Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
41 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54470 )
Cartas ( 21032)
Contos (11992)
Cordel (9378)
Crônicas (20889)
Discursos (3100)
Ensaios - (9875)
Erótico (13091)
Frases (39515)
Humor (17516)
Infantil (3551)
Infanto Juvenil (2304)
Letras de Música (5407)
Peça de Teatro (1308)
Poesias (135147)
Redação (2861)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2368)
Textos Jurídicos (1911)
Textos Religiosos/Sermões (4105)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->Vila Mimosa - Rio de Janeiro(censura 18 anos) -- 12/12/2016 - 05:42 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos










Prostitutas não têm amigos nem amizade com ninguém. Não confiam nem na própria sombra e nem podem. Muitas são as cicatrizes que trazem no corpo e na alma. Não têm histórias escritas em livros e aqueles que escrevem sobre elas, são gigolôs. Tiram o dinheiro delas, retiram de onde não depositaram. São personagens da dor, canal por onde entra a fumaça do mal. Traem e são traídas, ferem e são feridas. Defendem um relacionamento que não querem ter, mas precisam. Não precisam de um homem, precisam do dinheiro dele. Precisam do relacionamento que disputam com outras putas: um amor que não recebem e nem dão. Tudo é negócio, a vida, um ócio, uma monotonia de esperar, no apagar das luzes, que brilhe a sua estrela. Fingem. Apenas fingem que gostam e em paga, recebem dinheiro e fingimento. Aqueles a quem chamam de meu homem. Não são seus, pertencem às esposas que os maridos deixaram em  casa. Nada fica, nada sobra para uma prostituta: nem presente, nem futuro. E quando envelhece, dorme na rua inalando o perfume do tesouro que guardou em cesto roto E bebe o cheiro da creolina que os proprietários derramam, no fim da tarde, sobre as calçadas, para não serem incomodados com a visita noturna dos moradores de rua. É assim no Rio de Janeiro e em muitas cidades pelo Brasil afora.





 





 






***
Texto: Adalberto Lima - Estrada sem fim
Imagem: Fabio Teixeira -Internet


Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 0Exibido 94 vezesFale com o autor