Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
78 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56831 )
Cartas ( 21161)
Contos (12584)
Cordel (10014)
Crônicas (22151)
Discursos (3133)
Ensaios - (8956)
Erótico (13388)
Frases (43355)
Humor (18383)
Infantil (3751)
Infanto Juvenil (2630)
Letras de Música (5464)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (138029)
Redação (2918)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2394)
Textos Jurídicos (1923)
Textos Religiosos/Sermões (4770)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->11. EM POUCO TEMPO -- 23/07/2003 - 19:32 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER


É esta solenidade

Que faz o povo pensar

Se não seria demais

Parar para meditar.



Cansados todos estamos

De estar escrevendo em vão,

Pois, ao sabor da penada,

Nosso irmão fica na mão.



Nosso amigo que, outro dia,

Veio trazer sua fala

Deixou-nos mui preocupados

Porque consente quem cala...



Não suponha, caro irmão,

Que de tempo seja perda

Ficar escrevendo a esmo:

De pêlos se fazem cerda...



Que triste figura temos,

Ao chegar este momento:

Parece que o mundo todo

Rima como passa o vento!



Muito estranha é a melodia

Quando ouvimos a distância:

Terá sido impressão nossa,

Ou terá certa importância?



Agora o fluxo das trovas

Nos apresenta embaraço.;

Será que retrocedemos,

Ou é fruto do cansaço?



Quanto tempo despendemos,

Nesta horinha fugidia:

A pena corre deveras.;

O trabalho regredia.



O sono já fecha as pálpebras

Ao sonolento escrevente.;

Que dizer destes poetas

Que estão ao lado da gente?!



Como este dia é sagrado,

Deveríamos parar,

Mas a nossa persistência

Obriga-nos a teimar.



As labaredas do inferno

Vão crestando, lentamente,

Os maus hábitos que, outrora,

Dominaram nossa gente.

Assim, com muitos carinhos,

Aos poucos, bem aos pouquinhos,

Navegam para o infinito

Muitos dos entes benditos.

— “Seja Deus onipotente

Pai amoroso e clemente!”



Sinto muito, caro irmão,

Não ter nenhuma intuição

P’ra deixar algo feliz.;

Mas, se o nosso coração

Souber emitir perdão,

Será um ótimo juiz.



A mediunidade é força

Que todo humano possui,

Vamos tão-só descobrir

Donde é que a bendita flui.



Devagar, vou descobrindo

Que existem desejos vãos,

Mas outros são ponderáveis,

Formulados por irmãos

Que cumprem certo o dever

De dar bom curso ao prazer

De efetuar a sessão.



Rapidamente, amiguinho,

Vamos bem elaborando

Algumas trovas certinhas,

Conforme vão se mostrando.



Assim que nós estivermos

Com nosso alvará na mão,

Iremos buscar assunto

P’ra alegrar o nosso irmão.



Nesse momento supremo

De grande contentamento,

Há de ficar o amiguinho

Certo deste fundamento,

Porque verá, no versinho,

Fluir nosso pensamento

E da nossa aleivosia

Vai acabar o tormento.



Se o dia não for bonito,

Se a noite não tiver lua,

Espero ser esperança

Tudo o que este irmão possua.



Vale sorriso, alegria,

Valem flores no jardim,

Vale ainda a fidalguia

De se lembrarem de mim.



Os versos de antigamente

Vinham na hora certinha

Em que deles precisávamos.;

Agora é esta quadrinha...



A gente antiga dizia,

Com toda sinceridade,

Que iria chegar, um dia,

De plena felicidade.



Este povo de hoje em dia

Só deseja usufruir,

Pensando no dia em pauta,

Esquecido do porvir.



Não deixe, bom amiguinho,

A preguiça interferir,

Pois aí é que sabemos

Não estará Wladimir.



O verso ditado acima

Não tem significação:

É que estamos só treinando

P’ra cumprir nossa missão.



Vale muito a persistência

P’ra quem deseja vencer.;

É como estamos agora

Vendo esta trova crescer.



Quando o assunto comparece,

É fácil de organizar,

Pois a rima chega em breve,

Debaixo do nosso olhar.



Se você se vê perdendo

De todo a satisfação,

Lembre-se que foi quem quis

Esta forma de escansão.



Ritmos, hinos e harmonia

São coisas muito altaneiras,

Que ferem nossos ouvidos,

Quando se mesclam de asneiras.



Que vergonha, caro irmão,

Não produzir coisa alguma

Que possa trazer à alma

Esperança que não suma!



Saímos bem apressados

Daquele engavetamento.;

É que nem tudo na vida

Termina em mau sentimento.



Que louco compasso é este

Do qual jamais eu sossego?

É péssima reflexão!

Estou cansado e não nego.



Caridade é sentimento

Que brota no coração,

Toda vez que nos lembramos

Das dores do nosso irmão.



Os versinhos vão tomando

Cores, formas, emoção.;

Quanto bom iria ser

Se tivessem perfeição!



As rimas que se apresentam

Nesta forma de operar

São as mais fáceis e simples,

Mas inda fazem chorar.



Que bom seria se fôssemos

Mas hábeis versejadores.;

Após tanto versejar,

Já seríamos doutores.



O que pesa nisto tudo

É o fato de que não temos

Serenidade em fazer

Tudo o que nos prometemos.



Um, dois, três — e ficaremos

Bem no finzinho da folha.;

Aí, por certo, estaremos

Pondo na garrafa a rolha.



Mais um dia se passou,

Nesta fase de treinar.;

Vou esperar com paciência

Que consiga terminar.



Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui