Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
145 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56604 )
Cartas ( 21127)
Contos (12502)
Cordel (9854)
Crônicas (21849)
Discursos (3121)
Ensaios - (9995)
Erótico (13199)
Frases (41604)
Humor (17730)
Infantil (3604)
Infanto Juvenil (2328)
Letras de Música (5448)
Peça de Teatro (1312)
Poesias (137016)
Redação (2886)
Roteiro de Filme ou Novela (1049)
Teses / Monologos (2381)
Textos Jurídicos (1917)
Textos Religiosos/Sermões (4496)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->PACTO DE VALORIZAÇÃO A CEDRENSIDADE -- 27/08/2018 - 19:42 (TARCISO COELHO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
____________________ (Essa vai para o Tarcísio e todos
conterrâneos homenageados nesse texto)
. . . . . .
"Ai se encontram, semeados pelo campo, touceiras eriçadas de puas e espinhos em que se entrelaçam os cardos e as carnaúbas. Sempre verdes, ainda quando não cai do céu uma só gota de orvalho, estas plantas simbolizam as duas virtudes dos cearenses, a sobriedade e a perseverança."
(José de Alencar, O Sertanejo)
Será sempre este o destino de quem nasceu sob o signo alencarino da resistência poética, a graça laboriosa, a hospitalidade naturalmente exuberante: sair do Cedro para saber valorizar a nossa terra e o nosso povo ?
Com um olhar focado nas experiências urbana e rural, o homem deve elevar a discussão apaixonante - vital e necessária, contagiante - sobre a cedrensidade. Já os adeptos se multiplicam, rompendo diásporas pretéritas, fazendo valer a melhor cepa da gente, em todas as expressões. Podemos não ter " ouro nem prata", mas temos cérebros - isso é muito mais. Temos orgulho disso, pois exportamos para o Brasil todo.
Escrever um poema de amor ao Cedro? Não somente. Mas construir, a partir do esforço comum (governo, instituições, sociedade civil organizada) um modus cedrensis de respeito aos seus potenciais - inesgotáveis potenciais.
O sertão não virou mar - conforme predissera o Beato Antônio Conselheiro. E nem sabemos mais, hoje, se o sertão o é. Podemos, contudo, reerguer as nossas balizas diferenciais e fincar bandeiras. Temos cérebros - para nosso orgulho... Carece , pois, de longo e amplo debate acerca da investida, CEDRENSIDADE intercedendo na história, um programa de governo parta a educação que, deitando nas escolas fundamental e sua mais emergente lição, ampare-nos de corpo e alma.
Mais que "Uma Declaração de Amor ao Cedro", pelo próprio cedrense, pela nossa Terra, um programa que permita valorizar nossos talentos - nossos cérebros - que permita o crescimento do nosso espírito de resistência às naturezas inóspitas, vislumbrando a nossa grandeza coletiva e beleza humana dotada por Deus. Temos cérebros, temos talento, sabemos ser felizes e agradecidos por isso.
Tempo, assim, de estimar as nossas coisas, os nossos mais sagrados valores. O espírito de comunidade nasce e está em cada um de nós, quando lembramos a grandeza do povo e a beleza da nossa diversidade cultural. Espírito de comunidade que se busca no apurado produto dos nossos artistas, no coração pulsante quando defendem a cedrensidade - como o barro do qual fomos erguidos.


"Voam, voam, chegam lá fora, as vezes se torna conhecido mas na própria cidade é apenas mais uma ave no céu". Ertim Morais / Tarcísio ou Tarciso? Não importa. Desde que os Tarcísios ou Tarcisos sejam cedrenses devem se sentir homenageados por tão primoroso texto, de lavra indubitavelmente sempre iluminada e frutífera no mundo das artes, cultura, intelectualidade, literatura e muito mais. Varzealegrense de nascimento e Cedrense por adoção, fiquei invejoso em relação ao Tarcísio homenageado (perdoe-me Deus pelo pecado capital), mas uma inveja sadia e pretensamente perdoável. Candido Bcneto, quando criança sonhou alto e alto continua sonhando, como deve ser o sonho do poeta sabedor de que sonhar é de graça, por mais caro que seja o sonho. Lembro-me de que quando crianças, uma vez brincávamos na praça da Matriz, quase em frente à sua casa e ele avistou Zé Alves, (estivador, conhecido como "Zé Alves chapeado" em razão da chapa nº 1 pregada em seu surrado chapéu confeccionado a partir de uma metade de bola de couro descartada após incontáveis peladas, cidadão dotado de muita força física e de liderança nata, pois exercia a Presidência da Associação dos Carregadores de Cedro) e correndo ao encontro do Zé me convidou: "vamos pedir ao Zé Alves pra colocar a gente nos ombros, dos ombros dele a gente consegue tocar o Céu". Realmente, o Céu ficava mais perto de cima dos ombros daquele humilde e nobre senhor. Então Candido Bcneto, no Cedro de minha infância e adolescência, onde tive o prazer e a honra de ser seu contemporâneo, conheci três Tarcísios/Tarcisos: Tarcisio de Azarias, Tarcisio de Nezinho enfermeiro e Tarciso de Manoel Costa, assim me sentindo por você homenageado e por demais agradecido, acreditando que eles, você, eu e tantos cedrenses, do mesmo barro fomos erguidos. Abraços.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 2Exibido 18 vezesFale com o autor