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Artigos-->Passagem -- 18/11/2018 - 10:45 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Passagem


Era cara e portanto me contive e continuei a poupar para um futuro em que houvesse condições propícias. Saia pelas ruas a catar restos jogados pela sociedade e que já não serviam mais, assim como eu mesma. Durante décadas, acreditou numa função familiar e social, mas foi se adequando ao que lhe era permitido, desde que fosse sempre indo. Ação, devia ser sua missão ordinária e principal, contanto que não postergasse nenhuma ação. Então, seguia a catar, procurar, vestir, calçar, trabalhar, estudar, ajudar, cuidar… todas as formas infinitivas da ação lhe eram privativas. No entanto, sua privacidade não. Devia todas as prestações desde acusações à inquisições. No entanto sempre ia até o destinatário final, a cova permanente.
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