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Poesias-->8. VÁRIOS TEMAS -- 22/08/2003 - 08:22 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER


A cada vez que um amigo

Teima em repetir que não,

Eis que deve retornar,

Com uma nova feição.



Rejeitou ser bom amigo:

Berrou, protestou, deu urros.

Não teve grande fortuna:

Está no meio dos burros.



Não quis aceitar trabalho.;

Sempre ali a escamoteá-lo.

Voltou muito transformado:

Veio em forma de cavalo.



Envenenou toda a gente:

Mulher, filharada, sogra.

Do seu encarne chegou

Rastejante como cobra.



Ninguém tinha vez com ele,

Se quisesse melhorar.

É agora um papagaio:

Não pára mais de falar.



Respondia pelo avesso,

Iludindo os companheiros.

Perturba agora os insetos:

É aranha em seus telheiros.



Estava perto do fim,

Mas jamais abriu a mão.

Hoje, no cofre do banco,

É microscópico anão.



Sinto muito, caro amigo,

Não ter ido até o fim.

Terei ainda outras chances.;

Queira esperar, pois, por mim.



— “Estou sempre às suas ordens” —,

Diz o médium, pressuroso,

Com medo de que fujamos,

Refestelado de gozo.



Não queremos complicar

Por demais nossa quadrinha:

Iria faltar-nos ar,

Se perdêssemos a linha.



O bom colega Antonelo

Sentiu-se mui furibundo,

Quando criou a certeza

De que voltaria ao mundo.



Pensava ter isenção,

Por haver muito sofrido.;

Esqueceu-se de reaver

O bem que estava perdido.



Quando era ainda jovem,

Perpetrou tremendo crime.;

Foi preso e trancafiado,

Mas a prisão não redime.



É preciso estremecer

No íntimo da consciência,

Para bem compreender

O valor da obediência.



São sagrados os ensinos

Emanados de Jesus.;

Para não voltar ao mundo,

Tem de estar cheio de luz.



Queremos deixar recado

Direto para o escrevente:

Quando se sentir cansado,

Rogue auxílio, em prece ardente.



Se quiser contar as quadras,

Aperte agora o botão.;

Mas acredite, amiguinho,

Estamos de pé no chão.



Se o dia lhe pareceu

Por demais aproveitável,

Aguarde por mais quadrinhas:

Está será descartável.



Querido amigo escrevente,

Não se aflija por tão pouco:

Acredite nesta gente,

Apesar do grito rouco.



Não queríamos trazer

Tão grave complicação:

Assim voltamos a ter

Somente rimas em -ão.



Já preenchemos a quota

Determinada p’ro dia.;

Acertemos nossa rota:

É hora da romaria.



São inúmeros os seres

Que volitam entre nós,

Todos querendo fazer

Bem ouvida sua voz.



Por isso é que muitas vezes,

Logo após a despedida,

Ainda se vê o escrevente

Envolvido com zumbida.



Não complete, caro amigo,

Nesta hora a quadra acima.;

Remeta para mais tarde

O encontro daquela rima.



Sem que tivesse sentido,

Avançamos tarde adentro.;

Precisamos ir embora:

Hoje à noite, temos centro.



É hora de agradecer

Respeitoso esta emoção

De boa acolhida amiga:

Fique com Deus, caro irmão!



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