Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
120 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56470 )
Cartas ( 21122)
Contos (12490)
Cordel (9844)
Crônicas (21810)
Discursos (3123)
Ensaios - (9983)
Erótico (13198)
Frases (41498)
Humor (17697)
Infantil (3604)
Infanto Juvenil (2328)
Letras de Música (5448)
Peça de Teatro (1312)
Poesias (136958)
Redação (2885)
Roteiro de Filme ou Novela (1048)
Teses / Monologos (2381)
Textos Jurídicos (1917)
Textos Religiosos/Sermões (4478)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->O que há dentro de nós -- 01/09/2003 - 17:03 ( Andre Luis Aquino) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Um cientista americano ávido por descobrir os segredos da alma humana (como se a ciência fosse capaz de mensurar o que não pode ser mensurável) iniciou uma pesquisa com recursos de uma famosa universidade americana e recrutou pessoas através de anúncios de jornais e cartazes espalhados por todo lugar.
A experiência consistia em algo simples porem não muito fácil de se provar, ele queria saber e entender as várias faces que existem dentro de nós, para isso entrevistou mais de 200 pessoas em busca do perfil certo para suas experiências, desses só 38 foram escolhidos (os outros dois seriam “informantes” infiltrados nos dois grupos) para o experimento que consistia em aprisionar e colocar numa cela estas pessoas de modo que a cada duas semanas 20 delas fossem carcereiros e 20 prisioneiros, estabelecendo assim um rodízio de condições e imposições.
As pessoas foram atraídas primeiramente pela possibilidade de participar de uma experiência inovadora e viver uma situação única em suas vidas e, além disso, tinham também o atrativo financeiro prometido para aqueles que se dispusessem a enfrentar o desafio até o fim.
O cientista selecionou somente aquelas pessoas que tinham um perfil liberal e desafiador, além dos que se saiam bem nos testes de inteligência e comportamento, foram escolhidas pessoas de todas faixas etárias, cor, credo e de ambos os sexos, uma população bem heterogenia e variada que poderia garantir o sucesso da experiência.
A observação seria feita através de câmeras escondidas e também de uma pessoa em cada grupo que se fazia passar por pesquisado, o cientista não interferiria de nenhuma forma e caso alguém quisesse desistir bastava dizer ”estou fora” e sair por uma porta.
O grupo que ficaria preso numa mesma cela não teria direito a nenhuma regalia, não poderiam ouvir música ou ler livros e nenhum tipo de recreação ou contato com o exterior, só poderiam comer, dormir e conviver com os outros presos, já o grupo de carcereiros tinham regalias de ouvir músicas, ler livros ou revistas e comer uma comida melhor.
E assim foi feito, cada preso recebeu um número bordado num uniforme que era como um camisolão daqueles que os pacientes usam em hospitais (não usariam roupa nenhuma por baixo), não deveriam mencionar seus nomes verdadeiros e ninguém se conhecia (medida tomada pelo cientista ao selecionar os participantes) e também não saberiam que eram vigiados por câmeras, embora soubessem que elas deveriam existir em algum lugar.
Após uma semana o cientista já tinha observado o surgimento de grupos distintos e de desavenças entre alguns membros e camaradagem que insurgiu entre os carcereiros.
Estes últimos pareciam se divertir com essa condição e começavam a hostilizar os presos com torturas psicológicas, as mulheres eram surpreendentemente desunidas, não formavam nenhum grupo e algumas delas se alinhavam com aqueles que julgavam ter mais poder e que exerciam a liderança em algum momento.
Quando a situação foi trocada na altura de duas semanas é que a experiência se justificou, o cientista observou que o grupo que estava preso e agora era carcereiro executou vinganças e torturas mais pesadas como que querendo descontar o que sofreram na pele e o resultado foi que todos os presos foram desistindo até que o cientista deu por encerrada a experiência.
Ele tirou a conclusão de que ao mesmo tempo em que uma pessoa pode ser liberal pode ser também torturadora, observou que embora os presos fossem tratados da mesma forma não reagiam da mesma maneira, criavam grupos por afinidades e interesses e que se tornavam facilmente pessoas subservientes e subjugadas diante do poder.
Os carcereiros sentiam prazer em judiar, mas não suportavam que fizessem o mesmo consigo.
Ao mesmo tempo em que uma pessoa pode amar loucamente também pode odiar perdidamente, a mesma mão que afaga pode espancar, temos tanto o bem quanto mal dentro de nós, o que acontece é que temos sempre mais marcante na nossa personalidade um dos dois lados, porém devemos ficar atentos porque dependendo da situação em que vivemos é que mostramos um desses lados.
Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui