Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
35 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56739 )
Cartas ( 21160)
Contos (12583)
Cordel (10005)
Crônicas (22136)
Discursos (3131)
Ensaios - (8937)
Erótico (13379)
Frases (43216)
Humor (18340)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2600)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137961)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2387)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4729)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->CAMINHOS ESTONTEANTES DO AMOR -- 24/09/2004 - 04:17 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos






CAMINHOS ESTONTEANTES DE AMOR

Jan Muá

23 de setembro de 2004



Formam um par romântico

De mãos dadas

Um dia se descobriram

E se apaixonaram

Traçando secretos caminhos de amor



Ela era bela e jovem

Ele um cavalheiro experiente

Os dois intensamente enamorados

Criam um autêntico roteiro de filme

Onde as cores e as cenas rodaram

Aos olhos da cidade e do mundo

No mais vivo estilo de Hollywood



Alegres e cantantes

Movimentavam-se pelos restaurantes

E pelos lugares amenos do país

Em iates

E pousadas damontanha

Em lugares badalados da Riviera Francesa

E Montecarlo

Curtiram

Se amaram

Viveram

No roteiro do tempo e dos espaços

Gravando crônicas quotidianas do corpo e das sensações

No limite das idealizações românticas



Em momentos cresceram também as dúvidas

Como se o príncipe devesse ser astronauta

E a Princesa sutil irreal e intocada



O amor se cansou

Cresceram os silêncios

Vieram os intervalos

Rareou a Intensidade

Explodiram as ansiedades

Os ciúmes botaram unhas de fora

E para nada faltar

Veio a neurose de posse

Depois desta, a impressão de que os dois não são mais os mesmos

A sensação de rotina

A badalada idealização dos grandes momentos



Surpresos olharam um para o outro

E se estranharam

Duvidaram de que são os mesmos

Quase esgotados param



Deixam crescer entre eles

A sensação de que antes a relação era mais perfeita

Mas amam a vida

E são ameaçados pela mesmice

Pela monotonia



Voltam a se amar

A se encontrar

Param

Renascem

Pedem provas



Um vai para longe

Experimentam a carência

Os dois sentem a distância real

E é na distância real

Que se gera de novo a aproximação



Abrem-se de novo os caminhos

Uma gostosa aproximação

Lhes revela a força da diferença que os completa

Amadurecidos e senhores de uma experiência criativa

Aproveitam a nova estrada da descoberta

E correm louquinhos

Como Narcisos

À busca da própria imagem

Que tinham deixado à deriva

E esta os faz renascer para sempre

Na vida segura agora.





Jan Muá

23 de setembro de 2004

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 696 vezesFale com o autor