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Artigos-->O BREXIT AINDA NÃO ABRIU CONVERSAÇÕES COM BRUXELAS -- 04/01/2017 - 21:18 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O BREXIT AINDA NÃO ABRIU CONVERSAÇÕES COM BRUXELAS

João Ferreira
04 de janeiro de 2017

O Brexit funcionou como referendo com a finalidade de colocar em votação perante o eleitorado britânico, respondendo sim ou não, a seguinte questão:se o Reino Unido deveria permanecer na União Europeia. O resultado, de alguma maneira inesperado, foi aquele que sabemos: os eleitores responderam "não" ou seja, pela "não permanência" da Grã-Bretanha na União Europeia. Por outras palavras, optaram pela saída. A pergunta agora é: o que está fazendo o governo da Grã-Bretanha e a Comissão Europeia para resolver os problemas deixados pelo Brexit? Eis a resposta: a Grã Bretanha ainda não saiu da União Europeia... Portanto, a ruptura ainda não se deu. A Grã-Bretanha só sairá da EU depois que fizer o pedido de saída com base no artigo 50 dos tratados da União. Esse pedido ainda não foi formalizado. A primeira ministra Teresa May está em marcha lenta. O último embaixador do governo May para representar a Grã-Bretanha junto à União Europeia demitiu-se ontem. O que se sabe é que o atraso está prejudicando a todos, tanto a própria Inglaterra como a União Europeia, com muitos prejuízos financeiros, e com grandes traumas para os “futuros expatriados”. Já se passaram seis meses após o referendo em 23 de Juno de 2016. Alguns definem o Brexit como o triste fim de uma bela história de amor. Há quem se sinta traído no meio disto tudo:”Tenho a impressão de ter sido enganado ou de me ter enganado sobre este país”, diz um imigrante francês.” “Afinal eles não nos querem aqui”, torna outro. “Antes do referendo eu via este país como tolerante, progressista, superdinâmico em matéria científica, precisamente porque ele era aberto”. Atualmente para alguns, a ruptura com a Europa é uma regressão. A primeira ministra Teresa May quer usar o contingente de 3.300.000 a serem expatriados pertencentes aos 27 estados da União Europeia para negociar futuros acordos comerciais contra 1.200.000 de britânicos instalados no continente como moeda de troca para obter um Brexit favorável à economia da terra de sua Majestade. Uma professora francesa em Londres diz que “fora o Ketchup nas batatas fritas tudo me agradava aqui”. Entre os três milhões e trezentos mil europeus na Grã Bretanha estão trezentos mil franceses, 800.000 poloneses, 150.000 alemães. Ao lado disso tudo, há cerca de 300.000 britânicos residindo em Espanha e muitos outros em outros países da UE. A imprensa fala de atos e atitudes xenófobas que estão acontecendo após o referendo contra os europeus continentais que vivem na Grã-Bretanha. Enfim, falando de Brexit, trata-se de uma questão que verdadeiramente ainda não começou, mas na realidade já há sofrimento, incerteza, e angústia junto daqueles, europeus e não-europeus, que terão de abandonar o território britânico e o emprego depois que a Grã-Bretanha declarar a ruptura com base no artigo 50 do Tratado da União.
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