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Artigos-->POEMAS DA ALMA -- 24/05/2003 - 15:24 (Pedro de Souza Silva) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
LIBERTAÇÃO

Preso estava em minha social prisão,

De uma sociedade de idéias vazias.

Corro para um ponto desta virtual cela,

E vejo por entre uma fresta da pesada porta,

Um outro mundo, uma outra paisagem,

Que escondida estava dos meus tristes olhos.

Ao vê-la, a mente superou-me o físico,

E, com uma força que jamais pensei,

Tê-la em meu cansado corpo,

Fundo suspirei.

Reagi, despertei para lutar,

Criando um abstrato mundo de realismo,

Tal que de súbito me encheria a mente,

De esperança e força para prosseguir,

Numa luta mental e poderosa,

Rasgando o véu que me cegava

Libertou-me da cela em que eu vivia

Preso pela ignomínia da humana espécie

Que em busca do poder e glória,

Gera o pranto e o temor alheios.

Libertando-me da funesta cela,

Vi um novo sol brilhar em minha vida,

E um novo Universo aparecer,

Onde em harmonia, tantos conviviam

Numa nova Terra, com novo amanhecer.

A mim importa !

Não me importa tanto,

Ter muitos pecados,

Defeitos herdados,

E cometer deslizes;

Mas me importa muito,

O que no coração sinto;

Me importa, sensível ser,

Ao desamor e à miséria,

Me importa, o olhar triste,

Do cão jogado à rua,

Ou, o olhar sem brilho,

Do irmão faminto,

Na sarjeta imunda,

Ali maltratado,

Desesperançado;

Pois talvez,

Não lhe tenham dado

A oportunidade,

Do trabalho digno.

Me importa, sentir a tristeza,

Sentir a dor,

Pelo sofrer de inocentes,

Envolvidos pela briga alheia;

Me importa,

Sentir o coração pesado,

Machucado,

Por ver florestas destruídas:

Pela mão humana,

Pela moto-serra,

Pelo criminoso fogo.

Causam-me indignação

Os poderosos da Terra,

Que prometem aos pobres,

A sua redenção,

Já com a intenção,

Da dita promessa,

De não ser cumprida.

A dor,

Sinto-a em meu coração

Por tudo isso;

Mas não me importa,

Se minha breve vida,

Mais breve ainda for,

Por esta dor,

Causada por tais sofrimentos,

Que meu coração,

Em cheio abarca.

Quero chorar,

Chorar do fundo d’alma,

Pelo sofrimento, de vidas distantes,

Que se martirizam

Numa guerra suja;

Mas na verdade

Toda ela é suja,

Pois são produzidas,

Só por mentes sujas.

Deixe que meu coração sofra,

E não seja indiferente,

Diante a dor,

Do irmão mais próximo,

Meu sangue direto;

Mas também pelo irmão distante,

Do outro lado do mundo,

Pois que esta distância

Nunca fará deste

Menos meu irmão.

Quero no entanto alegrar-me,

Com a felicidade alheia,

Pelo sucesso alheio,

Por causas nobres;

E jamais,

Sentir indiferença,

Pela vitória, do meu semelhante,

Desde que esta, merecida seja.

Quero ser útil,

Quero ajudar, aos outros,

Naquilo em que possa;

Sem estardalhaço,

Sem declarações.

Fá-lo-ei,

No silêncio da minha solidão,

Sem pedir recompensa,

Pois se já a tenho,

Pela oportunidade,

Que me deram em servi-los.

Quero,

Que a amizade seja pura,

Sincera e transparente,

Pois são energias,

Que em nós se somam.

Desejo por fim, que estas palavras,

Em atos, corporificadas sejam,

Para que a vida, que me foi doada

Sublime oportunidade,

Não se perca,

Pela eternidade!

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