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Artigos-->O CAMINHO DA LUZ -- 17/11/2000 - 22:08 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O homem é arquetípico. Toda a vida é arquetípica, a começar pelo homem. Microcosmo, às vezes macrocosmo. Unindo o céu a terra, ele recapitula toda a criação, que é chamado a nomear. O homem contem os 3 reinos. Ele é criado à imagem de Deus.

A Tradição, e as tradições que a manifestam, liga-nos ao “Arqui”, ao princípio a aos princípios. Ao ser e a sua manifestação. “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”, diz esta tradição.



Fundamentalmente há 2 conhecimentos o do cérebro (racional) e o do coração (emocional, espiritual).

Platão dizia que tudo deriva do mundo das idéias. Simbolicamente podemos dizer que existe um mundo, da unidade arquetípica não manifestada ( mundo espiritual, mundo de Deus), e um mundo da multiplicidade manifestada, nos seus diferentes níveis de realidade.



Toda iniciação é uma introdução ao caminho que liga o mundo manifestado ao mundo de seus arquétipos. Ela é feita em silêncio.

O mito é a história que explica a vida dos arquétipos.



O símbolo ( Syn-bolein: lançar junto, união) une o mundo arquetípico ao mundo manifesto. O Dia-bolein (lançar através, separar) separa os dois mundos e deixa vagando os arquétipos, privados de sua exata referência e significância, lançando nas trevas ao homem.



Não existe um único povo no mundo que não possua, seus mitos e lendas, seus ritos e símbolos. Jung dizia “O ocidente perdeu os seus mitos”. Só importa ao mundo ocidental a religião da “ciência”. E na visão, unilateral e racional de Descartes. Considerado como sendo o único referencial exato e seguro. Eliminamos a linguagem do mito da essência de nossas vidas.

Jung lançou seu grito de alerta, procurando mostrar, que devolver ao conto, à lenda, ao mito, ao ritual seu lugar em nossa vida, deixando que eles nos informem da simbologia arquetípica é o caminho ao espiritual ao sagrado.



Privados desta relação tudo no mundo manifesto é ilusão, Maya para os hindus.



Os símbolos são os elementos de nosso mundo sensível, cada um deles é significante e é imagem “ao mesmo tempo” de seu correspondente arquetípico, “em cima”, o significado.

Ao mesmo tempo corresponde a “Lei da Sincronicidade” de Jung. O acaso representa uma realidade desconhecida, aos olhos do homem comum. A realidade de “Leis Ontológicas” (que regem a criação e a natureza e escapam ao nosso campo de consciência ordinário) Que ligam o mundo dos arquétipos ao mundo manifesto.



O estado paradisíaco do homem no Éden, não passa de uma etapa matricial. É aí que Adão acaba a sua formação. Ele é um germe que amadurece, em direção ao fruto que deve tornar-se.



O homem não pode provar do fruto da árvore do conhecimento, ele deve fazer este caminho de crescimento interno, e tornar-se este fruto.

A palavra hebraica que designa a árvore do conhecimento do bem e do mal é a mesma que designa o bem e a luz.



A criação ocorreu na tensão entre a luz e a ainda não luz. A perfeição (divina) e o não-acabamento (Humano), o acabado e o não acabado, a harmonia e a confusão (o caos).



O homem, inserido existencialmente no mundo animal, revestido de sua pele, privado da consciência de seu polo Luz, apenas existe (ex-est, está fora de seu verdadeiro ser de Luz) e caminha, inexoravelmente, para a morte. Somente desperto para a consciência, caminhando rumo a conquista de trocar a “túnica de pele”, pela “túnica de Luz”, ele que na verdade é Luz, entra em seu ser verdadeiro de Luz e caminha para a vida.



Ao provar prematuramente do fruto proibido da árvore do conhecimento, Adão, o homem, sem ter feito o processo pessoal de crescimento e amadurecimento necessário, sentiu-se uno com Deus. Na sua soberba sentiu-se Deus.

A saída do Éden e a colocação das “túnicas de pele”, são medidas de proteção, não de castigo. Para que o homem esqueça esta ilusão, que o torna estéril. Deus nada precisa manifestar. E retome o caminho de seu próprio crescimento. Até que por seu próprio mérito possa conquistar o estar uno, com Deus.























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