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Artigos-->Site sem linguagem definida -- 14/03/2003 - 15:03 (José Alves Filho) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
“Site sem linguagem definida”



artigo



confussão



Foi assim com jornais e revistas. Primeiro vieram os textos, o formato

pouco atraente. Só recentemente as fotografias ganharam o espaço merecido. Hoje, são páginas inteiras dedicadas às fotos. Há cerca de cinco anos, a Internet comercial surgia no Brasil, ainda pouco definida, seguindo os mesmos passos do meio impresso: bastante texto, diagramação confusa e quase nada de fotos.

Graças à evolução da mídia, atualmente bem mais rápida, sites e provedores levaram menos tempo para descobrir que uma boa foto pode incrementar e agregar informação ao conteúdo, seja ele qual for, tornando o site muito mais atraente. “Este é um mercado novíssimo, que está gerando demanda por fotos”, afirmo José Alves,

que costumo fazer trabalhos para a Internet. Estou certo que depois do bom de surgimento de sites no início deste ano, o mercado ainda está se acomodando, mas não se contesta a necessidade por imagens. “Qualquer página de comércio eletrônico precisa de um catálogo online, com fotos de seus produtos”, exemplifico. Isso sem falar nos portais de notícias e nas revistas eletrônicas, que não chamariam a atenção se só tivessem texto.



Sem Linguagem Definida

Mas o que é preciso para ter suas fotos publicadas na rede mundial? Em primeiro lugar, não espere um bê-a-bá. Em um mercado em que a novidade é a única certeza, os profissionais são unânimes em afirmar que todo mundo está aprendendo na prática. O caminho tem sido repetir em fotos publicadas na Internet os mesmos princípios e linguagem dos outros meios, tanto em publicidade quanto em jornalismo.

“Se esse é o rumo correto, só o tempo vai dizer”, eu, aposta em algumas diferenças nas fotos para a Internet, como as imagens são geralmente pequenas, elas têm de ser ‘limpas’, sem muitos elementos e de fácil leitura. “A diferença é pouca. A linguagem jornalística é basicamente a mesma”,

Mas esses conceitos só valem quando o site opta por um free

lance - já que a grande maioria dos provedores não conta com fotógrafos contratados. “Muitos ainda recorrem a tapas buracos, como imagens capturadas de televisão, ou a discutível função do webreporter. Junto com o seu bloco de anotações, ele leva uma câmara digital no pescoço para a entrevista”, isto é errado.

São um dos poucos sites a ter esta função, acho que os provedores ainda estão “acordando” para a necessidade de fotógrafos na redação. “O processo ainda é lento. Acredito que, daqui a uns dois anos, devem ser formadas equipes de fotografia nos sites”, arrisco.



Analógico ou Digital?

Quando se fala em Internet, o principal fator que conta na decisão entre um equipamento analógico ou digital é o tempo que o fotógrafo tem desde o clique até a imagem estar no ar. “Com um equipamento analógico, pode-se levar dois dias para que o material seja revelado, editado, escaneado e publicado”, confirmo. Eu lembro que esse ainda é um recurso utilizado para ensaios de moda, nu ou trabalhos mais elaborados. Já em sites de notícia, em que a agilidade é a alma do negócio, o digital é imprescindível. “Às vezes, o fotógrafo vai cobrir uma coletiva e precisa ter fotos no ar antes que ela termine”, Algumas agências, no Rio de Janeiro, cita o exemplo das partidas de futebol. “Nos primeiros quinze minutos de jogo, já tem fotos na rede”,.

Como na Internet a resolução é baixa, em média de 72 a 75 dpis, o equipamento digital se sai bem no quesito qualidade, de acordo com a maioria dos profissionais da área. Há ainda um outro ganho. “Como tudo é muito rápido, o digital dá mais segurança, porque é possível ver se a foto ficou boa ou não no momento do clique”, afirmo.

O preço dos equipamentos, entre três e 20 mil reais, é que não ajuda muito. Além disso, o profissional precisa de um laptop e um celular para o envio do material. Nas contas dele, pagando 7 mil (dólares ou reais) por uma câmera (sem lentes), 3 mil por um laptop e um mil por um celular, 1 mil reais, o investimento total seria de 15 mil. Eu garanto que há necessidade de fazer todo esse investimento. O mercado oferece trabalho suficiente para absorver o custo do equipamento. Em contrapartida, eu apostam que, mais cedo ou mais tarde, o equipamento digital fará parte do arsenal dos fotógrafos. Não só para a Internet.

A boa notícia é que os equipamento digitais ainda é perfeitamente útil. Neste caso, o negócio é fazer contatos com os editores dos sites e começar a fotografar.



Quanto paga

Ainda não existe consenso quando se trata de pagamento para as fotos da Internet. “No início, havia a expectativa de ser a rede a galinha dos ovos de ouro, o que não se confirmou”, o valor do trabalho costuma ser definido como no meio impresso. No caso de fotos de publicidade, que a negociação também segue os mesmos passos, com um leve acréscimo por uma questão de exposição. “Quando faço uma foto para um outdoor, por exemplo, sei onde e por quanto tempo essa imagem será veiculada. Na Internet, não há controle. O trabalho chega ao Casaquistão”, comparo.

Vou elaborá uma tabela de sugestão de preço para o meio Internet, disponível no site da Associação Repórteres Fotográficos e

Fotógrafos de Publicidade,

ARFOC-PI (www.arfoc-pi.org.br). Tendo como base o mercado norte-americano e Brasileiro, o profissional propõe percentuais que podem ser acrescidos ao custo do trabalho, dependendo do tamanho da foto a ser publicada: banner, meia página, página inteira.



Onde procurar:

Como é um mercado recente para a fotografia, os sites que contratam free lance ainda são raros. A demanda deles por fotos também é pequena. Por isso, o melhor caminho para o fotógrafo que quer se enveredar pela rede é ter os seus trabalhos em bancos de imagens que operam como prestadores de serviços fotográficos para a Internet. Confira os sites que atuam dessa forma:







abraço,







Teresina,14 de março de 2003.





José Alves Filho

Editor de fotografia do jornal Meio Norte

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