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Artigos-->O PODER DAS PALAVRAS -- 12/11/2000 - 22:54 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Ditados populares nos ensinam que: ”a palavra é de prata e o silêncio é de ouro” alertando para o risco de se falar sem refletir. Outro nos diz que ”em boca fechada não entra mosca” sobre o risco e a responsabilidade do falar.



Ao denominarmos as coisas, no mundo, criamos representações mentais de todas elas. Nos distanciamos da realidade objetiva criando nosso mundo mental. Uma mesma palavra pode ter diferentes significados para diferentes indivíduos, pelos diversos conteúdos pessoais a ela associados. A palavra casa deve evocar imagens diferentes para um arquiteto, um índio, ou um “sem teto”. Lembremos do mito bíblico da Torre de Babel e da confusão que diferentes compressões podem provocar.



A escrita evoluiu dos ideogramas como do Egito antigo ou do Japão atual para nosso atual alfabeto. O pensamento analógico exigido pela escrita por ideogramas mudou, ao mesmo tempo, para nosso pensamento mais lógico. Hoje fazemos o caminho de retorno ao valorizarmos um pensar mais integrado e analógico com livros, cursos e seminários na linha de “Inteligência emocional”.



As palavras vão sendo usadas e vai-se perdendo seu significado original. Companheiro vem do latim “cum panis” significando os que compartilham o pão. Simbólico representa aquilo que une a uma compreensão arquetípica. Diabólico é o oposto pois é o que separa do sentido arquetípico. O sexo seria simbólico quando unido ao amor e diabólico no estupro. O fogo tinha primitivamente um sentido de lar, pois para a fogueira da caverna voltava o homem pré-histórico. O mito de Prometeu furtando dos deuses do Olimpo o fogo, para ofertar ao homem, mostra a importância do fogo para a civilização. Na Grécia antiga para uma nova colônia que se fundava seguia uma tocha do fogo da cidade fundadora, Nas nossas casas do interior de Minas reúne-se na cozinha em volta do fogão de lenha.



Diz-se que os vitrais das nossas catedrais recordam os raios de sol, que se infiltravam pelas copas das árvores, nos cultos primitivos sob as florestas.



Algumas expressões surgiam por deformação no entendimento. Os imigrantes italianos falavam “esculpido em (mármore) carrara” e foram entendidos “cuspido e escarrado” no sentido de um filho por exemplo se parecer com o pai. Os imigrantes portugueses falavam “quem canta mal os fados espanta” e foram entendidos “quem canta seus males espanta”.



Uma crônica recente do Stephen Kanitz diz que dos 36 livros que o casal leu sobre educar os filhos o que mais aproveitaram foi “A auto estima de seu filho“ de Dorothy Briggs que alertava sobre palavras duras destruindo a auto imagem dos filhos. Ele brinca dizendo que Jean Jacques Russeau errou ao dizer que “o homem nasce bom mas a sociedade o corrompe” na verdade os próprios pais se encarregam de fazer o estrago. Quantas vezes brigamos irados e despejamos uma série de catastróficas críticas que tanto rebaixam a auto estima dos filhos que tanto amamos. Como seria importante corrigir sim, mas com palavras melhor escolhidas.



Dos mitos ligados a comunicação o de Hermes responsável pela comunicação entre o Olimpo e a terra, mas que tanto comunicava como enganava, trapaceava. Assim são as palavras que podem funcionar como símbolos de união e compreensão entre os homens ou de forma diabólica confundindo, separando menosprezando as pessoas. Cabe refletir melhor sobre o que se fala.



A palavra é mesmo de prata mas o silêncio é de ouro.

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