leitura, também insere o aluno em seu grupo social” (p.218).

Ferreira (2008) investigou a leitura de jornais de estudantes de escola pública, observando que a prática da leitura em situações significativas pode possibilitar “progressos tanto às alunas quanto aos seus familiares, demonstrando que o jornal inserido no contexto familiar é um instrumento capaz de ampliar a cultura e a noção de realidade social, aspecto essencial na formação do leitor” (p.124). Diante dos resultados obtidos pelos pesquisadores, realço a relevância desta investigação uma vez que é necessário analisar as concepções dos professores sobre o uso do  jornal em sala de aula e as práticas docentes daí decorrentes desenvolvidas nas escolas públicas municipais para o ensino e aprendizado da leitura e escrita através do uso do jornal impresso ou digital como fonte de ensino e aprendizagem no cotidiano escolar.

Destaca . Silva (2008) a importância do discurso jornalístico, de que enaltece três vertentes para o ensino. Na vertente linguística, podemos verificar que o jornal é constituído por ricos e diferenciados tipos de escrita (argumentativa, dissertativa, narrativa e descritiva) dentro de uma gramática que lhe é exclusiva. Além disso, relações internas entre as partes ou seções ou cadernos apontam para intertextos, relações entre palavra e imagem etc., que em muito enriquecem o potencial de leitura de uma pessoa. Dentro da vertente cognitiva, o jornal acompanha o desenrolar dos acontecimentos do dia, trazendo possibilidades de atualização de conhecimentos, novos posicionamentos, análise e crítica. Do mesmo modo, há que lembrar que os fatos aparecem em versões do próprio jornal, impondo a criticidade, a descoberta e a recriação pela análise dos textos, entre outros. Isso significa que o jornal estimula a curiosidade e a vontade de aprofundar os fatos pela leitura das versões. Dentro da vertente da cidadania, devemos lembrar que o jornal, palavra cujo radical vem do francês jour-dia, representa sempre uma janela para o mundo que se abre diariamente. Ainda que existam veículos mais velozes do que ele, como a televisão e a Internet, o tratamento dos fatos pela escrita exige um modo específico, mais reflexivo e seletivo de recepção. A partir desses horizontes, o leitor enxerga melhor as fronteiras da sua comunidade, compreende melhor os limites das suas participações e intervenções sociais. Enfim, conviver com jornais, ler jornais, é sempre um modo de participar de nosso tempo e intervir na mudança do rumo dos conhecimentos. Comparando o jornal impresso às demais mídias, conforme Toschi (1993, p.104), “enquanto a TV é sincrônica, isto é, simultânea aos fatos, é instantânea, o jornal impresso é acrônico, isto é, não tem tempo próprio, é duradouro e ao mesmo tempo contemporâneo”.

O jornal impresso subsistirá ao tempo e a toda tecnologia disponível enquanto permanecerem inalteradas tais condições, segundo os estudos de Dines (1986): 1- A personalização da informação, 2- O ponto “ótimo” da periodicidade, 3-Amplitude. Com relação à personalidade da informação, também conforme Dines (1986), apesar das grandes tiragens, o jornal é um produto dirigido a cada leitor em separado. Mesmo que cada exemplar seja lido em média por três leitores, cada um deles encontra algo muito seu e muito próprio. Sobre o ponto “ótimo” da periodicidade, o autor revela que o ritmo diário é o único capaz de resistir ao desgaste do tempo, conservando concomitantemente ingrediente da curiosidade. Já com relação à amplitude, para o autor, o livro é dirigido, a revista tem o número de temas limitado, a TV – a não ser na programação jornalística- apresenta no vídeo um tema de cada vez. Esse é o problema dos veículos temporais, que só podem apresentar uma mensagem a cada momento. Já o jornal é amplo e universal. Ele retrata a vida em todos os seus aspectos. A leitura por alguns minutos da primeira página, ou a concentração mais atenta por uma ou mais horas seguintes, são escolhas que cada um pode fazer. O leitor, nesse sentido, governa a leitura do seu jornal. O fácil manejo e relativa perenidade permitem que os jornais sejam guardados por momentos, horas ou dias. Já os jornais da Internet podem ser acessados a qualquer momento e o professor ou aluno poderá ter na tela do computador uma série de fontes. Caberá a cada um fazer uma busca crítica sobre o que melhor se enquadra para a construção do conhecimento. Mas, mesmo diante do inegável valor do uso dos jornais em sala de aula apontado por diversos autores mencionados, ainda há uma parcela significativa de professores que não os emprega nas suas práticas docentes que envolvem leitura e escrita ou ainda que faz dele um uso inadequado.

