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Ensaios-->Quero compartilhar algo -- 01/10/2006 - 22:52 (rodrigo mendes delgado) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Todos os que me conhecem sabem, que às vezes sinto uma irresistível necessidade de escrever algumas palavras. Estas palavras fluem de mim por razões que ainda desconheço, talvez porque eu ame escrever e expressar minhas impressões sobre a vida, e as impressões que a vida deixa em mim. Mas, quero escrever para dizer que a vida passa, e que a maior parte das necessidades que criamos ou que nos são impostas pela sociedade são efêmeras, acabam com o tempo, e o que fica é o grande desejo de sermos amados, queridos e respeitados pelo que somos, pelas idéias que defendemos e pelo bem que, em algum momento, fomos capazes de praticar.
Eu sempre consegui êxito nas coisas que pretendi fazer em minha vida, mas, percebi que estava muito longe do verdadeiro objetivo desta vida, FELICIDADE.
Sempre gostei de escrever e estudar. O amor pelo conhecimento sempre despertou em mim uma sensação de êxtase e deslumbramento. Almejo algumas conquistas acadêmicas, como produção de trabalhos acadêmicos (livros, artigos) e títulos (especialista, mestrado, doutorado e quem sabe a livre-docência), mas, em que momento estes títulos me fazem uma pessoa melhor? Simples: não fazem. Há uma região da existência humana, a etérea (seja o mundo espiritual ou simplesmente elevado, que transcende à mera materialidade) onde somente as coisas singelas têm importância.
Neste lugar, o que tem verdadeiro valor de título é o sorriso dado sem compromisso, é o bem feito com desprendimento, a ajuda ofertada por simples solidariedade, a oração sincera, os desejos de felicidade a todos os que estão à nossa volta.
Recentemente, lendo um lindo livro, chamado “O que vale a pena...” me deparei com o seguinte depoimento, de uma senhora de 101 (cento e um) anos de idade, chamada de Edna Whitman Chittick que disse: “Você passa metade da sua vida se preocupando com coisas que, no fim, não o interessam nem um pouco. Quando você estiver deitado na cama, morrendo, vai querer ter gente ao seu lado. É isso. É fácil ser enganado por sonhos de dinheiro e sucesso, mas todo o dinheiro do mundo não compra a gentileza. Você a obtém porque também a deu.” (Fonte: LUSTBADER, Wendy. O que vale a pena... – A sabedoria de quem realmente tem algo a dizer. São Paulo: Editora Alegro, 2002, p. 248.)

São momentos e pessoas como esta que me fazem reindagar: qual o verdadeiro objetivo da vida? Será sucesso? Será dinheiro? Será que realmente o dinheiro é valioso, uma vez que ele não consegue comprar o mais importante, ALEGRIA, SORRISOS, FELICIDADE.
Não deveríamos nos centrar no que realmente tem importância? Mas, estamos permitindo que o tempo passe sem nada fazer. Desejamos a perfeição, mas somos incapazes de perceber que a verdadeira perfeição se está em se ver perfeitamente aquilo que é imperfeito. Deixamos o tempo fluir muito rapidamente. Queremos ser aquilo que não somos. Não nos apercebemos do verdadeiro amor, que pode estar onde menos se imagina.
A pessoa ideal não é a mais perfeita fisicamente, mas sim aquela mais perfeita sentimentalmente, que nos admira e respeita por aquilo que somos, sem exigências, nem imposições.
Temos permitido que a vida passe de maneira tão rápida que não temos tido tempo para ver os outros, os que estão ao nosso redor e que muitas vezes estão precisando de algo simples para se sentir melhores, como um sorriso. O sorriso é a distância mais curta entre duas pessoas. Deveríamos sorrir mais. Quando sorrimos, Deus se manifesta em nós. E quando Deus se manifesta em nós somos capazes de qualquer coisa.
As pessoas se afastam rápido demais umas das outras. Qualquer divergência é motivo para separação, rancor, mágoa. Sentimentos que, no final de nossas existências se mostram amargos e inúteis. Deveríamos perdoar mais, porque quando perdoamos, limpamos nossas almas, nos sentimos mais leves, mais humanos, e mais verdadeiros.
O tempo passa.
Não deveríamos ensaiar tanto para fazer as coisas, mas verdadeiramente fazê-las, tirá-las do papel, darmos vida aos projetos. Certa vez uma senhora, também de 101 (cento e um) anos de idade, disse:
“Aqui estou eu, já uma mulher velha. Sempre achei que tivesse um livro dentro de mim. Todos os anos dizia a mim mesma: “No ano que vem, você vai escrever o seu livro.” Os anos vieram e se foram. Sempre pareceu que no ano seguinte eu começaria a fazê-lo, mas nunca comecei – e tive um século inteiro.
Se você tem um livro dentro de você, sente-se e escreva-o. Não é uma questão de ter tempo. Se você realmente quiser fazer alguma coisa, faça. Ponha outras coisas de lado e faço disso uma prioridade. Pare de dedicar sua vida toda às obrigações.
Agora, as minhas mãos estão contorcidas pela artrite e eu não enxergo além da ponta do meu nariz. Está vendo? Eu tenho tempo, mas, agora, não posso fazê-lo.” (Fonte: LUSTBADER, Wendy. O que vale a pena... – A sabedoria de quem realmente tem algo a dizer. São Paulo: Editora Alegro, 2002, p. 212.)

Por que será que demoramos tanto para aprender as lições que a vida tem a nos dar? Será que é porque não temos tempo? Ou será porque temos dado prioridade a coisas sem sentido e vazias. É chegado o momento de sabermos qual a qualidade de vida que queremos para nós. A rebeldia e a vivacidade da juventude acabam, depois, vem a sensatez da velhice, a qual nos dirá se tivemos uma vida digna e honrosa, nos parabenizando e nos trazendo paz, ou nos apontará para o resto de nossos dias os erros que deveriam ter sido evitados.
A vida simplesmente é aquilo que quisermos que ela seja. Boa ou ruim depende de nós.
Hoje é o momento para o exame de consciência, de darmos ouvidos ao que nosso coração tem a nos dizer, aos erros que devemos consertar, às pessoas que devemos perdoar, os sorrisos que deveremos dar.
Transformem cada tropeço num belo passo de dança, porque nos final da contas não importa a melodia que você dançou em determinados momentos de sua vida, mas sim, a sinfonia que você orquestrou, magnificamente, durante toda sua vida.

Do amigo,
Rodrigo Mendes Delgado
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