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Poesias-->17. ACALMANDO O MÉDIUM -- 11/10/2003 - 07:26 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER


Erramos de profissão

Por pensar em ser poetas:

Não era de coração

Que arremessamos as setas.



Quando chegar nossa vez

De sentir a voz do povo,

Iremos rogar aos mestres

P ra cá nos mandar de novo.



O roteiro deste dia

Vai ficar comprometido,

Se não for com alegria

Este grupo recebido.



Faça a força dum sorriso,

Mostre p ra nós esses dentes.;

Não é por se ter juízo

Que ficamos descontentes.



Passa o tempo, chega a hora,

Diga estar sempre presente.;

Mais tarde iremos embora:

Esta escrita é permanente.



Fique atento, meu amigo,

Ao suplício desta hora,

Não irá brigar comigo

Simplesmente indo embora.



Façamos as nossas pazes,

Vamos dar o dedo médio,

Pois somos muito capazes

De agir por seu intermédio.



Sinto, por força do ofício,

A sua preocupação,

Desde que se deu início

À difícil transmissão.



Mas a vida é isso mesmo.;

Sabemos tudo de cor:

Às vezes, damos a esmo

O que temos de melhor.



Surpreendemos este amigo

Com quadras de bom estilo:

O formato é bem antigo,

Mas é novo o nosso “grilo”.



Sentimo-nos bem exaustos,

Neste momento do dia,

Mas suguemos, em bons haustos,

A brisa da melodia.



São diversas as maneiras

De levar o nosso ponto:

As quadras ficam inteiras,

O verso já chega pronto.



Vamos vencer a repulsa

De estar aqui a escrever.

— A poesia está insulsa? —

Pois melhorar é dever.



Sabemos ser bem difícil

Deixar algo publicável.;

Mas, se sustarmos o treino,

Nada será sustentável.



Eis que as rimas se complicam,

Tornando quase impossível,

Aos que aos versos se dedicam,

Proclamar ser isto incrível.



Ditamos nossa poesia

Duma forma bem veloz.;

Era o que tanto queria

Quem muito rogou por nós.



Acalmou-se o coração

Do nosso “intermediador”:

Muito vibrou de emoção,

Ao perceber nosso amor.



Mas a hora sempre passa:

Precisamos ir embora.

Vamos receber a graça

Da bênção do Pai, agora.



Sentimos que o médium tem

Bastante medo de errar,

Mas saiba que nós também

Só queremos agradar.



Retire o time de campo:

É hora de ir embora.

Da panela, tenho o tampo,

Eis uma rima que chora.



Deixemos de brincadeira,

Abracemos este amigo.

Nesta prece derradeira,

Façamos o nosso abrigo.



Ó Senhor, muito obrigado,

Por estarmos tão felizes,

E por ter-nos perdoado

Nossas rimas e deslizes.



Ao amigo Wladimir

Nossa palavra final:

Empenhe-se em prosseguir

Combatendo todo o mal.



Muito obrigado, irmãozinho,

Digamos: — “Até amanhã!” —.;

Quem sabe mais um versinho

Tenha sabor de maçã?!



Não é este o paraíso

Em que a nossa cara irmã,

Em lugar de ter juízo,

Preferiu uma romã...



Não prossiga neste ritmo,

Não persiga a melodia.;

Chegou a hora de ir:

Já não há mais harmonia.



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