 Ferreira (2008) critica a forma como os jornais são trabalhados por alguns professores, porque os trabalhos realizados pelos alunos envolvendo pesquisas em jornais constituem atividades mecânicas, quando os alunos recortam textos, gravuras, espalham na  cartolina e colam. As informações selecionadas, em sua grande maioria, não são lidas pelos alunos, não são comentados pelos professores, nem com os outros alunos da sala para gerar uma discussão prévia para introduzir um conteúdo escolar. Fica evidente que a leitura, o entendimento e compreensão dos textos selecionados não fazem parte das práticas educativas de muitos professores, apesar de reconhecerem no jornal uma fonte rica de informação. Com relação aos jornais digitais, apesar do acesso facilitado pela Internet, muitos professores não o utilizam em sala de aula, em razão de as escolas não oferecerem este recurso o que dificulta seu uso em sala de aula, além da falta de formação para sua utilização. Cabe ressaltar que o jornal impresso e, principalmente, o digital, como referência de trabalho pedagógico, ainda é pouco explorado pelos professores.

 Conforme Pastorello (2005), o que ocorre é uma falha em nossos currículos, pois o professor pode apresentar ao aluno a linguagem trazida pelos jornais, para que ele se aproprie dela em seu processo de desenvolvimento e de transformação da cultura de seu meio. Os jornais trazem as contradições presentes no contexto histórico-social em que o aluno vive, e por meio delas os signos verbais tomam forma e conteúdo, possibilitando o diálogo entre as classes sociais. Evitar o uso dos jornais é desvincular o aluno de seu contexto histórico cultural, retardando o desenvolvimento de habilidades que favorecem a apropriação crítica do conhecimento social e historicamente produzido. Para que isso ocorra é necessário que as escolas facilitem o acesso aos jornais impressos e digitais. Assim, acreditamos ser necessário ampliarmos as discussões sobre os usos dos jornais impressos e digitais em sala de aula como prática docente de leitura e escrita, contribuindo para um ensino de melhor qualidade e para a construção de um leitor crítico sobre o uso das mídias.  Jornais em sala de aula: um instrumento do professor nas práticas de leitura e escrita em sala de aula Vários estudiosos vêm tentando compreender o uso dos jornais em sala de aula e como incluí-los como ferramenta pedagógica na educação, como Faria (1999), Pavani (2007) Zanchetta (2007) e Toschi (1993). Desse modo, essa ferramenta pode auxiliar o professor na sua prática educativa, pois um professor crítico pode formar leitores críticos, conforme Libâneo (2002). Se aspiramos a um aluno crítico, é preciso contar com um docente com essa habilidade.  Nessa direção de leitura crítica, a escola sofreu mudanças significativas com os avanços tecnológicos que ocorreram após a Revolução Industrial que se difundem muito mais nos dias de hoje com a propagação do uso da Internet. O leitor competente domina habilidades que vão além da capacidade de decodificar os códigos da leitura e da escrita.

Concordamos plenamente com GHILARDI (1999) quando avalia que: O acesso à leitura – um bem cultural – deve ser oportunizado a todos os cidadãos. Ler a palavra escrita, a palavra oral, a palavra não-dita, implícita no contexto ou em imagem, e depreender o sentido que emana de fatores linguísticos e extralinguísticos torna-se prioridade na escola e fora dela. O analfabeto, hoje, não é simplesmente aquele que não sabe ler ou escrever, mas o que não compreende os textos que circundam (p.107). Os jornais merecem destaque nas escolas pelo fato de estimular a prática de leitura quer seja por lazer ou satisfação pessoal, pois, de acordo com GOUMELOT (2001) “a leitura é sempre produção de sentido” (p.107).

