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Artigos-->Vendedora Com Síndrome de Asperger Fala Sobre Capacitismo -- 02/09/2017 - 17:30 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Vendedora com Síndrome de Asperger Fala Sobre Capacitismo
Capacitismo é quando um preconceituoso acha que uma pessoa com necessidades especiais não tem condições de trabalhar e nem de possuir a própria independência.
No meu caso eu sempre soube que tinha um déficit intelectual leve que as pessoas conseguiam perceber. Porém só fui descobrir que isto se chamava Síndrome de Asperger depois de adulta.
Quando fiz vestibular, em 1993, não me inscrevi como cotista. Pois eu nem sequer sabia qual transtorno tinha exatamente. Então fiz as provas normalmente. Por isto quando entrei na faculdade, logo na primeira chamada, tive que escutar as seguintes frases de pessoas conhecidas:
- Como você passou no vestibular se é retardada?
- A UFPR deixa qualquer idiota passar entrar na faculdade agora!
- Você é tão besta e por isto deve ter feito macumba para entrar numa faculdade pública!
Porém, não liguei muito para estes comentários maldosos. Pois este tipo de preconceituoso trava uma guerra dentro dele mesmo e precisa de ajuda, porém não tem consciência disto. Mas sempre tive ao lado das minorias.
Quando fui trabalhar no comércio em 1998, atendia todo o tipo de gente. Um dia entrou uma moça, de cadeira de rodas, que era puxada por uma cuidadora idosa com rosto fechado. Então perguntei para à jovem:
- Boa tarde!
- Posso ajudar!
- O que gostaria?
A cuidadora respondeu:
- Ela quer uma jaqueta.
Mesmo assim olhei para a garota, com necessidades especiais, e perguntei:
- Você gostaria de jaqueta de qual modelo?
Mas a anciã respondeu:
- Jeans.
Deste jeito comentei:
- Por favor, eu prefiro que ela responda para que possa experimentar as peças mais à vontade.
Desta forma, a menina falou:
- Obrigada, moça!
- Eu posso falar!
- Afinal, não sou incapaz!
- Eu quero uma jaqueta jeans com figuras bordadas.
Assim fui mostrando os produtos e ajudando a cliente a experimenta-los. Desta forma, ela adquiriu seis produtos na loja.
Uma semana depois, uma senhora com problemas visuais, que segurava uma bengala falou:
- Boa tarde!
- Eu gostaria de experimentar camisetas de todas as cores!
Deste jeito, eu disse:
- Sim, eu mostrarei para a senhora.
Logo escutei os seguintes comentários das vendedoras preconceituosas:
- Não sei o porquê a Luciana deseja mostrar camisetas coloridas para cegos. Pois eles não enxergam.
Mesmo assim nem dei bola para isto e continuei atendendo a mulher. Então sempre que eu mostrava uma camiseta de cor diferente, ela perguntava:
- Que cor é esta?
Se a peça era da cor do céu, eu respondia:
- Azul da cor do firmamento!
Se a peça era da cor pink, eu dizia:
- Esta roupa é rosa da cor da azaléa.
Então colocava um pouco de Poesia para mostrar como era a peça e fazia os dedos da mulher deslizarem no tecido para sentir as vibrações das cores.
Assim, ela gostou do atendimento e comprou cinco camisetas.
As pessoas devem parar de usar termos preconceituosos como: aleijado, retardado e idiota.
Um bom vendedor deve atender a todos os clientes de forma igual e sem preconceitos demonstrando gentileza com simpatia.
Luciana do Rocio Mallon



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