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Ensaios-->CIDADÃOS DO MUNDO - sobre valores humanos -- 21/10/2008 - 16:43 (rodrigo mendes delgado) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
CIDADÃOS DO MUNDO – UM TEMA PARA PALESTRAS SOBRE VALORES HUMANOS


Ao conhecer o Budismo de Nitiren Daishonin, seguidor verdadeiro de Sakyamuni (o Buda original), e da sociedade internacional para propagação de referido ensinamento, a Soka Gakkai Internacional (SGI), bem como para a divulgação e valorização do bem mais precioso da humanidade, ou seja, O PRÓPRIO SER HUMANO pude perceber a real necessidade de lutarmos incansavelmente pelo respeito incondicional ao ser humano.
Somos nós, seres humanos, quem transformamos a realidade que nos cerca, tornando o mundo uma expressão real e concreta de nossos verdadeiros desejos.
Há um ditamo grego que diz: “é inútil perdirmos aos deuses o que podemos conquistar por nós mesmos”. Durante muitos anos o homem viu-se perdido em meio a crenças mirabolantes, mitológicas e fantasmagóricas, acreditando, pela simples observação dos fenômenos da natureza, que seu papel no mundo era o de um mero expectador dos acontecimentos, sendo apenas uma marionete dos talentes do destino.
Diante disso, quedou-se inerte diante dos infortúnios, adaptando-se pacificamente aos acontecimentos e deixando de lado o verdadeiro poder que há dentro de seu espírito.
Mas, em contato com pessoas verdadeiramente conscientes de seu papel no mundo, pude perceber que, se há acontecimentos que o homem não pode vencer pela força física, não há obstáculos que ele não possa vencer por meio de seu intelecto, perseverança e dedicação. O fenômenos naturais existem precisamente para nos mostrar que não somos um amontoado de força descontrolada, como o são os cataclismos naturais, mas que somos, acima disso, um potencial intelectivo sem fronteiras.
O homem ainda não foi e, certamente, nem será, capaz de impedir um terremoto, mas já tem condições de prever sua ocorrência e localização, minimizando assim seus efeitos e salvando milhares de vidas. Será que isso não é uma forma de vencer o suposto infortúnio, mostrando que o intelecto é insuperavelmente mais poderoso do que a força bruta? Deveríamos ter a capacidade de contabilizar mais as vitórias do que as derrotas. E deveríamos, ainda, ter a capacidade de contabilizar corretamente o valor da derrota em nossas vidas, porque, no final das contas, tudo é um questão de otimismo para percebermos que todos os acontecimentos nada mais são do que uma grande oportunidade que temos para sermos verdadeiramente fantásticos e, expressar, de forma verdadeira, a grandiosidade de nosso potencial.
Quando obtemos vitória, devemos considerar referido acontecimento como sendo expressão de que o caminho que estamos trilhando está correto e, devemos, portanto, manter nosso itinerário de idéias. Se, ao contrário, somos surpreendidos pela derrota, então temos a chance de aprendermos com o erro, analisarmos em que ponto os erros estão ocorrendo e, diante desta constatação, mudar os rumos de nossos comportamentos para outros horizontes. A vida é um constante e diuturno aprendizado.
Os bens que conquistamos são apenas ferramentas que devemos utillizar para a consecução de nossas missões sobre a face da Terra. Nunca esquecendo-se de que, “a quem mais for dado, mais será cobrado”. Quanto mais temos, mais devemos agradcecer e, por outro lado, mais dispostos ao desafio da transformação devemos estar.
Não devemos temer nada, porque o medo é apenas uma barreira que tentam impor aos nossos sonhos e desejos. Não podemos permitir que o medo de perder, nos impeça de jogar, porque a maior aventura está justamente no transcorrer do jogo. Vencer ou perder é apenas um resultado inevitável que, fatalmente, se fará presente. O verdadeiro aprendizado não está na chegada, mas sim em se percorrer o caminho. É o caminho que nos mostrará as verdadeiras lições e nos apresentará os verdadeiros presentes da vida. Todo caminho, inexoravelmente, tem um início e um fim. Aliás, se visualizamos o caminho como uma reta e conceituarmos referido caminho dentro de um conceito matemático, teremos que caminho (ou reta) é a distância mais curta entre dois pontos. Logo, se temos dois pontos, teremos, inevitavelmente, um início e um fim. Assim, quem inicia o percurso de um caminho, um dia chegará ao seu término. A questão é: como o peregrino chegará do outro lado?
Nem sempre percorrer um caminho trará sabedoria ao viajante, porque não é apenas o caminho que tem algo a ensinar, mas fundamentalmente, é o viajante quem deve ter verdadeira percepção para observar as nuanças do percurso. Quando não estamos dispostos a ouvir a verdade, ninguém no mundo nos poderá dizê-la. Assim também ocorre com a sabedoria. Se não estivermos dispostos a aprender, ninguém poderá nos ensinar, ainda que o professor seja um mestre zeloso e dedicado.
Estas são ponderações que, inegavelmente, devem se fazer presentes na vida das pessoas. Há mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia, como muito bem ponderou Willian Shakespeare.
O problema da humanidade, atualmente, tange à questão do comprometimento com o maior desafio que se coloca, no presente momento, diante de cada um de nós: A COEXISTÊNCIA PACÍFICA ENTRE OS POVOS. Não devemos nos considerar cidadãos apenas deste ou daquele país, mas, fundamentalmente, como cidadãos do mundo. Agentes transformadores da realidade que nos cerca e da realidade que cerca nossos semelhantes. Essa tem sido a tarefa constante de pessoas realmente preocupadas com o bem-estar da sociedade humana.
Pessoas verdadeiramente grandiosas e iluminadas, dedicam suas existências ao bem-estar coletivo, ao sucesso e alegria de seus semelhantes, pois sabem que, simbioticamente, um organismo apenas pode viver de forma saudável, quando todos os seus componentes estão bem, auxiliando-se mutuamente. Um ser humano infeliz, menosprezado e traumatizado pelos mais diversos infortúnios da vida, funciona como uma bomba-relógio, prestes a denotar a si e ao entorno social ao qual pertence.
E são estas pessoas-bomba, estressadas pela corrida insana em busca do “nada” e constantemente desvalorizadas e humilhadas pelo peso do desrespeito que se transforma em mola propulsora do caos. É a humilhação e o desrespeito que fazem com que a pessoa se mantenha nos estágios inferiores de evolução. A busca pelo sucesso e pela auto-realização, jamais deveriam deixar de passar pelo crivo da ética, do amor pelo próximo e da valorização do potencial humano.
Transmitimos às pessoas aquilo que acalentamos em nossas almas. Se estivermos em estágios como o de animalidade, fome, inferno e ira, por exemplo, são justamente estes estados que iremos transmitir aos nossos semelhantes quando estivermos em contato com os mesmos, nos inter e intra-relacionandos.
Devemos ser agressivos e convictos de nossos posicionamentos, mas, sem jamais perder a ternura e a compaixão pelo nosso semelhante. Pessoas que praticam o mal, em realidade, são apenas pessoas doentes que não estão conseguindo administrar com sabedoria e temperança o seu Jikai, ou seja, seus estados de vida, classificados pelo Budismo Nitiren em Dez Estados da Vida, ou Dez Mundos .
Ninguém está predestinado a viver eternamente, em uma mesma existência, num determinado estado de vida, mas tem a capacidade de transformar-se de tal forma a galgar, pelo merecimento e, acima de tudo, pelo esforço, os Mundos mais evoluídos.
É isso, por exemplo, que devemos fazer em nossos relacionamentos profissionais. Devemos competir, pois a competição traz a necessidade do constante aperfeiçoamento, mas, primando ao máximo pelo respeito ao nosso semelhante. Quando vencermos, que aceitemos a vitória com humildade e simplicidade, para que o gérmen da arrogância e da prepotência não se instalem em nossos corações. Quando, ao revés, formos colhidos pela derrota, que saibamos, racionalmente, e com simplicidade, aplaudir a vitória de nosso concorrente, parabenizando-o pelo esforço e que tenhamos a humildade de aprendermos com os acertos alheios.