 PAVANI (2002) é outra autora que ressalta que o uso de jornais em sala responde à necessidade de estimular a prática de leitura não apenas na escola, mas no lar, nas bibliotecas, tanto para fins práticos como por lazer ou satisfação pessoal, porque o aluno de hoje é bem informado. Com pesquisas bem fundamentadas em acontecimentos atuais na comunidade local e mundial, ele será um leitor crítico, criativo, visto que saberá fundamentar suas opiniões e críticas, contextualizá-las, destacando-se do alienado senso comum. Assim, para que a leitura do mundo ocorra de forma significativa é necessário que os textos jornalísticos sejam levados na sala de aula de forma integral, sem recortes, como ocorre em vários livros didáticos.

 Zanchetta Jr (2007) avalia que no livro didático, os textos surgem ajustados à “cultura do fragmento”, que, mesmo sendo uma das únicas alternativas para acesso a determinados conteúdos jornalísticos, incentiva o desprezo pela origem, pela história, pela integridade da informação.

Essa afirmação torna-se mais sólida com os estudos de Silva & Lima (2008), pois, de acordo com a análise dos autores, o ritmo acelerado de atividades muitas vezes impossibilita o professor de reservar um tempo durante o dia para acompanhar a notícias veiculadas pelos meios de comunicação. Da mesma forma, muitas vezes, na correria entre múltiplas atividades não disponibiliza tempo para elaborar atividades diversificadas para serem utilizadas em suas aulas. “Na maioria das vezes, ele se limita a apresentar para os alunos o currículo mínimo trazido nos livros e apostilas” (p.147). Concordamos ainda com Silva & Lima (2008) quando consideram que:  A utilização de materiais com potencialidade significativa em substituição ao livro didático coloca o professor diante do desafio de se orientar por outros recursos. Ele passa a ter uma nova função no processo de ensino, tornando-se, com isso, um constante pesquisador de novas formas e situações de aprendizagem (p.148). Contudo, acreditamos que o uso de jornais abordado de forma significativa poderá desenvolver nos alunos maior entusiasmo e autonomia em relação às estratégias de leitura para se tornarem leitores críticos das mídias.

Conforme Pastorello (2005), ao usar os jornais nas aulas, o professor pode enriquecer os conteúdos escolares, de tal modo que os alunos aguçarão importantes capacidades para o desempenho crítico, como, relacionar, comparar, selecionar e levantar hipóteses. Assim, as práticas docentes que envolvem leituras jornalísticas têm grande influência na formação do gosto pela leitura crítica. Em consequência, ao desenvolver a empatia entre aluno e jornais, o docente possibilita ao estudante manipular o material e se familiarizar com ele, estimulando-o para a discussão de sua realidade, desenvolvendo, conforme L. Silva (2005), o espírito crítico, tendo em vista a formação de um cidadão participante e consciente da sociedade em que está inserido. A importância das atitudes de leitura e de questionamento no processo ensino aprendizagem por parte do professor é vital. Dessa maneira, o professor, quando utiliza as informações jornalísticas em sala de aula para maior entendimento do aluno, contextualiza o ensino, torna suas aulas mais motivadoras e o conteúdo mais próximo da realidade dos educandos, aperfeiçoando, assim, as argumentações e as produções textuais.

Nessa mesma direção, segundo Pavani (1999), com a leitura de jornais em sala de aula, pode-se comprovar ao aluno a importância da linguagem nas diferentes áreas do ensino. Desse modo, serão boas as informações dos jornalistas bons narradores, isto é, que dominem o manejo da nossa língua; assim também o aluno reconhecerá a mesma necessidade para redigir bons argumentos. Esse processo encadeado colaborará para que os aprendizes fiquem mais receptivos aos novos conteúdos escolares a serem abordados pelo professor de forma crítica, pois este já deve ter analisado o material antes de aplicá-lo em sala de aula, contribuindo para um conhecimento gerado de forma mais significativa.

