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Contos-->DE UM VELHO DIÁRIO -- 07/09/2000 - 11:26 (Nelson de Medeiros Teixeira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Tarde dolente, cor de cinza, com chuvinha fina, pegadeira, suscitando mágoas que se juntaram através do tempo. Pela janela do carro já nem percebo postes e pessoas que passam em disparada. Quero fugir da realidade, desprender da alma o fardo de responsabilidade que a vida me confiou e sob o qual sucumbo a cada instante...
Ganho a estrada, busco o campo. A medida que avanço, inexplicável torpor me invade a mente... Paro de pensar e toda a minha vida desfila ante meus olhos. Fenômeno desconhecido que, longe de inspirar medo, inunda-me de tranqüilidade. Minha infância, meus folguedos, minha juventude, meus amores platônicos. Meus vícios, meus erros, meus defeitos, minhas poucas virtudes...
Teleportam-me a outra paisagem... a chuva cessara dando lugar à claridade do sol que entremeava seus raios dourados sobre a mata molhada. Sobre a encosta de pequena colina, arvoredo florido balouçando ao sabor da brisa da tarde emprestava aspecto deslumbrante à clareira acolhedora, verdadeiro Oásis de prodigioso bem estar, fazendo-me recordar, de imediato, os famosos bosques de Viena sobre os quais tanto aprendera em minha juventude.
Sensação de paz íntima e de respeito ao desconhecido aninharam-se em meu peito, dando-me a impressão de que penetrara mundo diferente... A Shangrilá dos meus sonhos, talvez...
Foi num átimo de segundo, se tanto... Só então compreendi que Deus é a causa misteriosa de tudo quanto existe e que eu não entendo. Manancial de todas as formas de vida é o Supremo consolo do infortúnio e a esperança de riqueza do pobre. Essência do próprio direito é a fonte de justiça do oprimido. Símbolo eterno da paz é o rumo de todas as criaturas na busca da Luz que dissipa todas as dúvidas...

Nelson de Medeiros Teixeira

















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