O próprio Bozzano, o homem que nos dias modernos mais lutou para defender a comunicação, terminou por excluir da interpretação espírita quase tudo o que passa como ser Espiritismo. Com em todo espírita, a lógica (?) especial decorrente da superstição levou-o ao fanatismo. Mas precisamente por tratar-se de um fanático, seu recolher velas, forçado pela pesquisa parapsicológica, é muito mais demolidor para “a fé (espírita) no coração”.
Entre “os casos mais evidentes” (expressão de Lodge), Bozzano escolhe 916 e, mesmo assim, desses casos rejeita 90%, e os 10% restantes qualifica-os como de identificação quase segura. (BOZZANO...: Dei Casi..., op. cit.)
Posteriormente, em 30 anos, Bozzano só recolheu mais 3 casos capazes de oferecer (a ele!) essa quase segura identificação! (Em Luce e Ombra, 1925, N.ºs. 10 e 11; 1926, e 1938, N.ºs. 9, 10 e 11)
(...)
Em 1933, com referência às sessões espíritas de todo tipo, Bozzano manifestava seu descrédito: (...)
E Bozzano cita o caso de Camille Flammarion, que apesar de súplicas, esforços e consultas com todos os médiuns conhecidos, em 30 anos não conseguiu obter mensagem nenhuma que pudesse ser considerada como proveniente do espírito da sua mãe. (BOZZANO, Ernesto: “Critiche e Retiffice” al livro del Pe. Giovanni Battista ALFANO, op. cit., em Luce e Ombra, 1933, Março, p. 153)
98%! Bozzano! Será que, por fim, os “Espíritos Superiores” estão aprendendo Parapsicologia? Que sentido fica às práticas do Espiritismo? E esse 2% de Bozzano – como de qualquer outro –, já vimos que não vale absolutamente nada.
Fonte: “Palavra de Iahweh”, Oscar González-Quevedo, S.J., 1.ª edição, São Paulo, Loyola, 1993, p. 189 s., volume 5 de “Os Mortos Interferem no Mundo?”.
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“Fora da VERDADE não há CARIDADE nem, muito menos, SALVAÇÃO!”