Dessa forma, segundo Borelli (2002), os jornais impressos chegam às salas de aula para ajudar os professores a desenvolver os componentes curriculares. Não se pretende brigar com o livro didático, que continua como um suporte. Porém, o jornal também é um suporte que auxilia o professor no desenvolvimento das competências e das habilidades dos nossos alunos e assim o faz em decorrência de sua instantaneidade. No dia seguinte, os acontecimentos das variadas áreas da vida humana podem estar publicados no jornal. Quanto ao livro didático, é necessário mais de um ano para que as informações cheguem, nesse suporte específico, às mãos dos alunos e professores. Nessa perspectiva, as dinâmicas de cada projeto variam de acordo com a região geográfica em que circula e a parte da empresa responsável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3-PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO

3.1 Tema e linha de pesquisa.

Jornal Na Sala De Aula: Uma Maneira Prazerosa De Aprender.

 

                                      A utilização do jornal na sala de aula é uma técnica reconhecida. Auxilia na aquisição da    linguagem, na ampliação do vocabulário, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno, como cidadão, na sociedade, além de predispô-lo favoravelmente à leitura de livros. Como o título revela, a preocupação deste projeto  não é com a teoria, mas com a prática em sala de aula. Ensina a ler, de maneira crítica, todas as partes do jornal, das manchetes aos suplementos, da economia à cultura, da política ao cotidiano. Apresenta minuciosamente o jornal, explicar  o modo como ele é preparado, e mostra como sua leitura crítica pode transformar as aulas numa atividade divertida e proveitosa. Trazer o jornal para a escola é trazer a realidade para as aulas e permitir que os alunos tomem ciência dos fatos, falem sobre eles, opinem e até desejem criar uma nova realidade para o mundo em que vivem. 

                           3.2-justificativa

                           No livro didático, são trabalhados alguns gêneros jornalísticos, como a notícia, a entrevista, a crônica, o texto publicitário, o editorial. Porém trazer uma bibliografia com um jornal contemporâneo é muito mais interessante por dois motivos:1º) O jornal é um veículo de informação que tem características próprias: alguns assuntos repercutem no futuro, outros são fugazes, têm interesse momentâneo e, por isso, envelhecem rapidamente. (Assim, reproduzir no livro uma primeira página de jornal, por exemplo, para ser trabalhada com os alunos, pode não despertar interesse.2º) O jornal permite uma enorme variedade de atividades.

O jornal é material riquíssimo e enriquecedor, porque é texto, palavra, comunicação, fato diário, vida! Trazer o jornal para a escola é trazer a realidade para as aulas e permitir que os alunos tomem ciência dos fatos, falem sobre eles, opinem e até desejem criar uma nova realidade para o mundo em que vivem. Além de ler, interpretar, reescrever notícias, a lista de atividades que podem ser realizadas é infinita, bastando ao professor permitir que o projeto seja criativo!

3.3-problematização

O baixo desempenho nas últimas avaliações externas no ensino Fundamental Público Brasileiro se deve principalmente  ao  ensino da Língua Portuguesa, que com o passar do tempo, vem se moldando a uma prática que prioriza a formação social do aluno e sua concepção sobre si mesmo como individuo critico e reflexivo. A linguagem neste contexto assume nova roupagem e passa a ser vista como maneira de integrar o aluno como ser social capaz de analisar, decidir, agir, interpretar e comunicar-se de forma plena em qualquer contexto em que esteja inserido. Coloca-se então o professor como o agente responsável por esta preparação nos anos iniciais do ensino fundamental e a escola como a instituição que seja capaz de propiciar um trabalho docente equivalente às exigências em torno do aprendizado da Língua Portuguesa. Reconhecendo a importância do professor de língua portuguesa para um processo rico de aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental, aprendizagem esta, que será valiosa e decisiva nos anos seguintes da vida estudantil; analisando as concepções acerca do ensino de língua portuguesa, o surgimento de novos termos e metodologias, bem como, as dificuldades e perspectivas para o educador que trabalha com esta disciplina, optou-se então por um projeto que atendesse a esta necessidade

3.4-objetivos.

Desenvolver a capacidade Leitora e  Escrita;;

Estimular o aluno a se manter informado sobre assuntos de interesse particular e comunitário;

Viabilizar a utilização do jornal como recurso de apoio didático para todas as disciplinas curriculares;

 Promover a integração entre currículo escolar e a realidade do dia-a-dia;

 Atender à proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs),

 

3.5-conteúdos.
- Abordar temas gerais, atualidades, temáticas locais ou gerais, assuntos da escola. 
- Relacionar a escola à comunidade. 
- Promover entretenimento. 

-produzir textos
- Noções de  Projeto gráfico 

- Analisar o projeto gráfico de outros jornais e elaborar um específico para o jornal da escola. 

-Criar uma identidade visual, - Estabelecer as seções que aparecerão sempre no mesmo espaço. 
- Indicar em um quadro a relação dos responsáveis pela produção e pela realização do jornal (o expediente). 

observação – (Evitar - Transformar o jornal em apostila de aula ou em páginas grampeadas.)

Para entender a linguagem jornalística, é bom conhecer alguns termos usados no dia-a-dia das redações. 

Artigo - Texto que traz a opinião e a interpretação do autor sobre um fato. Geralmente é assinado e não reflete necessariamente a opinião da publicação. 
Editorial - É a opinião da empresa que publica o periódico sobre temas relevantes. Não é assinado. 
Entrevista - Contato pessoal entre o repórter e uma ou mais pessoas (fontes) para coleta de informações. Também designa um tipo de matéria jornalística redigida sob a forma de perguntas e respostas (também conhecida como pingue-pongue). 
Legenda - Texto breve colocado ao lado, abaixo ou dentro de foto ou ilustração, que acrescenta informações à imagem. 
Lide - Abertura de um texto jornalístico. Pode apresentar sucintamente o assunto, destacar o fato principal ou criar um clima para atrair o leitor para o texto. O tradicional responde a seis questões básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. 
Manchete - Pode ser tanto o título principal, em letras grandes, no alto da primeira página de um jornal, indicando o fato jornalístico de maior importância entre as notícias contidas na edição, ou o título de maior destaque no alto de cada página. 
Nota - Pequena notícia. 
Notícia - Relato de fatos atuais, de interesse e de importância para a comunidade e para o público leitor. 
Pauta - Agenda ou roteiro dos principais assuntos a ser noticiados numa publicação jornalística. 
Reportagem - Conjunto de providências necessárias à confecção de uma notícia jornalística: pesquisa, cobertura de eventos, apuração, seleção dos dados, interpretação e tratamento. 

3.6-processo de desenvolvimento..

Para melhor desenvolver o projeto ele está estruturado em momentos:

3.6.1-Primeiro momento

- exibir um filme sobre como funciona a confecção de um jornal

https://www.youtube.com/watch?v=YwLOzeJYkOM

Este filme foi feito todo com uma linguagem infantil . é o ponto de partida do projeto.

Logo depois distribuir jornais para todos os alunos e solicitar que eles observem  a composição dos cadernos, as fotografias, as páginas sociais, as charges  etc.

Neste   primeiro momento, osalunos lerão jornais, não necessariamente do dia, porém recente. Cada aluno com um exemplar  e lendo a matéria ou a notícia que mais chamar atenção.

Depois comentar  a composição geral do jornal.

(duas aulas)

 

3.6.2-Segundo momento

Solicitar que os alunos: que localizem o espaço que a notícia ocupa no jornal. (Os fatos não têm importância por si mesmos: sua importância é construída a partir de uma série de indicadores: ocupa a página inicial do primeiro caderno ou não; se está na parte superior ou inferior da página; qual sua extensão,) etc.identifiquem os diferentes textos – gráficos, tabelas, desenhos, fotos – que se articulam ao texto principal da notícia. Qual sua finalidade? Como se relacionam com o texto principal? Reiteram ou não seu conteúdo? e organizem  um painel com as notícias comentadas.(transcrever as notícias releitura)

Falar dos gêneros textuais que aprecem no jornal.

                            (quatro aulas)

 

3.6.3-Terceiro momento

 

Fazer grupos de 3 a 4 alunos

.Cada grupo deve:

Selecionar  o que lhes  interessa ou não, dentro daquilo que foi feito individualmente no segundo momento , justificando suas posições, em seguida os grupos  montam suas notícias na ordem sequencial, título do jornal, da seção, ou do caderno, título da notícia, subtítulo (quando houver), imagens. Montam assim na folha as notícias retiradas do jornal que os próprios aluno escolheram (Isto sem recorte)

Cada grupo Faz  uma breve apresentação oral para a sala de suas notícias escolhidas informando porque escolheram estas notícias e qual o critério para ordem que foram colocadas.

(três aulas)

 

3.6. 4-Sistematização do conhecimento

 

Depois de ter familiarizado os alunos com a leitura dos jornais, é possível estudar as propriedades temáticas, estruturais e estilísticas dos diferentes gêneros que circulam num jornal (notícias, reportagens, entrevistas, editoriais, artigos, crônicas, charges, tiras, horóscopo, receitas culinárias etc.).Produzir um jornal com a turma é uma forma de mergulhar nas características desses gêneros e, além da competência escritora, ampliar a competência leitora.Os grupos já existentes se encarregarão da confecção do jornal cada um com um determinado gênero: entrevista, reportagem, crônica, charge etc dentro do espaço escolar.

(3 aulas)

3.6.5 - Culminância do projeto

 Produção de jornal escrito e falado-

 Confeccionar usando uma caixa de geladeira uma televisão onde as crianças entrarão para apresentarem o jornal.

Auxiliar as crianças na correção das mtérias a serem publicadas.

(3 aulas )

3.7  Tempo para realização do projeto.

Cronograma

2 aulas

Introdução ao tema conhecimento do jornal

4 aulas

Identificar os diferentes gêneros textuais e ler as imagens

3 aulas

Trabalhos em grupos (seleção de matérias)

3 aulas

Sistematização do conhecimento

3 aulas

Produção de jornal escrito e falado

 

3.8- Recursos Humanos e materiais

Jornais, folhas A4, lápis, cola, caixa de papelão grande, papel cartão, internet, DVD sala de multimídia, cartolina, professor, alunos.

 

3.9-Avaliação

 

       Nenhum trabalho pedagógico pode ter sucesso sem que se faça uma avaliação contínua da aprendizagem, não só testando os alunos, mas também avaliando as estratégias didáticas. É sempre bom nesse trabalho com o jornal na sala de aula conscientizar os alunos sobre as estratégias usados pelo professor .

Uma autoanálise como essa, feita entre cada grupo, e depois coletivamente pela classe, ajuda o professor avaliar não só o aprendizado da classe como sua própria ação pedagógico. Fazer uma avaliação através de cartazes/jornais e produções individuais e coletivas. Entre elas podemos destacar: Colagem de notícias Síntese/releituras das notícias  e por último solicitar Confecção de um jornal da sala usando noticias e fatos pertinentes á escola.A avaliação será processual e contínua, levando em consideração o interesse e a participação do educando. Será feito um registro, contendo as considerações relevantes em relação a cada um dos alunos durante a realização das atividades.

 

 

 

 

 

 

 

 

4-CONSIDERAÇÕES FINAIS.

 

 

Acredito que trabalhar o jornal na sala de aula é proporcionar uma dupla aprendizagem. Por um lado trabalhamos o nosso conteúdo e por outro estamos fazendo com que nosso aluno desperte o interesse por  acompanhar os problemas políticos, sociais e econômicos do nosso país. Dessa maneira estaremos contribuindo não só para uma formação conteudística,  mas para formação de cidadão crítico e capaz de exercer plena cidadania.

De acordo com os estudos , podemos perceber que o uso do jornal em sala de aula ainda é pouco usado pelos professores, embora seu uso possa  contribuir para  formação de alunos mais críticos e para o letramento, utilizando para complementar a aprendizagem, diversificar os tipos de texto, além dos usados nos livros didáticos e provocar discussões interessantes, tornando sua aula mais participativa.  Diante disto,  podemos dizer que o professor não aprendeu a usar o jornal em sala de aula, pois não tiveram em sua formação acadêmica nem continuada o preparo suficiente para incluí-lo em suas aulas e muitas vezes não tem acesso a esse material que nem chega a sala dos professores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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