Quando me convenço de que todas as pessoas são iguais, independentemente de língua, etnia, costumes e nacionalidade, aprendo que todos merecem o mesmo tratamento e o mesmo respeito. Me convenço de que minhas atitudes não podem prejudicar a vida de quem quer que seja, pois o resultado da ação, mais cedo ou mais tarde, retornará para sua fonte, ou seja, eu.
Cada movimento nada mais é do que a movimentação de energia. E como reza o princípio físico da indestrutibilidade da energia: “a energia não pode ser criada, nem destruída, mas apenas transformada de uma modalidade em outra”. E, complementando referida lei, temos a Terceira Lei da dinâmica, ou Terceira Lei de Newton que diz que “para toda ação há uma reação, de mesma intensidade, mas, em sentidos contrários”. Portanto, por meio da conjugação destes dois postulados de Física teórica, temos que, se a energia não pode ser criada, nem destruída, a energia que produzo com minhas ações permanece existindo, afinal, não criei e nem destruí uma força, mas apenas a transformei de uma modalidade em outra. Se estou parado e ajo, transformo energia potencial (aparentemente paralizada), em energica cinética, ou seja, energia de movimento, logo, o que houve foi apenas uma transformação.
A energia mantém sua natureza até que uma outra força a transforme, novamente, de uma modalidade em outra. Diante disso, a energia que transmito continuará mantendo sua natureza original. Se for energia boa (provinda dos Mundos (Jikai) Elevados – Alegria, Erudição, Absorção, Bodhisattva e Buda), ela permanecerá boa. Se, ao contrário, minhas manifestações energéticas provierem de Mundos Inferiores (Inferno, Fome, Animalidade, Ira e Tranqüilidade), ela permanecerá desta forma.
Conjugando referida tese (princípio da conservação da energia) com a Terceira Lei da dinâmica (ou Terceira Lei de Newton), ou seja, de que “para cada ação há uma reação, de mesma intensidade, mas em sentidos contrários”, temos que, ao agir crio uma ação, que terá uma reação, da mesma intensidade, mas, em sentido contrário ao daquele anteriormente traçado (ou seja, a energia resultante da reação, volta ao ponto de origem). No caso das ações humanas, o sentido contrário sempre será a pessoa que provoca a transformação de seu mundo exterior, pois, neste caso, a pessoa é a fonte (ou origem). Assim, se jogo uma bola na parede, ela retornará para a origem, porque o ato de retornar é a reação à ação de lançar a bola.
Mas, a reação mecânica do ato não provoca transformação na energia. Tanto que, se jogarmos uma bola azul na parede, ele retornará azul, se for amarela, ela retornará amarela, se for jogada com força, retornará com força, e se for jogada com pouca intensidade, nesta qualidade ela retornará ao ponto de origem.
Estas bases teóricas, mas que se confirmam na prática, são a prova cabal da necessidade de transformação do ser humano. A não ser, evidentemente, que seja uma opção a manutenção do estado de vida em que a pessoa se encontra. Isto está dentro do poder de liberdade e de auto-determinação de cada um.
Portanto, devemos atentar, constantemente, para a lei de ação e reação. Devemos trazer, em nossos diálogos com as pessoas, os exemplos práticos que servirão de estímulo para mudança. E é justamente por essa razão que, antes de exigirmos que os outros se transformem, devemos, nós mesmos, começarmos a nos transformar para que, somente assim, tenhamos condições de servir de exemplo. Antes de exigirmos o exemplo, devemos nós mesmos sermos o exemplo que desejamos que os outros sigam. “Seja você a mundança que você quer ver no mundo” (Mahatma Gandhi). Quando transformamos a nós mesmos, transformamos o mundo à nossa volta.
Assim, devemos mostrar às pessoas o quanto elas são preciosas, valiosas e importantes para a transformação de si mesmas e do mundo que as rodeia.
No mundo moderno, a necessidade do diálogo constante é o ponto-chave para a sobrevivência da própria humanidade.

RODRIGO MENDES DELGADO
ADVOGADO E ESCRITOR

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