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Contos-->As lágrimas secaram de tanto chorar -- 30/09/2003 - 16:35 ( Andre Luis Aquino) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Os antigos daquela terra contavam uma linda lenda encantada e que ia passando de pai para filho como uma história decorada, uma fábula gravada no coração de quem a ouvia e a contava.
Uma história de amor triste, porém definitiva e sensível que tocava cada coração quando era desvendada, eis a lenda:
Era uma vez um coração apaixonado que batia descompassado no peito de um homem, um coração cheio de marcas, cicatrizes e pesares, mas que mesmo assim não deixava de ser um belo coração.
Era uma vez um homem de nome e alma simples, que tinha uma sina de se apaixonar pelas pessoas erradas, mas que nem por isso deixava de amar ou se escondia atrás de uma dor.
Homem e coração um dia apaixonaram-se pela mesma mulher também simples, mas de sentimentos nobres e de coração igualmente apaixonado, desde o primeiro olhar sentiram as forças do destino queimarem suas peles.
Entorpecidos pela paixão esqueceram-se do mundo e se trancaram um na alma do outro, eles se pertenciam, se misturavam e se confundiam, construíram muros em torno de si mesmos e criaram uma barreira intransponível, viviam a maior paixão de suas vidas e um amor sem fim..
Conheceram-se num dia branco, um desses dias vazios, ele a bordo de um pequeno barco, ela caminhando pela areia fina da praia, parece que se reconheceram mesmo sem nunca terem se visto antes, ela se ligou nos olhos verdes dele, ele no balançar tranqüilo que ela tinha ao caminhar pela areia.
Todos os dias (e anos a fio) no final da tarde se encontravam numa pedra da praia que tinha uma cruz, ele morava numa ilha e vinha encontrá-la com seu pequeno barco ,ela o esperava religiosamente no continente, nesses encontros ao mesmo tempo em que ornavam a paisagem as ondas e as pedras eram as únicas testemunhas de suas carícias.
Nunca naquele lugar tinha se visto tamanho amor, ao caminharem de mãos dadas pelas ruas da cidade infestavam os outros casais com inveja, mesmo a olhos nus era possível ver que se completavam, que se traduziam, que se fundiam, pareciam fadados a amarem-se para sempre e sempre.
Foi então que numa tarde branca uma terrível tempestade se abateu sobre todo mar e ele não apareceu na hora marcada, ela o esperou até o céu escurecer, já cansada e com frio voltou para casa com o peito todo cheio de saudades e com um profundo vazio por dentro, estava aos pedaços por naquele dia não tê-lo ao menos um minuto em seus braços.
E na manhã seguinte o dia amanheceu, mas o cantar dos pássaros e o balançar das folhas já eram tristes, como se soubessem do acontecimento trágico que havia conhecido, a moça adormecida em seu leito ainda sonhava com o amor que habitava todo seu coração quando o mar trouxe de volta o corpo já sem vida de seu querido amado.
A tempestade havia pegado o rapaz apaixonado no meio do caminho para os braços de sua amada, ele lutou até o fim para chegar as pedras onde se encontravam sempre, mas o vento forte e implacável fustigou-lhe o corpo com força imbatível, as ondas engoliram seu pobre barco e o atirou as águas escuras onde sua vida se foi, não estava muito distante da terra firme e ele até chegou mesmo a ver ao longe por alguns segundos as pedras e a cruz com sua amada ao lado esperando-o, até seu ultimo suspiro pensou nela e morreu em paz.
Quando soube a moça perdeu o ar e todas suas forças, precisou de muita ajuda para se recompor, não podia acreditar que o amor de sua vida havia morrido pelas águas do mar e quando com seus próprios olhos ela pode olhar o corpo do amado já sem vida quase também morreu.
Depois disso a moça perdeu seu rumo e todos os dias voltava as pedras como se esperasse que ele um dia ainda voltasse, recusava a acreditar que ele tinha mesmo morrido, queria que tudo tivesse sido um pesadelo e que a qualquer momento acordaria e ele estaria de volta, enlouqueceu e tentou muitas vezes se jogar ao mar para nadar em busca de seu amado, mas sempre era salva pelas pessoas e pelos pescadores que cuidavam para que ela não morresse.
Até que um dia sentou-se nas pedras e de lá nunca mais saiu, todas as pessoas da cidade tentaram tirá-la mas ela agarrou-se lá para sempre e com o tempo a cidade e o mundo a esqueceram, sua sentença foi padecer naquelas mesmas pedras e ao lado da cruz a espera de alguém que nunca voltou, chorou durantes dias e noites a morte do seu amado até que um dia ela e suas lágrimas secaram de tanto chorar e Deus a levou para junto de seu amor.
Anos mais tarde, bem no meio das pedras e da cruz que foram um dia testemunhas daquele imenso sentimento, inexplicavelmente cresceu uma pequena árvore, como que marcando e simbolizando a dor e o destino do maior amor daquele pequeno lugar.

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